quinta-feira, maio 22, 2008

URGENTE_1_2_3_JUNHO_DIAS SEM ABASTECIMENTO NA GALP_BP_REPSOL


URGENTE_1_2_3_JUNHO_
DIAS SEM ABASTECIMENTO
NA GALP_BP_REPSOL

Vamos fazer a diferença!
Isto tem que começar por algum lado!
Vamos passar a palavra e não ser indiferentes,
temos que fazer com que as coisas mudem!
A subida vertiginosa do preços dos combustíveis
tem que parar e temos que fazer com que baixem!
Para tal vamos combinar três dias nacionais seguidos de
NÃO ABASTECIMENTO NA BP, GALP, REPSOL!
> Esses dias serão o 1 -2 -3 de Junho que vem! >
> VAMOS FAZER A DIFERENÇA! >
Nesses dias abasteçam em outros postos de combustíveis
tais como a Esso, Total, Continente (antigo Carrefour),
Intermarché, Jumbo e Eleclerc!
Juntos teremos força para baixar os lucros destes gigantes!
> Agora é só passar a palavra com urgência! >
Estou farto de ser levado na hora de pagar!
CHEGA!
SEJAMOS UNIDOS PORTUGUESES
E
TODOS OS QUE TENTAM SOBREVIVER EM PORTUGAL!
NÃO ESQUEÇAM 1 - 2 - 3 de JUNHO que vem
Não Abasteçam na BP, GALP e REPSOL!
FORÇAAA PORTUGAL !

«Vou fazer uma limpeza na bagunça que é este partido»


«Vou fazer uma limpeza
na bagunça que é este partido»

Santana Lopes diz que vai
responder aos apelos das bases

Na corrida à liderança do PSD, e nas auscultações que fez às bases do partido, Santana Lopes diz que tem ouvido apelos «no sentido de impor a ordem, a autoridade e fazer uma limpeza na bagunça que é este partido». A sua resposta tem sido clara: «Pois digo, vou ser intransigente nesse caminho».

» O País está a ser vítima de «fiscojacking»
» «Nenhuma viatura das forças de segurança vai ficar parada por falta de combustível»
» «Sou melhor a escrever do que a falar»
» «As mulheres deviam boicotar Marinho Pinto»
» «O caso dos voos da CIA ainda não chegou ao fim»
» «O senhor Marcelo devia de ter mais consideração quando fala dos filhos dos outros
Manuela Eanes e Pinto Monteiro não
esperaram que um pedófilo adoptasse uma criança
O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, defendeu esta semana uma alteração legislativa que evite a adopção de crianças por condenados por actos de pedofilia.
A possibilidade é real dado que as condenações são apagadas do certificado de registo criminal, entre cinco a dez anos após a prática dos crimes.
«É fácil. É alterarem a lei», advertiu o responsável máximo do Ministério Público.
Os créditos deste apelo, que ninguém no seu perfeito juízo se atreverá a contestar, devem ser partilhados com a presidente do Instituto de Apoio à Criança.
Na verdade, Pinto Monteiro comentava a intervenção de Manuela Eanes, na conferência europeia «Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente: Segurança na Internet», em Lisboa, onde a antiga primeira-dama criticou a possibilidade de as crianças serem adoptadas por «criminosos sexuais».
«No campo das hipóteses é possível acontecer» que um pedófilo adopte uma criança, diz Pinto Monteiro que não conhece um caso em que tal tenha ocorrido.
Mas isto é quanto baste para que o PGR e Manuela Eanes exijam medidas para travar esse perigo. Num país habituado a (re)agir perante o mal concretizado, a iniciativa é obviamente de aplaudir. Cá estaremos para ver se não cai em saco roto . . .

País está a ser vítima de "fiscojacking" e de inércia de Sócrates, acusa Paulo Portas

Portas sublinhou que o Estado cobra, em 2008, mais 400 milhões de euros em Imposto Sobre Combustiveis que em 2003

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Líder diz que já devia ter sido pedido um estudo à Autoridade da Concorrência
País está a ser vítima de "fiscojacking"
e de inércia de Sócrates, acusa Paulo Portas
22.05.2008 - 19h54 Lusa

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, criticou hoje a falta de iniciativa do primeiro-ministro perante a alta de preços resultante da crise dos combustíveis e considerou que o país está a ser vítima de "fiscojacking".
Portas, que hoje visitou um lar de idosos, em São Domingos de Benfica, acusou José Sócrates de ter sido "pouco firme com as companhias" petrolíferas, e de estar "a ser pouco justo com os contribuintes".
"Foi pouco firme com as companhias porque sendo evidente que há concertação de preços - a aumentarem à mesma hora, no mesmo dia, no mesmo valor - o primeiro-ministro" só acordou ao décimo quinto aumento", disse o presidente do PP."Eu disse ao primeiro-ministro que pedisse uma investigação dos preços à Autoridade da Concorrência, há quase três meses", afirmou Portas, acrescentando: "Ele esperou até Maio para o fazer.
Se tivesse seguido os meus conselhos já teria o resultado dessa investigação".Portas sublinhou que o Estado cobra, em 2008, mais 400 milhões de euros em Imposto Sobre Combustiveis (ISC) do que em 2003.
A alta dos preços "é devastadora para as pequenas e médias empresas, consome o poder de compra da classe média, prejudica os mais desfavorecidos e arrefece ainda mais a economia", afirmou, acusando Sócrates de, perante esta "crise", se recusar a mexer na carga fiscal e tentar "desculpar-se".
Segundo Portas, a alta de preços está a tornar-se insuportável, sendo necessário que "o primeiro-ministro actue com flexibilidade". "Nós já temos ´carjacking` (roubo violento de automóveis), não precisamos de ´fiscojacking`, que é aquilo que está a acontecer todos os dias", afirmou.

UE/Social: Relatório aponta Portugal como campeão da desigualdade na repartição de rendimentos

UE/Social: Relatório aponta Portugal como campeão da desigualdade na repartição de rendimentos
22 de Maio de 2008, 15:29

Bruxelas, 22 Mai (Lusa) - Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.
O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.
"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.
O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.
Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.
"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.
Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.
FPB.

Lusa/Fim

domingo, maio 18, 2008

Justiça: Fórum do Ministério Público


PGR contra ‘leis da moda’O procurador-geral da República criticou ontem o poder legislativo, acusando-o de estar "desfasado da realidade". Pinto Monteiro deu o exemplo do novo pacote de leis contra a corrupção, afirmando que se trata "de uma legislação da moda".

Perante uma plateia de 300 magistrados de todo o País, o que levou o procurador-geral da República (PGR) a suspeitar de que tivessem "prometido um brinde à saída", Pinto Monteiro traçou um retrato negro do Ministério Público, mas vestiu a camisola e assumiu como prioridade prestigiar esta magistratura perante os cidadãos.

"O facto de ter sido magistrado judicial não significa que não vista a camisola do MP", fez questão de deixar claro Pinto Monteiro, admitindo que "os ventos não correm favoráveis ao MP".

No II Fórum do Ministério Público, que decorreu ontem na Faculdade de Direito de Lisboa, o PGR não ficou para ouvir os testemunhos directos das razões da "descrença e do pessimismo", mas deixou uma mensagem: "No dia em que tivermos o respeito do cidadão, temos o respeito do poder político."

No final do fórum, foi aprovado um manifesto a reclamar "iniciativas do poder político" para dar resposta aos "graves problemas" do MP.

Ana Luísa Nascimento

“Onde há poder há corrupção”

“Onde há poder há corrupção”
Cândida Almeida, Procuradora-geral adjunta, falou ao 'CM' sobre a corrupção e a forma de a combater em Portugal.

Correio da Manhã – Há razões para ficarmos preocupados com o nível de corrupção em Portugal?

Cândida Almeida – Em todos os países do Mundo, onde há poder, há corrupção. No nosso país ela existe e é preciso prevenir e punir o fenómeno, mas é preciso bom senso. Chamar corrupção a todo o comportamento menos correcto também faz mal às instituições que lutam contra este fenómeno. Passa a ideia de que não fazem nada, deixam andar por aí os corruptos à vontade, quando o conceito criminal de corrupção está bem definido.

– A que comportamentos se refere?

– A cunha e o ‘amiguismo’ podem ser condenáveis, mas não são corrupção. Por isso, nós temos de lutar contra a corrupção, mas não vamos fazer disto uma perseguição sem regras. Há corrupção, mas não é desesperante.

– E como é que se combate a corrupção em Portugal?

– A sociedade civil tem de participar. As pessoas criticam sempre, mas não participam. Assim não vamos a lado nenhum. Se não houver o envolvimento do cidadão, no sentido do dever que tem de colaborar com os tribunais. Sem isso, pouco se consegue por causa do secretismo do crime, que é entre ‘comadres’. Só os terceiros é que conseguem denunciar estes casos.

– Consegue explicar essa relação entre o poder e a corrupção.

– Quando há poder de decisão o próprio cidadão é aliciado a procurar preferências. Porque quer um negócio com o Estado ou ver o seu processo resolvido. Onde há poder, eu vou ter com ele para facilitar a minha vida, é o pensamento. Isso acontece por falta de princípios. Daí a necessidade de apostar na prevenção, logo na escola.

– Como vê a corrupção desportiva no nosso país?

– Anda muita espuma no ar. Prefiro não comentar.
UM DOS MUITOS COMENTÁRIOS:
Luís Bràulio Cardoso de Macedo Pereira (Lic.)“
1 - A Exma. Procuradora-Geral Adjunta Dra. Cândida Almeida; - Viúva de um grande Amigo Meu; - O Ex. Inspector-geral do IGAI Maximiano Rodrigues; - figura de Capacidade Ímpar com quem me orgulho de ter colaborado em determinadas situações e com Ele privar como Amigo sincero; - Deu esta entrevista ao Jornal Correio da Manhã; - explicando ao Povo Português; - o que é necessário que o Povo …
2 … entenda; - É uma verdade absoluta que onde existe poder; - há corrupção; - só que nem sempre Ela pode ser combatida; - em primeiro lugar; - o Poder Institucional não dá todos os meios aos Organismos de Investigação para poderem trabalhar de forma eficaz; - em segundo lugar como a corrupção vem de cima; - por vezes o Poder Legislativo; - por interesse próprio; - não produz Leis …

Banco de Portugal: Vítor Bento tem licença sem vencimento há oito anos

Banco de Portugal: Vítor Bento tem licença sem vencimento há oito anos

Promovido sem trabalhar
O Banco de Portugal promoveu, por mérito, o presidente da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), empresa que gere o sistema multibanco, ao cargo de director de nível 18B. Vítor Bento, que é quadro do banco central, encontra-se em regime de licença sem vencimento desde 8 de Junho de 2000, altura em que foi nomeado presidente da SIBS/Unicre. A promoção, que vale mais 720 euros mensais (quando o economista regressar ao banco), foi comunicada em Fevereiro e tem efeitos desde o dia 1 de Janeiro.

Esta decisão causou um evidente mal-estar em vários departamentos do Banco de Portugal e chegou ao Parlamento através do Bloco de Esquerda que, ontem, questionou Vítor Constâncio sobre esta decisão.

Segundo documentos a que o CM teve acesso, a justificação dada pelos serviços do banco central para a promoção de um quadro que não se encontra no banco há oito anos foi a de que 'o dr. Vítor Bento se encontra em situação de licença sem retribuição [...] ao abrigo de acordo celebrado nos termos da cláusula 91ª do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) para o sector bancário'.

Mas essa mesma cláusula estipula no seu nº 5 que a licença sem retribuição vale 'até ao máximo de três anos'. Também o normativo interno do banco central prevê a hipótese de licenças sem vencimento por um ano, até ao máximo de três anos, seguida ou interpoladamente.

A figura da licença sem vencimento não tem os mesmos contornos jurídicos da ‘requisição’ e mesmo esta, no caso do Banco de Portugal, é apreciada a cada três anos.

O Banco de Portugal fundamentou a promoção de Vítor Bento com 'critérios de gestão e de equidade interna'.

Um director do banco central com o nível 18 tem um vencimento mensal da ordem dos 11 mil euros, onde se integra o ordenado contratualizado ao abrigo do ACT, as diuturnidades e o complemento remuneratório da isenção de horário equivalente a mais 47 por cento do salário-base.

A decisão de promover Vítor Bento por mérito tem reflexos a dois níveis; na promoção salarial (passagem do nível 18A para o nível 18B, o que equivale a um aumento de mais 368 euros por mês) e na progressão na carreira (passagem do grau oito para o grau nove, o que dá direito a mais 452 euros).

O CM tentou contactar o presidente da SIBS, mas Vítor Bento encontrava-se em Madrid. Fonte oficial da empresa adiantou que o presidente apenas prestaria esclarecimentos após uma reacção oficial do Banco de Portugal.

SEM ENCARGOS PARA OS COFRES

O ministro das Finanças – que esta semana em Bruxelas disse que era preciso 'transparência' e justificação das políticas remuneratórias 'com base no desempenho' – recusou comentar a situação.

O banco central disse, em comunicado, 'que a reclassificação do drº Vítor Bento não comporta encargos para o Banco de Portugal'.
A instituição liderada por Vítor Constâncio refere ainda que 'tem sido entendimento do Banco de Portugal, no que diz respeito aos seus quadros nesta situação, que estes não devem ser prejudicados na evolução das suas carreiras, pelo que, em regra, são objecto de reclassificação, de acordo com o tempo em que exerceram funções fora do Banco'.

PERFIL
Vítor augusto brinquete bento licenciou-se em Economia em 1978 pelo Instituto Superior de Economia e foi assistente na cadeira de Política Monetária. Em 1980 entra no Banco de Portugal para o departamento de Estudos Económicos, para, em 1987, ser responsável pelo Instituto Emissor de Macau. De 1992 a 1994, ocupa o lugar de director-geral do Tesouro. Em 2000 é nomeado administrador da VISA.
SAIBA MAIS
REQUISITADOS

Os quadros do Banco são muito requisitados para outras funções. Foram caso disso Cavaco Silva, Ferreira Leite e Octávio Teixeira.
1846
O Banco de Portugal foi criado por decreto régio em 1846.
1998
O Banco integra o Sistema Europeu de Bancos Centrais
.


Miguel Alexandre Ganhão

sexta-feira, maio 09, 2008

sábado, maio 03, 2008

Zona Ribeirinha - COSTA SEPARA-SE DE SOCRATES. SERÁ DIVORCIO POR MUTUO CONSENTIMENTO, OU LITIGIOSO ?


Por Graça Rosendo e Helena Pereira
António Costa só avisou José Sócrates que iria estar ausente dez minutos antes da cerimónia de apresentação de uma das mais importantes obras públicas na capital: a ‘NovAlcântara’, integrada na recuperação da Zona Ribeirinha. E fez questão de tornar público o incómodo de a Câmara de Lisboa desconhecer o projecto.

Pela primeira vez, garantem fontes socialistas, Costa mostrou que não está disponível para «ficar calado».
«Não creio que exista um desenho final ainda. A Câmara não o conhece, se existe» – declarou
António Costa aos jornalistas, sobre o projecto anunciado pelo Governo. O recado teve efeitos imediatos: no dia a seguir, o ministro das Obras Públicas enviou ao autarca a versão final do Nov’Alcântara.
Este poderá ter sido apenas o primeiro sinal de que as relações entre o autarca e o Governo de Sócrates – em particular o Ministério das Obras Públicas e a secretária de Estado Ana Paula Vitorino, que sempre foi próxima de Costa – estão cada vez mais tensas. «Habituem-se», vaticinam as mesmas fontes.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=91574


Sondagem SIC / EXPRESSO / RENASCENÇA

POR PEDRO SANTANA LOPES

Quarta -feira à tarde falou -me um elemento do Expresso a dar -me conta de "uma notícia de que eu ia gostar": uma sondagem para a liderança do PPD/PSD em que aparecia quase empatado com Manuela Ferreira Leite. Acrescentou: "para quem estava "morto", quem havia de dizer?..."

No dia seguinte, à tarde, falou - me um elemento da SIC a dar conta de dados que me iriam deixar "muito contente"( ipsis verbis). Tratava-se dos dados da sondagem sobre a disputa com José Sócrates. Comentou a dita pessoa: "Aqui na SIC está tudo impressionado com o seu resultado. A Drª Manuela Ferreira Leite tem mais três pontos mas com ela Sócrates tem maioria absoluta. Consigo ele faz 42 - 35 e perde a maioria absoluta. Os meus parabéns".

Ontem á noite, no Expresso da meia-noite, programa da SIC, Rui Oliveira e Costa, responsável pela sondagem, quando perguntado sobre qual o candidato que mais e melhor poderia fazer frente a Sócrates, respondeu: "Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes". E, logo a seguir, acrescentou: " É um empate técnico".
Hoje, fazendo jus à importância da sondagem, o Expresso põe em primeira página: "Sondagem: Manuela é quem mais ameaça Sócrates". Quanto à sondagem em si, numa opção editorial, vem a uma coluna na página 6.
Por sua vez, a SIC, ontem e hoje ouviu Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho sobre a sondagem. E pôs em título: "Pedro Passos Coelho melhor colocado para enfrentar Sócrates."
A Rádio Renascença, também responsável pela realização do estudo, fez a apreciação, em destaque, no mesmo sentido do do Expresso e ouviu os mesmos dois candidatos.
Postado por PedroSantanaLopes, http://pedrosantanalopes.blogspot.com/2008/05/sondagem-sic-expresso-renascena.html

SOCIEDADE FALHADA

"O eventual desinteresse dos jovens pela política partidária é um bom sinal. É um sinal de que a sociedade falhada construída pela geração do 25 de Abril pode ter os dias contados".

João Miranda, investigador em biotecnologia,
"Diário de Notícias", 03-05-2008

sexta-feira, maio 02, 2008

Erro crasso do PSD


Afinal a Drª Manuela Ferreira Leite vai candidatar-se à presidência do PSD.É um erro monumental do PSD. E uma passadeira para o PS ganhar novamente as eleições legislativas em 2009.A Drª Manuela Ferreira Leite está "queimada" ,na opinião pública, desde que aplicou políticas draconianas ao Povo Português ,quando foi ministra das Finanças.
Não sou membro do PSD , nem de qualquer outro partido, mas preocupa-me que o PSD não tenha a coragem necessária para encontrar um lider ganhador, um lider que seja um referencial de competência e de modernidade.
A politica fiscal tem de ser alterada radicalmente. Menos impostos, e menos impostos quer dizer menos IVA, menos IRC, menos IRS.
O PSD está a seguir o velho comportamento português: falta de visão para fazer mudanças estruturais, mudanças que passam por uma nova atitude cultural.Portugal desde o Marquês de Pombal que anda em contraciclo com a História.
Deixou-se domrir na forma.Por exemplo, Portugal só se lembrou que deveria fazer intervir os goeses na gestão colonial quando a Independência da India já era um facto quase consumado.
Só em 1946 Portugal decidiu fazer intervir os goeses na administração colonial.As colónias no fim da 2º Grande Guerra estava sem colonos portugueses suficientes.
Com o movimento independentista, na sequência da nova correlação de forças saída da 2ª GG, Portugal facilitou a emigração para as colónias. Já na década de 1950.Tudo tarde e a más horas. Portugal tem uma cultura franciscana, minimalista nos aspectos económicos.
Sempre houve meia dúzia que punham e dispunham. O resto, os grandes interesses nacionais, enquanto Estado, foram deixados para segundo plano.As "castas" reinantes em Portugal são menos cultas que as congéneres na Europa.
Portugal em 1974 estava ainda como que num estado feudal. Miserabilismo económico, degradação socio-económica do Povo.Esta "cultura" prolongou-se com o 25 de Abril.
O que mudou foi o que teve de mudar.
A CEE exigia padrões de desenvolvimento muito precisos.Os "camiões" de dinheiro que a União Europeia nos envia desde 1985 , mais as remessas dos emigrantes e o turismo ,é o que vai aguentando isto. Se não fosse a adesão à CEE Portugal já tinha desaparecido como Estado Independente.
A chamada classe política portuguesa é muito inculta, pouco preparada. O resulado está aí.Este padrão cultural e comportamental está a vencer na liderança do PSD.
A Drª Ferreira Leite não conseguirá fazer a diferença no combate de estratégias para Portugal, no combate de modelos de desenvolvimento, que têm de passar por menos carga fiscal, por uma política de investimento público nos sectores produtivos, conseguindo um novo quadro de referência ,para captar mais e melhor investimento estrangeiro.
E numa nova política de produção energética, que tem de passar pelo nuclear.
Nunca percebi porque razão os Governos Portugueses - todos - ficam com os cabelos em pé quando se fala em apostar na construção de centrais nucleares.
Só pode ser a grande força que Espanha tem para impedir.
O Presidente Francês e o Primeiro Ministro Britânico celebraram ,muito recentemente ,um acordo para construção de novas centrais nucleares.
De nova geração.O que é bom para o Reino Unido e para a França não é para Portugal?
Só visões tacanhas, provincianas, podem pensar assim. Até a Suiça tem 5 centrais nucleares! E Espanha 9 ou 10.
Claro que a Quercus não quer.
Para eles viviamos ainda no tempo da pedra lascada, pois aí sim o ambiente seria respeitado!Bom ,voltando ao PSD e com isto à Oposição política, parece que por este caminho os sociais democratas estão a dar um bilhete ao PS para mais uma maioria absoluta.Penso que Rui Rio seria a aposta certa ,ou mesmo Marcelo Rebelo de Sousa.Isto se o PSD quer ser alterantiva ao PS.

Posto por José Maria Martins - http://josemariamartins.blogspot.com/

domingo, abril 27, 2008

Candidato quer um plano aberto para ser desenvolvido com os cidadãos

Candidato quer um plano aberto para ser desenvolvido com os cidadãos

Passos Coelho apresenta carta de 10 princípios e programa a desenvolver
27.04.2008 - 16h54 Lusa

O candidato a presidente do PSD Pedro Passos Coelho vai apresentar terça-feira uma carta com os dez princípios essenciais da sua candidatura e está a preparar um programa estratégico aberto, para ser desenvolvido com os cidadãos.
Rita Marques Guedes, que está a coordenar a elaboração dos documentos, sublinhou que o programa define "os princípios estratégicos de Portugal para a próxima década", mas sem "conteúdos exaustivos, acabados à vírgula e ao pormenor".
"É um programa aberto, que quer envolver a sociedade civil", justificou, acrescentando que se a candidatura de Pedro Passos Coelho vencer as eleições directas para a liderança do PSD "as linhas estratégicas para cada um dos sectores vão ser discutidas publicamente, para serem desenvolvidas e densificadas".
Rita Marques Guedes disse que isso é feito em nome do princípio da "responsabilidade colectiva" e do "envolvimento da sociedade civil".
"O objectivo é juntar as pessoas à volta daquelas linhas estratégicas, envolver para gerar motivação e combater o distanciamento entre a actividade política e a sociedade civil", reforçou.
A carta de princípios que vai ser apresentada na terça-feira é "a matriz constitutiva da candidatura, que enquadra o programa", referiu Rita Marques Guedes.Estão a participar na elaboração do programa da candidatura de Passos Coelho, entre outros, o economista António Nogueira Leite e os deputados do PSD Miguel Relvas e António Almeida Henriques, adiantou.
A coordenadora do programa salientou que a candidatura de Pedro Passos Coelho quer "continuar a discutir ideias e não pessoas".Manuela Aguiar apoia a "coragem serena" do candidatoA ex-deputada social-democrata Manuela Aguiar afirmou hoje que Pedro Passos Coelho "é o melhor líder para o PSD", elogiando a sua "coragem serena" e o discurso consistente aliado à credibilidade, que o distinguem da maioria dos políticos portugueses.
"É uma pessoa em quem acredito absolutamente.
Aprecio a forma como faz política e que é muito rara em Portugal", declarou a antiga secretária de Estado das Comunidades.
Manuela Aguiar descreveu Pedro Passo Coelho como um homem "muito ponderado" e com experiência, seguro de si, "mas não arrogante", com ideias "firmes e assentes".
"É um corredor de fundo, que não pratica aqueles vícios portugueses da demagogia e do tacticismo".
Questionada sobre a situação actual do PSD, reconheceu que o facto de ser necessário convocar novas eleições para a liderança do partido num intervalo de apenas seis meses, comprova que "há no partido conflitos internos e uma postura de pôr tudo em causa que tem sido prejudicial" ao PSD.
A ex-deputada entende que Pedro Passo Coelho se soube manter à margem desses conflitos e soube afirmar as suas ideias "sem guerras pessoais e respeitando o veredicto das eleições".
"[Pedro Passo Coelho] não permitiu que o seu projecto de futuro interferisse no trabalho que Luís Filipe Menezes e a sua equipa procuravam levar a cabo no partido", sublinhou.
Para Manuela Aguiar, a "esperança" é a principal tónica do programa do antigo líder da JSD e é também uma questão que a afasta de outros candidatos como Manuela Ferreira Leite. "
A sua política no domínio fiscal e financeiro não nos restituiu a esperança de levar Portugal a sair do impasse em que está", considerou, lembrando que é preciso um discurso consistente, mas que também contam a credibilidade e o passado de quem o faz.
Manuela Aguiar foi secretária de Estado das Comunidades pela primeira vez em Janeiro de 1980 no VI Governo Constitucional presidido por Sá Carneiro, retomando as mesmas funções noutros governos posteriores.
Além de ter sido eleita deputada pelo círculo da Europa (1985), Porto (1987) e Aveiro (1991), ficou conhecida, sobretudo, como deputada pelo círculo Fora da Europa, onde foi eleita em 1995, 1999 e 2002.

quarta-feira, abril 23, 2008

MOVIMENTO MÉRITO e SOCIEDADE - MMS




O mais recente partido político português chama-se Movimento Mérito e Sociedade (MMS) e será formalizado terça-feira com a entrega de mais de oito mil assinaturas no Tribunal Constitucional, revelou esta quarta-feira o líder da nova força política, Eduardo Correia.

«Vamos entregar todo o processo para a formalização do MMS como partido político, terça-feira, às 14h30, no Tribunal Constitucional», afirmou Eduardo Correia, em declarações à Lusa, no Porto.
Segundo o líder do MMS, «infelizmente, há necessidade de mais uma força política em Portugal porque o espaço de governação orientada para a qualidade de vida está vazio».

«É possível fazer muito melhor por Portugal», frisou, acrescentando que «os portugueses protagonizam casos de sucesso nas mais diversas áreas no estrangeiro, pelo que não há razão nenhuma para serem constantemente ultrapassados por países que estavam atrás de nós».
Por essa razão, Eduardo Correia defendeu a necessidade de uma «revolução inteligente» no modo de governação do país.
«Não se pode continuar a admitir que os políticos estejam tão desligados das promessas que fazem na campanha eleitoral», afirmou Eduardo Correia, considerando ser necessária uma «democracia mais responsável».
Esse objectivo passa, salientou, por várias medidas, entre as quais a importância da alteração da legislação eleitoral para que os deputados passem a ser eleitos em círculos uninominais.
Por outro lado, Eduardo Correia defendeu que «é preciso acabar com a bactéria política que é a disciplina partidária».

«Os deputados não representam partidos, mas os cidadãos que os elegem», frisou.

O líder da nova formação política defendeu ainda que «os partidos que concorrem às eleições legislativas para formar Governo» devem apresentar a sua equipa ministerial durante a campanha eleitoral.
«Os eleitores devem conhecer os nomes que se responsabilizam pelo programa que o partido apresenta na campanha eleitoral», afirmou.
Eduardo Correia assegurou que o MMS «vai fazer tudo» para se apresentar ao eleitorado nas legislativas de 2009, mas escusou-se a definir qual será a meta eleitoral do partido.
«Somos todos novos nesta vida, nunca nenhum de nós fez política, mas somos pessoas de convicções», frisou.

O professor universitário Eduardo Correia pretende formar, até final deste ano, um novo partido político, o Manifesto Mérito e Sociedade (MMS), que promete transformar Portugal num país mais eficiente e economicamente competitivo a nível europeu.

Nem de esquerda, nem de direita, o MMS pretende captar o eleitorado português no geral, porque «Portugal tem que ser uma equipa inteira, como mostrou ser no pós-25 de Abril», adianta o responsável à Lusa.

Critico de José Sócrates, o professor no ISCTE classifica o actual Governo como «igualmente fraco», em relação aos últimos três ou quatro governos do país, pois a realidade portuguesa continua a ser idêntica ao que era, por exemplo, no Governo de António Guterres.

A ideia de formar um partido surgiu depois da apresentação de um documento, cujo título viria a ser adoptado como nome do futuro partido, onde o professor de «marketing» faz «o diagnóstico da situação do país e propõe medidas para melhorar a cidadania».


Inicialmente, o objectivo passava por fazer chegar as conclusões do manifesto aos maiores partidos nacionais, no entanto, a natureza de algumas propostas tornava claro que o documento não iria ser bem aceite.


«Como a lei portuguesa obriga à formação de uma lista para candidatura à Assembleia da República, ainda que se trate de candidatos independentes», a única solução possível passou a ser a formação de um novo partido político, diz Eduardo Correia.


Despolitização da Administração Pública e o emagrecimento da máquina estatal são algumas das reformas que o MMS pretende levar a cabo, nomeadamente através da redução do número de câmaras municipais e da eleição de deputados por círculos uninominais, com acerto relativo à percentagem de votos globais, de forma a garantir que todos os votos tenham o mesmo valor.

O MMS pretende ser uma opção de voto para os portugueses já nas próximas eleições legislativas e europeias.

Uma candidatura às autárquicas está para já posta de lado, pois, de acordo com Eduardo Correia, «o modelo de funcionamento autárquico não se adequa ao MMS», pelo que a candidatura deste partido não seria «legítima», nem «intelectualmente honesta».

Questionado quanto à possibilidade de coligações com outros partidos, o professor adianta que «é difícil fazer futurologia», admitindo no entanto, que esta será uma realidade muito pouco provável, porque o MMS propõe «alterações estruturais que não se compatibilizam com nenhum dos partidos existentes em Portugal».

Para já, o MMS encontra-se a recolher as 7500 assinaturas necessárias para a formação do partido, processo que se iniciou no passado mês de Setembro e que «todos os dias recebe novos apoios», o que leva o professor a acreditar que, até ao fim do ano, o objectivo será cumprido.

sexta-feira, abril 18, 2008

A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, com o barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno observado na necessidade de formar uma Aldeia Global que permita maiores ganhos para os mercados internos já saturados.
A rigor, as
sociedades do mundo estão em processo de globalização desde o início da História. Mas o processo histórico a que se denomina Globalização é bem mais recente, datando (dependendo da conceituação e da interpretação) do colapso do bloco socialista e o conseqüente fim da Guerra Fria (entre 1989 e 1991), do refluxo capitalista com a estagnação econômica da URSS (a partir de 1975) ou ainda do próprio fim da Segunda Guerra Mundial.
As principais características da globalização são a homogeneização dos centros urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica, a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais (não mais ideológicos), a hibridização entre culturas populares locais e uma
cultura de massa universal.
História
A globalização é um fenômeno capitalista e complexo que começou na época dos
Descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial. Mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica.
Sua origem pode ser traçada do período mercantilista iniciado aproximadamente no
século XV e durando até o século XVIII, com a queda dos custos de transporte marítimo, e aumento da complexidade das relações políticas européias durante o período. Este período viu grande aumento no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, particularmente nas novas colônias européias.
É tido como inicio da globalização moderna o fim da Segunda Guerra mundial, e a vontade de impedir que uma mostruosidade como ela ocorresse novamente no futuro, sendo que as nações vitoriosas da guerra e as devastadas potências do eixo chegaram a conclusão que era de suma importância para o futuro da humanidade a criação de mecanismos diplomáticos e comerciais para aproximar cada vez mais as nações uma das outras. Deste consenso nasceu as
Nações Unidas, e começou a surgir o conceito de bloco econômico pouco após isso com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço - CECA.
A necessidade de expandir seus mercados levou as nações a aos poucos começarem a se abrir para produtos de outros países, marcando o crescimento da ideologia econômica do liberalismo.
Atualmente os grandes beneficiários da globalização são os grandes países emergentes, especialmente o
BRIC, com grandes economias de exportação, grande mercado interno e cada vez maior presença mundial[1]. Antes do BRIC, outros países fizeram uso da globalização e economias voltadas a exportação para obter rápido crescimento e chegar ao primeiro mundo, como os tigres asiáticos na década de 1980 e Japão na década de 1970[2].
Enquanto
Paul Singer vê a expansão comercial e marítima européia como um caminho pelo qual o capitalismo se desenvolveu assim como a globalização, Maria da Conceição Tavares aposta o seu surgimento na acentuação do mercado financeiro, com o surgimento de novos produtos financeiros.

[editar] Impacto

A característica mais notável da globalização é a presença de marcas mundiais
A globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.

[editar] Comunicação
A globalização das comunicações tem sua face mais visível na
internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de idéias e informações sem precedentes na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada a imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo apenas como fator de limitação a barreira lingüística.
Outra característica da globalização das comunicações é o aumento da universalização do acesso a meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos, principalmente celulares e os de infraestrutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade graças a inovação tecnológica. Hoje uma inovação criada no Japão pode aparecer no mercado português ou brasileiro em poucos dias e virar sucesso de mercado. Um exemplo da universalização do acesso a informação pode ser o próprio Brasil, hoje com 42 milhões de telefones instalados
[3], e um aumento ainda maior de número de telefone celular em relação a década de 80, ultrapassando a barreira de 100 milhões de aparelhos em 2002.
Redes de TV e imprensa multimídia em geral também sofreram um grande impacto da globalização. Um país com imprensa livre hoje em dia pode ter acesso, alguma vezes por tv por assinatura ou satélite, a emissoras do mundo inteiro, desde NHK do japão até Cartoon Network americana.
Pode-se dizer que este incremento no acesso à comunicação em massa acionado pela globalização tem impactado até mesmo nas estruturas de poder estabelecidas, com forte conotação a
democracia, ajudando pessoas antes alienadas a um pequeno grupo de radiodifusão de informação a terem acesso a informação de todo o mundo, mostrando a elas como o mundo é e se comporta[4]
Mas infelizmente este mesmo livre fluxo de informações é tido como uma ameaça para determinados governos ou entidades religiosas com poderes na sociedade, que tem gasto enorme quantidade de recursos para limitar o tipo de informação que seus cidadãos tem acesso.
Cuba por exemplo, limita a venda de computadores a cidadãos que obtém certificados do governo, geralmente a custos abusivos para impedir o acesso pela maioria da população, seus emails não são privados e estão sujeitos a constante vigilância do regime, publicação de blog e acesso a redes sociais são proibidos. Acesso a cybercafés também é limitado, e internet livre apenas a estrangeiros que mostrarem seus passaportes para agentes do governo. Desrespeito a estas leis como tentativa de criação de emails não supervisionados em outros países ou publicação de informações criticas ao governo geralmente termina com a prisão da pessoa, como o caso de José Orlando González Bridón em 20 de dezembro de 2000. O único provedor de internet é do governo, e este vigia a atividade dos usuários na rede. [5].
China, onde a internet tem registrado crescimento espetacular graças ao fim da economia planificada comunista e adoção do livre mercado capitalista, com 136 milhões de usuários [6] é outro exemplo de nação notória por tentar limitar a visualização de certos conteúdos considerados "sensíveis" pelo governo, como do Protesto na Praça Tiananmem em 1989, além disso em torno de 923 sites de noticias ao redor do mundo estão bloqueados, incluindo CNN e BBC, sites de governos como Taiwan também são proibidos o acesso e sites de defesa da independência do Tibete. O numero de pessoas presas na China por "ação subversiva" por ter publicado conteúdos críticos ao governo é estimado em mais de 40 ao ano. A própria wikipedia já sofreu diversos bloqueios por parte do governo chinês[7].
No
Irã, Arabia Saudita e outros países islâmicos com grande influencia da religião nas esferas governamentais, a internet sofre uma enorme pressão do estado, que tentam implementar diversas vezes barreiras e dificuldades para o acesso a rede mundial, como bloqueio de sites de redes de relacionamentos sociais como Orkut e MySpace, bloqueio de sites de noticias como CNN e BBC. Acesso a conteúdo erótico também é proibido.

[editar] Qualidade de vida
O acesso instantâneo de tecnologias, principalmente novos medicamentos, novos equipamentos cirúrgicos e técnicas, aumento na produção de alimentos e barateamento no custo dos mesmos, tem causado nas últimas décadas um aumento generalizado da
longevidade dos países emergentes e desenvolvidos. De 1981 a 2001, o número de pessoas vivendo com menos de US$1 por dia caiu de 1.5 bilhão de pessoas para 1.1 bilhão, sendo a maior queda da pobreza registrada exatamente nos países mais liberais e abertos a globalização[8].
Na China, após a conversão para economia capitalista e abertura do mercado, a porcentagem de pessoas vivendo com menos de US$2 caiu 50.1%, contra um aumento de 2.2% na África sub-saariana, composta de em grande parte de nações fechadas a globalização. Entretanto é preciso ter-se sempre em mente que a China adotou a globalização em seus próprios termos, de forma a dela tirar o melhor proveito. Conforme apontado por
Stiglitz, ela foi lenta para abrir seus mercados a importações e não permite a entrada dos fluxos de capital especulativo, de curto prazo. Acima de tudo, a China não confiou no trickle-down (teoria conservadora segundo a qual a acumulação de riqueza no topo beneficia paulatinamente os de baixo) da riqueza, mas procurou melhorar a situação dos mais pobres com intervenção do governo [9].
Na América Latina, houve redução de 22% das pessoas vivendo em pobreza extrema de 1981 até 2002
[10].
Também houve uma melhora na distribuição da renda, com tendência a convergência a longo prazo conforme a economia global continua crescendo, a maioria das nações que hoje sofrem com problemas de distribuição de renda, teve seus problemas originários antes da época da globalização ou durante períodos de ditadura ou economia planificada. Atualmente a distribuição de renda ou está estável ou está melhorando, sendo que as nações com maior melhora são as que possuem alta liberdade econômica pelo
Índice de Liberdade Econômica[11].

[editar] Outras visões dos resultados da globalização
Um livro denominado "Flat World, Big Gaps"
[12] ("Um Mundo Plano, Grandes Disparidades" - tradução livre), foi editado por Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU para o Desenvolvimento Econômico, e Jacques Baudot, economista especializado em temas de globalização, analisou essas questões e está despertando grande interesse. Nesse livro seus autores concluem que: "A 'globalização' e 'liberalização', como motores do crescimento econômico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas". [13]
A segunda parte do livro analisa as tendências das desigualdes econômicas que vêm ocorrendo em várias partes do mundo, inclusive na OECD, nos Estados Unidos, na América Latina, no Oriente Médio e norte da África, na África sub-saariana, Índia e China.
As políticas liberais adotadas não trouxeram ganhos significativos para a melhoria da
distribuição de renda, pelo contrário: "A desigualdade na renda per capita aumentou em vários países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) durante essas duas décadas, o que sugere que a desregulação dos mercados teve como resultado uma maior concentração do poder econômico." [13]
De maneira geral vários estudos apontam que "a repartição da riqueza mundial piorou e os índices de pobreza se mantiveram sem mudanças entre 1980 e 2000" [13], como já previra Tobin em 1981.
Os mais recentes dados estatísticos, obtidos pela ONU, desmistificam grande parte do discurso
neoliberal que é normalmente utilizado para defender certas medidas "globalizantes".

Para a maior parte do Mundo, a globalização, como tem sido conduzida, assemelha-se a um pacto com o demônio. Algumas pessoas nos países ficam mais ricas, as estatísticas do PIB - pelo valor que possam ter - aparentam melhoras, mas o modo de vida e os valores básicos da sociedade ficam ameaçados. Isto não é como deveria ser. [14] [15]

— Joseph E. Stiglitz

[editar] Teorias da Globalização.
A globalização, por ser um fenômeno espontâneo decorrente da evolução do mercado capitalista não direcionado por uma única entidade ou pessoa, possui varias linhas teóricas que tentam explicar sua origem e seu impacto no mundo atual.

[editar] Antonio Negri
O pensador
italiano Antonio Negri defende, em seu livro "Império", que a nova realidade sócio-política do mundo é definida por uma forma de organização diferente da hierarquia vertical ou das estruturas de poder "arborizadas" (ou seja, partindo de um tronco único para diversas ramificações ou galhos cada vez menores). Para Negri, esta nova dominação (que ele batiza de "Império") é constituída por redes assimétricas, e as relações de poder se dão mais por via cultural e econômica do que uso coercitivo de força. Negri entende que entidades organizadas como redes (tais como corporações, ONGs e até grupos terroristas) têm mais poder e mobilidade (portanto, mais chances de sobrevivência no novo ambiente) do que instituições paradigmáticas da modernidade (como o Estado, partidos e empresas tradicionais).

[editar] Benjamin Barber
Em seu artigo “
Jihad vs. McWorld”, Benjamin Barber expõe sua visão dualista para a organização geopolítica global num futuro próximo. Os dois caminhos que ele enxerga — não apenas como possíveis, mas também prováveis — são o do McMundo e o da Jihad. Mesmo que se utilizando de um termo específico da religião islâmica (cujo significado, segundo ele, é genericamente “luta”, geralmente a “luta da alma contra o mal”, e por extensão “guerra santa”), Barber não vê como exclusivamente muçulmana a tendência antiglobalização e pró-tribalista, ou pró-comunitária. Ele classifica nesta corrente inúmeros movimentos de luta contra a ação globalizante, inclusive ocidentais, como os zapatistas e outras guerrilhas latino-americanas.
Está claro que a
democracia, como regime de governo particular do modo de produção da sociedade industrial, não se aplica mais à realidade contemporânea. Nem se aplicará tampouco a quaisquer dos futuros econômicos pretendidos pelas duas tendências apontadas por Barber: ou o pré-industrialismo tribalista ou o pós-industrialismo globalizado. Os modos de produção de ambos exigem outros tipos de organização política cujas demandas o sistema democrático não é capaz de atender.

[editar] Daniele Conversi
Para Conversi, os acadêmicos ainda não chegaram a um acordo sobre o real significado do termo globalização, para o qual ainda não há uma definição coerente e universal: alguns autores se concentram nos aspectos economicos, outros nos efeitos políticos e legislativos, e assim por diante. Para Conversi, a 'globalização cultural' é, possivelmente, sua forma mais visível e efetiva enquanto "ela caminha na sua trajetória letal de destruição global, removendo todas as seguranças e barreiras tradicionais em seu caminho. É tambem a forma de globalização que pode ser mais facilmente identificada com uma dominação pelos
Estados Unidos. Conversi vê uma correlação entre a globalização cultural e seu conceito gemeo de 'segurança cultural', tal como desenvolvido por Jean Tardiff, e outros [16]
Conversi propõe a análise da 'globalização cultural' em três linhas principais: a primeira se concentra nos efeitos políticos da alterações sócio-culturais, que se identificam com a 'ínsegurança social'. A segunda, paradoxalmente chamada de 'falha de comunicação' [16], tem como seu argumento principal o fato de que a 'ordem mundial' atual tem uma estrutura vertical, na realidade piramidal, onde os diversos grupos sociais têm cada vez menos oportunidades de se intercomunicar, ou interagir de maneira relevante e consoante suas tradições; de acordo com essa teoria não estaria havendo uma 'globalização' propriamente dita, mas, ao contrário, estariam sendo construídas ligações-ponte, e estaria ocorrendo uma erosão do entendimento, sob a fachada de uma homogenização global causando o colapso da comunicação interétnica e internacional, em consequência direta de uma 'americanização' superficial [16]. A terceira linha de análise se concentra numa forma mais real e concreta de globalização: a importância crescente da diáspora na política internacional e no nascimento do que se chamou de 'nacionalismo de e-mail" - uma expressão criada por Benedict Anderson (1992).[17] "A expansão da Internet propiciou a criação de redes etnopolíticas que só podem ser limitadas pelas fronteiras nacionais às custas de violações de direitos humanos" [16].

[editar] Samuel Huntington
O cientista político
Samuel Huntington, ideólogo do neoconservadorismo norte-americano, enxerga a globalização como processo de expansão da cultura ocidental e do sistema capitalista sobre os demais modos de vida e de produção do mundo, que conduziria inevitavelmente a um "choque de civilizações".

[editar] Antiglobalização
Ver artigo principal: Antiglobalização
Apesar das contradições há um certo consenso a respeito das características da globalização que envolve o aumento dos riscos globais de transações financeiras, perda de parte da soberania dos Estados com a ênfase das organizações supra-governamentais, aumento do volume e velocidade como os recursos vêm sendo transacionados pelo mundo, através do desenvolvimento tecnológico etc.
Além das discussões que envolvem a definição do conceito, há controvérsias em relação aos resultados da globalização. Tanto podemos encontrar pessoas que se posicionam a favor como contra (
movimentos antiglobalização).
A globalização é um fenômeno moderno que surgiu com a evolução dos novos
meios de comunicação cada vez mais rápidos e mais eficazes. Há, no entanto, aspectos tanto positivos quanto negativos na globalização. No que concerne aos aspectos negativos há a referir a facilidade com que tudo circula não havendo grande controle como se pode facilmente depreender pelos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos da América. Esta globalização serve para os mais fracos se equipararem aos mais fortes pois tudo se consegue adquirir através desta grande autoestrada informacional do mundo que é a Internet. Outro dos aspectos negativos é a grande instabilidade econômica que se cria no mundo, pois qualquer fenômeno que acontece num determinado país atinge rapidamente outros países criando-se contágios que tal como as epidemias se alastram a todos os pontos do globo como se de um único ponto se tratasse. Os países cada vez estão mais dependentes uns dos outros e já não há possibilidade de se isolarem ou remeterem-se no seu ninho pois ninguém é imune a estes contágios positivos ou negativos. Como aspectos positivos, temos sem sombra de dúvida, a facilidade com que as inovações se propagam entre países e continentes, o acesso fácil e rápido à informação e aos bens. Com a ressalva de que para as classes menos favorecidas economicamente, especialmente nos países em desenvolvimento [18], esse acesso não é "fácil" (porque seu custo é elevado) e não será rápido.

[editar] Referências
↑ G8: a desatualizada elite econômica do planeta
↑ Globalisation and the Asia-Pacific Revival.
↑ Universalização da telefônica
↑ A comunicação de massa como condição para a democracia
↑ Internet em Cuba (inglês)
↑ China pode ultrapassar EUA em usuários de internet
↑ Internet na China
↑ How Have the Worlds Poorest Fared Since the Early 1980s
↑ GARDELS, Nathan. Globalização produz países ricos com pessoas pobres'. São Paulo: Economia e Negócios, O Estado de S. Paulo, 27 setembro de 2006
↑ Indices de pobreza do Banco Mundial
↑ Global Inequality Fades as the Global Economy Grows
↑ SUNDARAM, Jomo K. e BAUDOT, Jacques. Flat World, Big Gaps: Economic Liberalization, Globalization, Poverty and Inequality. Londres: Zed Books, 2007. ISBN 184277834X
↑
13,0 13,1 13,2 Globalização não reduz desigualdade e pobreza no mundo, diz ONU. Agência Efe. In: Mundo, Folha online, 10/02/2007 às 08h50
↑ STIGLITZ, Joseph E. The pact with the devil. Beppe Grillo's Friends interview
↑ CROTTY, James. Slow Growth, Destructive Competition, and Low Road Labor Relations: A Keynes-Marx-Schumpeter Analysis of Neoliberal Globalization. PERI- Political Economy Research Institute, PERI Publications, 11/1/2000
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16,0 16,1 16,2 16,3 CONVERSI, Daniele. Americanization and the planetary spread of ethnic conflict : The globalization trap. in Planet Agora, dezembro 2003 - janeiro 2004
↑ ANDERSON, Benedict 1992 Long-Distance Nationalism: World Capitalism and the Rise of Identity Politics.
↑ GARDELS, Nathan.Globalização produz países ricos com pessoas pobres: Para Stiglitz, a receita para fazer esse processo funcionar é usar o chamado "modelo escandinavo" . Economia & Negócios, O Estado de S. Paulo, 27/09/2006

[editar] Bibliografia
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en) CONVERSI, Daniele. Reassessing theories of nationalism. Nationalism as boundary maintenance and creation, Nationalism and Ethnic Politics, vol. 1, nº 1, pp. 73-85, 1995
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en) CONVERSI, Daniele. Nationalism, boundaries and violence, Millennium. Journal of International Studies, vol. 28, n. 3, 1999, pp. 553-584
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en) CONVERSI, Daniele. Post-communist societies between ethnicity and globalization, Journal of Southern, 2001
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GARDELS, Nathan.Globalização produz países ricos com pessoas pobres: Para Stiglitz, a receita para fazer esse processo funcionar é usar o chamado "modelo escandinavo" . Economia & Negócios, O Estado de S. Paulo, 27/09/2006
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en) O'ROURKE, Kevin H.,Globalization and History: The Evolution of a Nineteenth-Century Atlantic Economy.
RODRIGES, Gabriela e VIZENTINI, Paulo F. e Gabriela O dragão chinês e os tigres asíáticos.
SICSÚ, João; PAULA, Luiz Fernando; e RENAUT, Michel; organizadores. Novo-desenvolvimentismo: um projeto nacional de crescimento com eqüidade social. Barueri:Manole; Rio de Janeiro:Fundação Konrad Adenauer, 2005.
ISBN 85-98416-04-5 (Manole)
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en) Joseph Stiglitz -- A Dangerous Man, A World Bank Insider Who Defected., HAGE, Dave, Minneapolis Star-Tribune, October 11, 2000
STIGLITZ, Joseph E. Livre Mercado Para Todos. São Paulo: Campus Editora, 2006. ISBN 8535221794
STIGLITZ, Joseph E.Rumo a um novo paradigma. São Paulo: Francis, 2004. ISBN 8589362418
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en) STIGLITZ, Joseph E. More Instruments and Broader Goals: Moving Toward the Post-Washington Consensus. The 1998 WIDER Annual Lecture. Helsinki, Finlândia, 07/1/1998.
(
en) STIGLITZ, Joseph E. The pact with the devil. Beppe Grillo's Friends interview

[editar] Ver também
Antiglobalização
Império global
Johan Norberg
Joseph E. Stiglitz
Desenvolvimentismo
Escola keynesiana

[editar] Ligações externas
Globalização, regionalização e a nova ordem mundial
A Globalização é ótima, artigo de Tom Palmer