sexta-feira, fevereiro 20, 2009

meus amigos nunca se esteve tão perto... estejam bem atentos, abram esses olhos!!

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado."


Karl Marx, in Das Kapital, 1867

domingo, fevereiro 15, 2009

Quase...
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

by: Sarah Westphal

terça-feira, janeiro 27, 2009

Dirigente sindical da PJ desmente Pinto Monteiro

Freeport não estava parado, antes do DCIAP
o ter avocado ao MP do Montijo, afirma Caros Anjos
00h30m, NELSON MORAIS

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários da Investigação Criminal, Carlos Anjos, desmentiu esta segunda-feira o procurador-geral da República, ao garantir que o inquérito-crime do Freeport "nunca esteve parado".
Carlos Anjos reagia a declarações de Pinto Monteiro, publicadas, este sábado, no Público. O procurador afirmou, então, que o Freeport "está agora a ser investigado", porque, em Setembro, foi avocado, pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), do Ministério Público do Montijo.
Antes disso, "estava completamente parado", observou Pinto Monteiro, depois de o primeiro-ministro, José Sócrates, se queixar de o processo ter aparecido nos jornais em véspera das legislativas de 2005 e voltar a fazer parangonas agora, no início de um novo ciclo eleitoral.
Ontem, ao JN, o presidente da ASFIC sustentou que, se o Freeport voltou a ter impacto público, foi por a investigação ter feito o seu caminho, antes de transitar para o departamento dirigido por Cândida Almeida.
"Seguiu a velocidade normal para um processo desta natureza", defendeu o dirgente sindical, notando que o Freeport é composto, já, por qualquer coisa como 230 volumes.
Pinto Monteiro não quis comentar o desmentido. "O único comentário do Procurador-Geral da República é que se deve aguardar serenamente o fim das investigações", respondeu, ao JN, prometendo que, "oportunamente, se pronunciará sobre todos os pormenores do caso".
De resto, Carlos Anjos, que trabalha na unidade de combate ao crime económico da Judiciária, notou ainda que "o processo Freeport nunca foi avocado à PJ".
Com efeito, o DCIAP sacou-o ao MP do Montijo, mas, nas buscas da última quinta-feira, foi para o terreno com a PJ de Setúbal, que participa no inquérito desde que ele foi aberto, em finais de 2004.

Além dessas buscas, que visaram um tio de Sócrates, o arquitecto Capinha Lopes e o advogado Vasco Vieira de Almeida, outras foram já feitas, confirmou ontem Cândida Almeida, à SIC, sem identificar os alvos.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

DIDO e a Maravilhosa NAZARÉ, GENTE FANTÁSTICA e ÚNICA

Juiz obriga Ministério Público a acusar na 'Operação Furacão'

No primeiro caso em que pediu a suspensão do processo, o procurador Rosário Teixeira perdeu.
O MP afirmou que arguidos, A Loja do Gato Preto e dois administradores, pagaram o que deviam ao fisco, mas juiz de instrução diz que só o fizeram porque foram investigados.
Decisão pode repetir-se. Decisão afecta estratégia do procurador-geralQuem, durante vários anos, fugiu ao fisco mas acabou por pagar, deve ou não ser acusado pelo Ministério Público (MP) de fraude fiscal?
O procurador da "Operação Furacão" acha que não, defendendo que o processo deve ser suspenso.
O juiz de instrução discorda (e muito bem, abensoado seja), afirmando que os arguidos só pagaram porque foram investigados pela justiça. Conclusão: o Ministério Público, segundo três penalistas ouvidos pelo DN, é obrigado a acusar a Loja do Gato Preto e dois dos seus administradores de fraude fiscal qualificada.
Uma decisão que poderá repetir-se nos restantes 30 pedidos de suspensão do processo que o MP vai fazer ao magistrado .
A intenção do MP já tinha sido anunciada pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro: os arguidos da "Operação Furacão" que pagaram ao fisco o que deviam (e que obtiveram ilicitamente através de um esquema fraudulento) deveriam ver o processo suspenso - uma hipótese prevista no Código do Processo Penal ( nunca para este tipo de crimes; è um crime publico; onde toda a populaçâo è vitima de fraude), que é uma espécie de arquivamento, a qual requer a concordância do juiz de instrução.
Mas, perante o primeiro caso apresentado pelo procurador Rosário Teixeira, o juiz Carlos Alexandre não ratificou o pedido, considerando que a Loja do Gato Preto e dois dos seus administradores, Marina Ramos e Mário Tendeiro, agiram "de forma reiterada ao longo dos anos", "dispondo-se apenas", quando chamados ao processo, a "regularizar a situação, após buscas e confrontação com os factos apurados já em inquérito".
Por isso, apesar de estarem reunidos os pressupostos da suspensão provisória do processo (concordância do arguido, ausência de condenação em crime da mesma natureza), "não pode considerar-se como estando ausente um grau de culpa elevado".
Nove milhões de fuga (!!!!!!!!!!!!)
No pedido ao juiz, o procurador Rosário Teixeira, que lidera as investigações desde 2004, apresentou vários argumentos para não acusar os arguidos.
Apesar de o montante em dívida ser elevado, mais de nove milhões de euros, o MP argumentou que o crime de fraude fiscal tem "como principal interesse tutelado" a "transparência e a verdade nas relações entre a administração fiscal e os contribuintes".
Uma vez reposta essa verdade - já que os arguidos pagaram 2,5 milhões de euros de impostos em falta -, está dado o primeiro passo para suspender o processo e não acusar.
Rosário Teixeira adiantou ainda mais uma razão : "Os arguidos representam uma estrutura empresarial nacional, com dimensão internacional, encontrando-se expostos a consumidores finais cuja sensibilidade em sede de 'não pagamento de impostos devidos' poderia implicar perdas de mercado para a sociedade (Loja do Gato Preto)." (nesta prespectiva "roubar" aos contribuintes e ao estado, entenda-se POVO - cfr. consta da Constituição, não faz mal, levaram nove milhoes entregam dois e meio, rico negócio, tambem quero!! )
Para o procurador, o facto de terem confessado os crimes, ainda que tivessem referido que aderiram ao esquema de fraude após terem sido contactado pela PIC International Consultants, uma empresa fiduciária, e as contas no estrangeiro para onde o dinheiro obtido foi transferido estarem em seu nome, revela arrependimento.
Mas, tal como confirmaram ao DN os penalistas Germano Marques da Silva, Rodrigo Santiago e Paulo da Matta, perante a decisão do juiz, Rosário Teixeira terá de acusar a Loja do Gato Preto e os administradores de fraude fiscal.
A decisão provocou, segundo fontes do MP, um forte abalo na estratégia.
O MP queria apresentar mais 30 casos, mas, até ontem, nenhum deu entrada no Tribunal Central de Instrução Criminal.
Que faz que fazem mais juizes assim, O POVO PEDE JUSTIÇA !!
( o mp, ou melhor, alguns, mp "servem": o quê ? quem ? quando ? onde ?, bolas... já estou confuso... será falta de qualidade?, hummmm... a coisa está mesmo confusa, vai não vai, cai não cai, acusa não acusa,... a vida custa, costa.)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Algumas propostas para a Justiça, por JORGE ALMEIDA ESTEVES, Juiz de Direito


Algumas propostas para a Justiça


12-Jan-2009
Análise da morosidade a nível do processo cível declarativo e do processo crime, com propostas de solução para os Juízos Cíveis, de Execução, Juízos de Execução e sobre o novo Mapa Judiciário.Por Dr. Jorge Almeida Esteves, Juiz de Direito

ALGUMAS PROPOSTAS PARA A JUSTIÇA
JORGE ALMEIDA ESTEVES, Juiz de Direito

A justiça, enquanto realidade complexa, pode ser vista sob um ponto de vista estático e sob um ponto de vista dinâmico. Os aspectos estáticos são os que se relacionam com a estruturação do sistema - selecção e formação dos magistrados, carreiras e estatutos, governo das magistraturas, garantias de independência e autonomia, logística e afectação de meios.
Os aspectos dinâmicos são aqueles directamente relacionados com o funcionamento do sistema enquanto prestador de um serviço, que, no entanto não é um serviço qualquer. Trata-se de um serviço que visa acautelar uma necessidade básica de qualquer comunidade humana e que é a resolução dos conflitos de interesses que surgem entre os membros da comunidade e a repressão da criminalidade.
Daí que para a prestação desse serviço seja absolutamente necessária a existência de um poder, diferente e distinto dos outros poderes do Estado [hoje em dia estamos a assistir a uma deturpação deste poder do Estado mediante a tentativa de o transformar em mais um prestador de serviços, como uma qualquer entidade administrativa (do que foi exemplo a colocação dos juízes na chamada "Lei dos Vínculos e Carreiras" da Administração Pública e a recente proposta de aplicação do sistema de avaliação da função pública aos oficiais de justiça), chegando até a ser visto, não como um fim em si mesmo considerado, mas antes numa perspectiva utilitária, colocado ao serviço de outros poderes e interesses].

Versando agora sobre os aspectos dinâmicos do sistema, não há dúvida de que existe em Portugal uma imagem de ineficácia da justiça, directamente relacionada com a morosidade.

Iremos unicamente analisar dois pontos desse problema (que me parecem ser os mais urgentes): a morosidade a nível declarativo em sentido lato, ou seja, até à prolação da sentença, seja ela cível ou criminal, e a morosidade a nível executivo, deixando ainda uma palavra final para a nova organização judiciária.

A morosidade a nível declarativo existe em determinadas comarcas do país e que já há muito estão identificadas (são os chamados "cancros do sistema" ou "galeria dos horrores", como também foi apelidada a situação): tratam-se essencialmente das comarcas da área metropolitana de Lisboa (mas não da comarca de Lisboa, que não tem problemas de morosidade a nível declarativo).
São comarcas como Sintra (talvez o pior tribunal do país a esse nível), Oeiras, Setúbal, Loures, Vila Franca de Xira, Seixal, Cascais. Curiosamente, mesmo nestas comarcas, não se pode dizer que o Tribunal esteja a funcionar mal em todos os aspectos.
Por exemplo, em Sintra, as Varas Mistas e os Juízos Criminais estão com enormes atrasos (os processos duram em média cerca de 4-5 anos até à sentença), mas os Juízos Cíveis funcionam razoavelmente bem.
Em Oeiras, os Juízos Cíveis também funcionam bem, ao passo que os Juízos Criminais estão um caos (com uma pendência média de 5.000; os juízos cíveis têm uma pendência média de 900/1000 processos).

Pode-se afirmar que, em regra, os grandes problemas de morosidade estão nas Varas de Competência Mista, nos Juízos Criminais e nos Juízos Cíveis que ainda mantêm competência para tramitar as execuções (caso de Cascais).

Quanto às Varas Mistas os atrasos verificam-se essencialmente nos processos de natureza cível. A explicação para esses atrasos, para além do défice do número de funcionários, está fundamentalmente no facto de se dar prioridade aos processos crime, sendo esses os processos que efectivamente são tramitados.
Na realidade, as Varas Mistas funcionam como Varas Criminais, uma vez que o dia-a-dia está sempre ocupado com as diligências e a tramitação dos processos crime, muitos deles de grande complexidade e de natureza urgente por terem arguidos presos, e, depois, com a tramitação dos processos urgentes de natureza cível, impedindo que seja desenvolvido trabalho específico no sentido de tramitar os processos cíveis e recuperar os atrasos verificados.
Resultado desta situação: há processos cíveis (e note-se que as Varas julgam os processos de maior valor) que se arrastam há mais de 10 anos, estando alguns parados, sem qualquer tramitação, há 1, 2, 3 ou até mais anos.

Quanto aos Juízos Criminais, a morosidade tem a sua causa nos seguintes factores:

- alterações legislativas no sentido de privilegiar o julgamento pelo juiz singular, o que tem vindo a fazer aumentar as pendências nos Juízos Criminais e a diminuir os processos da competência do Tribunal Colectivo, sem medidas no sentido de aumentar o número de Juízos Criminais;

- uma competência muito vasta, que abrange as contra-ordenações e os processos de condução sem carta e sob o efeito do álcool (em Lisboa e no Porto, os Juízos Criminais funcionam bem exactamente porque não tramitam este género de processos, que são da competência da Pequena Instância Criminal);

- uma endémica falta de salas de audiência que não permite ao juiz marcar o número de julgamentos que seria possível realizar.

Quanto aos Juízos Cíveis, a morosidade só existe naqueles que ainda tramitam os processos executivos e exactamente por causa disso. Os processos executivos têm tendência a eternizar-se, dando muito trabalho ao juiz, impedindo-o de se dedicar convenientemente aos processos de natureza declarativa. Por exemplo, em Oeiras, onde os Juízos Cíveis não tramitam as execuções porque foi criado o Juízo de Execução (que tem pendentes cerca de 24.000 processos), o julgamento dos processos cíveis é marcado a cerca de 2 meses para permitir a notificação das testemunhas com uma antecedência razoável.

Possíveis soluções para estes problemas

Como vemos, os problemas estão perfeitamente identificados e sua mera enunciação abre caminho para as soluções.
Os problemas dos Juízos Cíveis são resolvidos (como se constata pelo caso de Oeiras) com a criação de Juízos de Execução (em que moldes a execução deverá funcionar é algo que abordarei a seguir).
Quanto aos Juízos Criminais é essencial a criação de Tribunais de Pequena Instância Criminal nas comarcas da área metropolitana de Lisboa e, eventualmente, o aumento do número de Juízos Criminais.
Note-se que os Juízos Criminais são muito importantes para as comunidades, pois tratam daquela criminalidade média, em que geralmente existe um queixoso, e que, se funciona mal, dá uma imagem de impunidade, que conduz, por um lado, a actos de justiça privada por parte dos ofendidos que ficam desiludidos e frustrados com a má actuação da justiça pública, e, por outro lado, à prática de crimes mais graves, o que decorre da ideia que os arguidos começam a formar de que se o sistema não tem capacidade para punir atempadamente a criminalidade média, também não o terá para a criminalidade mais grave.
Por isso é muito importante manter, no que aos Juízos Criminais concerne, a justiça de proximidade e criar estruturas para que essa justiça seja célere e eficaz.

Quanto às Varas Mistas, que julgam os processos mais graves (cujas penas são, em abstracto, superiores a 5 anos de prisão), creio que se pode concluir que, se para a pequena criminalidade se justifica uma justiça de proximidade, a grande criminalidade exige acima de tudo tribunais especializados, com boas condições de segurança, em que a proximidade já não é tão relevante, atendendo até a que muita dessa criminalidade se dissemina por vários concelhos, discutindo-se num determinado tribunal factos que sucederam noutras comarcas.
Deste modo, considero que a solução passa pela criação de uma Grande Instância Criminal para a área metropolitana de Lisboa, cuja competência abrangeria as comarcas de Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Amadora, Loures, Vila Franca de Xira Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, Moita, Sesimbra, Palmela e Setúbal, localizada num local estratégico em termos de vias de acesso e de segurança.
Uma solução deste tipo resolveria, por si só, todos os problemas da morosidade dos processos cíveis (as Varas Mistas seriam transformadas em Varas Cíveis, podendo então dedicar-se em exclusivo aos processos cíveis), para além de ajudar a resolver a morosidade dos Juízos Criminais que tramitam os processos da competência do tribunal colectivo (casos de Oeiras, Cascais, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal).
Esta solução permitiria também uma especialização na criminalidade mais grave e fundamentalmente na criminalidade económica, que é, hoje em dia, aquela onde essa especialização é mais necessária, quer a nível de magistrados, quer a nível de funcionários (para além de resolver os problemas derivados dos conflitos de competência que surgem entre as comarcas indicadas e que não são, de todo, despiciendos, pois provocam inúmeros atrasos na tramitação dos processos).

Temos agora a questão da morosidade da acção executiva.

A questão tem de ser colocada a dois níveis. Por um lado, temos o nível das medidas de emergência para resolver a caótica situação actual (há seguramente cerca de 500.000 acções executivas paradas no país inteiro nas mãos dos solicitadores de execução).
E por outro lado, temos que pensar num modelo de acção executiva adequado às especificidades do nosso país.
Creio que este é o problema mais sério da justiça a nível nacional e que decorre de um conjunto de factores muito complexo, que abrange questões de mentalidade (somos o país da Europa Ocidental com o maior número de acções executivas intentadas e com o maior índice de incumprimento das obrigações), falta de meios materiais e humanos, normas processuais complexas que privilegiam o formalismo, adopção de sistemas de execução pouco adequados à realidade, laxismo dos intervenientes processuais.
Mas uma questão é "Que sistema?" e outra é "Como resolver a situação actual?".
Neste momento o mais importante é sem dúvida tentar responder à segunda questão (o Governo, com a Reforma do Mapa Judiciário e as alterações à Acção Executiva parece mais interessado em arranjar respostas para a primeira questão, sem se preocupar minimamente com a segunda, que é muito mais importante, sendo que a resposta à primeira questão não permite responder à segunda porque a situação é de tal forma anómala e gravíssima que terá de passar pela adopção de medidas de emergência).

A solução passa, a meu ver, pelo seguinte:
Determinação das acções executivas que se encontram nas seguintes situações:

a) A aguardar a citação dos executados;
b) A aguardar a realização de diligências de busca de bens penhoráveis;
c) A aguardar o pagamento em prestações da quantia exequenda, nos termos do artº 882º do Código de Processo Civil;
d) A efectuar descontos decorrentes de penhoras sobre rendas, abonos, vencimentos, salários ou outros rendimentos periódicos;
e) A aguardar o cumprimento de quaisquer diligências já ordenadas ou em curso mas ainda não cumpridas integralmente;
f) A aguardar a venda dos bens penhorados;
g) Com penhoras concluídas há menos de um ano à data da entrada em vigor deste diploma, ou, tendo sido concluídas há mais de um ano, o prosseguimento subsequente não dependa do impulso processual do exequente;
h) A aguardar a decisão final de algum incidente, acção apensa ou acção declarativa de carácter prejudicial;
i) A prosseguir por iniciativa do Ministério Público para cobrança das custas em dívida, desde que o prosseguimento tenha sido ordenado há menos de um ano à data da entrada em vigor deste diploma, ou, se tiver sido ordenado há mais de um ano, existam bens penhorados;
Este apuramento visa essencialmente determinar quais as acções que, reconhecidamente, têm viabilidade. Depois há que determinar, quanto às restantes execuções, as razões pelas quais as mesmas se encontram paradas, devendo ser dado imediato andamento àquelas em que nenhuma diligência foi praticada.
As execuções em que foi tentada a penhora de bens e nada foi encontrado devem ser imediatamente extintas, por manifesta inutilidade, permitindo-se, no entanto, que o exequente possa intentar uma nova caso venha a ter conhecimento que o executado voltou a obter bens penhoráveis.
Do conhecimento que tenho da realidade (inclusive daquela que me tem sido transmitida pelos inspectores do Conselho dos Oficiais de Justiça, estas medidas permitirão extinguir, cerca de 50% das acções executivas pendentes).
Este apuramento será certamente bastante trabalhoso e terá que ser efectuado, em conjunto, pelos Tribunais e Câmara dos Solicitadores.
As acções executivas que não forem extintas desta forma, serão redistribuídas pelos solicitadores de execução, de modo a conseguir uma distribuição igualitária (há solicitadores de execução com claro excesso de acções executivas), permitindo-se ainda, quanto às pessoas singulares, que as mesmas requeiram que a execução passe a ser tramitada no tribunal, passando o agente de execução a ser um oficial de justiça (aliviando deste modo os solicitadores de execução).
Temos assim, dois passos essenciais:
- expurgação do que reconhecidamente e nas actuais circunstâncias, não tem viabilidade;
- redistribuição das restantes acções, não só entre os solicitadores de execução, mas também entre estes e os oficiais de justiça, aumentando-se deste modo o número de agentes de execução.
Depois de resolvida a situação caótica actual, podemos dedicar-nos à tarefa de determinar qual o melhor sistema de acção executiva para a nossa realidade. Tal exigirá uma reflexão profunda e um debate alargado entre juízes, magistrados do Ministério Público, advogados, professores universitários, funcionários judiciais, solicitadores de execução, associações empresariais, associações de defesa do consumidor, debate esse que necessariamente se impõe e não foi, de todo, feito no âmbito da recente reforma da Acção Executiva.

Uma última palavra para o novo Mapa Judiciário. Se se visa com ele resolver os actuais problemas da justiça, trata-se sem dúvida do resultado de um erro crasso de diagnóstico.
Nunca, em tempo algum, se ouviu dizer por parte dos profissionais do foro que os problemas da justiça, nomeadamente no que se refere à morosidade, radicavam na actual organização judiciária.
Ouviam-se sim críticas quanto à utilidade da existência de algumas comarcas, que talvez não se justificassem atendendo ao número de processos pendentes.
No entanto, sempre existiu um consenso quanto à actual organização judiciária e ao modelo territorial da comarca, tendo sido recebida com surpresa pelos profissionais do foro o anúncio de um novo mapa judiciário.

Todos eles olham com muitas reservas para esse mapa e acham que vai trazer novos problemas, criar problemas onde eles não existiam, para além de não resolver nenhum dos existentes.
Os problemas existentes estão localizados e identificados, podendo ser resolvidos mediante medidas cirúrgicas que permitam atalhar à grave situação que se vive em algumas comarca e criar condições para um melhor funcionamento no futuro.
O novo Mapa Judiciário é uma obra sumptuária, que representa um corte profundo na evolução histórica da nossa organização judiciária e não vem trazer qualquer tipo de solução para os problemas actuais que não pudesse ser feita com o actual quadro organizativo da comarca e do círculo, nomeadamente no que respeita aos tribunais especializados da jurisdição de Família e Menores e do Comércio, pois seria perfeitamente possível abranger todas as comarcas do país pela competência desses tribunais, criando-os nas sedes dos círculos judiciais, podendo até abranger mais do que um círculo judicial (caso dos Tribunais do Comércio), sem destruir a actual orgânica e sem atingir o valor fundamental da justiça de proximidade, que é muito importante para a justiça cível e para a pequena e média criminalidade.

JORGE ALMEIDA ESTEVES 12.01.2009


http://www.justicaindependente.net/opiniaoforum/jorgeesteves-propostas-justica.html

Arnaut critica demora na nomeação do Provedor de Justiça

Arnaut critica demora na nomeação do Provedor de Justiça - MM 20/01/2009 - 14:44



Arnaut critica demora na nomeação do Provedor de Justiça. António Arnaut, antigo ministro socialista, acusa o PS e o PSD de transformarem a escolha do novo Provedor de Justiça numa questão política e considera um espectáculo lamentável a demora na nomeação do substituto de Nascimento Rodrigues.


Arnaut chegou a ser falado para ocupar o cargo, mas prefere apoiar Laborinho Lúcio, antigo ministro do PSD. Em declarações ao Rádio Clube, António Arnaut lamenta o atraso na escolha do substituto e e defende o nome do antigo ministro da Justiça de Cavaco Silva.O mandato de Nascimento Rodrigues na Provedoria de Justiça terminou há mais de seis meses e ainda não foi nomeado o substituto.


António Arnaut diz que nunca foi convidado para este cargo e adianta que mesmo que fosse não o aceitaria. Rádio Clube

Arnaut critica demora na nomeação do Provedor de Justiça

Arnaut critica demora na nomeação do Provedor de Justiça - MM 20/01/2009 - 14:44

Arnaut critica demora na nomeação do Provedor de Justiça. António Arnaut, antigo ministro socialista, acusa o PS e o PSD de transformarem a escolha do novo Provedor de Justiça numa questão política e considera um espectáculo lamentável a demora na nomeação do substituto de Nascimento Rodrigues.
Arnaut chegou a ser falado para ocupar o cargo, mas prefere apoiar Laborinho Lúcio, antigo ministro do PSD. Em declarações ao Rádio Clube, António Arnaut lamenta o atraso na escolha do substituto e e defende o nome do antigo ministro da Justiça de Cavaco Silva.O mandato de Nascimento Rodrigues na Provedoria de Justiça terminou há mais de seis meses e ainda não foi nomeado o substituto.
António Arnaut diz que nunca foi convidado para este cargo e adianta que mesmo que fosse não o aceitaria. Rádio Clube

dinheiros publicos

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Fornecimento de 9072 rolos de papel higiénico folha dupla tipo jumbo, para utilização interna dos Serviços da Faculdade: 5.806,08 €Começando com este simples contrato, gastaram-se quase 6000€ para comprar cerca de 9000 rolos de papel higiénico. Uma conta rápida mostra-nos que cada rolo custou portanto cerca de 0,63€. Uma pesquisa rápida no site do Jumbo permite-nos perceber que mesmo o mais caro dos rolos de papel higiénico que lá se encontra é de 0,16€/unidade. O que quer dizer que na verdade estes 9000 rolos de papel higiénico deveriam custar cerca de 1450€. A pergunta que se impõe: "Para onde foram os cerca de 4000€ de diferença?".Mas passemos para outras pérolas que estas do papel higiénico ainda têm uma dimensão pequena.Administração Regional de Saúde do Alentejo, I. P. - Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€. Alguém me elucida sobre esta questão?Matosinhos Habit - MH - Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €Alguém sabe de que é feita esta porta que custa mais do que a minha casa?Universidade do Algarve – Escola Superior de Tecnologia - Projecto Tempus – Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoas no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €Segundo o site da TAP a viagem mais cara que se encontra entre Faro-Zagreb-Faro em executiva é de cerca de 1700€. Dá uma pequena diferença de 32 000 €. Como é que é possível???Município de Lagoa - 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de àguas: 106.596,00 €Pelo vistos fazer um "Pimp My Ride" nas motorizadas do Município de Lagoa fica carote!!Município de Ílhavo - Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores opticos: 380.666,00 €Estes computadores devem ser mesmo especiais para terem custado cerca de 100 000€ cada...Já para não falar nos restantes acessórios.Município de Lagoa - Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€Eu não sei o que a Polícia Municipal de Lagoa veste, mas pelos vistos deve ser Haute-Couture.Câmara Municipal de Loures - VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €Alguém me explica porque é que a Câmara Municipal de Loures precisa de mais de meio milhão de Euros em Vinho Tinto e Branco????Municipio de Vale de Cambra - AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00 €Neste contrato ficamos a saber que uma viatura ligeira de mercadorias da Renault custa cerca de 1 milhão de Euros. Impressionante.Câmara Municipal de Sines - Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €É interessante perceber que uma tenda custa mais ou menos o mesmo que um ligeiro de mercadorias da Renault. E eu que estava a ser tão injusto com o município de Vale de Cambra.Municipio de Vale de Cambra - AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €E mais uma pérola do Município de Vale de Cambra: uma viatura de 16 lugares para transportar crianças custa cerca de 3 milhões de Euros. I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!!!!Só para terem um termo de comparação vejam este contrato público realizado pelo Município de Ribeira de Pena que ficou um pouquinho mais em conta e aparentemente para uma viatura melhor.Município de Beja - Fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €Este contrato público é um dos mais vergonhosos que se encontra neste site. Uma fotocopiadora que custa normalmente 7,698.42€ foi comprada por mais de 6,5 milhões de Euros. E ninguém vai preso por merdas como esta?Agência para a Modernização Administrativa, IP - Renovação do Licenciamento de software Microsoft: 14.360.063,00 €E para finalizar, a pérola do software proprietário. Não admira que a Microsoft goste tanto de Portugal. Mais de 14 milhões de Euros em licenças...Para seguirem este assunto no Twitter, procurem por #dinheiropublicoOutros blogs que já falaram no assunto:
Dinheiro.Público.pt
Desajustes Directos em Portugal
Têm noção do valor dos €? Sabem ver números grandes?
Transparência
Desculpem lá mas só tenho umas palavras
Transparência na AP
#dinheiropublico
A ANSOL lança motor de busca para pesquisa de contratos de ajuste directo

dinheiros publicos

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Fornecimento de 9072 rolos de papel higiénico folha dupla tipo jumbo, para utilização interna dos Serviços da Faculdade: 5.806,08 €Começando com este simples contrato, gastaram-se quase 6000€ para comprar cerca de 9000 rolos de papel higiénico. Uma conta rápida mostra-nos que cada rolo custou portanto cerca de 0,63€. Uma pesquisa rápida no site do Jumbo permite-nos perceber que mesmo o mais caro dos rolos de papel higiénico que lá se encontra é de 0,16€/unidade. O que quer dizer que na verdade estes 9000 rolos de papel higiénico deveriam custar cerca de 1450€. A pergunta que se impõe: "Para onde foram os cerca de 4000€ de diferença?".Mas passemos para outras pérolas que estas do papel higiénico ainda têm uma dimensão pequena.Administração Regional de Saúde do Alentejo, I. P. - Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€. Alguém me elucida sobre esta questão?Matosinhos Habit - MH - Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €Alguém sabe de que é feita esta porta que custa mais do que a minha casa?Universidade do Algarve – Escola Superior de Tecnologia - Projecto Tempus – Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoas no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €Segundo o site da TAP a viagem mais cara que se encontra entre Faro-Zagreb-Faro em executiva é de cerca de 1700€. Dá uma pequena diferença de 32 000 €. Como é que é possível???Município de Lagoa - 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de àguas: 106.596,00 €Pelo vistos fazer um "Pimp My Ride" nas motorizadas do Município de Lagoa fica carote!!Município de Ílhavo - Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores opticos: 380.666,00 €Estes computadores devem ser mesmo especiais para terem custado cerca de 100 000€ cada...Já para não falar nos restantes acessórios.Município de Lagoa - Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€Eu não sei o que a Polícia Municipal de Lagoa veste, mas pelos vistos deve ser Haute-Couture.Câmara Municipal de Loures - VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €Alguém me explica porque é que a Câmara Municipal de Loures precisa de mais de meio milhão de Euros em Vinho Tinto e Branco????Municipio de Vale de Cambra - AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00 €Neste contrato ficamos a saber que uma viatura ligeira de mercadorias da Renault custa cerca de 1 milhão de Euros. Impressionante.Câmara Municipal de Sines - Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €É interessante perceber que uma tenda custa mais ou menos o mesmo que um ligeiro de mercadorias da Renault. E eu que estava a ser tão injusto com o município de Vale de Cambra.Municipio de Vale de Cambra - AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €E mais uma pérola do Município de Vale de Cambra: uma viatura de 16 lugares para transportar crianças custa cerca de 3 milhões de Euros. I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!!!!Só para terem um termo de comparação vejam este contrato público realizado pelo Município de Ribeira de Pena que ficou um pouquinho mais em conta e aparentemente para uma viatura melhor.Município de Beja - Fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €Este contrato público é um dos mais vergonhosos que se encontra neste site. Uma fotocopiadora que custa normalmente 7,698.42€ foi comprada por mais de 6,5 milhões de Euros. E ninguém vai preso por merdas como esta?Agência para a Modernização Administrativa, IP - Renovação do Licenciamento de software Microsoft: 14.360.063,00 €E para finalizar, a pérola do software proprietário. Não admira que a Microsoft goste tanto de Portugal. Mais de 14 milhões de Euros em licenças...Para seguirem este assunto no Twitter, procurem por #dinheiropublicoOutros blogs que já falaram no assunto:
Dinheiro.Público.pt
Desajustes Directos em Portugal
Têm noção do valor dos €? Sabem ver números grandes?
Transparência
Desculpem lá mas só tenho umas palavras
Transparência na AP
#dinheiropublico
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quarta-feira, dezembro 31, 2008

CONCLUSÕES A RETIRAR SOBRE ESTE ESPAÇO

CAROS COMPANHEIROS

Numa altura em que se vive numa tremenda incerteza sobre o futuro da sociedade em que vivemos, e refiro sociedade a todos os niveis, não posso de tecer alguns comentários sobre o ano que agora está terminar.

Os comentários que vou tecer não é sobre a sociedade na sua globalidade.

O comentário que vou fazer, e o qual me deixa triste e decepcionado com alguns visitantes é o seguinte: não consigo visualizar homens e mulheres sem a honestidade intelectual para não se assumirem, sejam quais sejam as suas ideias, ideias politicos, sociais, económicos, etc, não consigo entender o "ANÒNIMO", e neste local não haverá mais espaço para COMENTÁRIOS ANÓNIMOS.

EU NÃO PEÇO NADA DE ESPECIAL A NINGUEM, OBVIAMENTE, QUE GOSTO, QUE ME DÁ PRAZER SABER QUE EXISTEM PESSOAS QUE PASSAM POR "ESTE PORTUGAL", MAS O OBJECTIVO É QUE SEJA UM ESPAÇO INTERACTIVO, LEAL, JUSTO E HONESTO.

GOSTAVA QUE PARTILHASSEM AS VOSSAS IDEIAS, A VOSSA EXPERIENCIA O VOSSO SABER, INFELIZMENTE ISSO NÃO TEM ACONTECIDO, ASSIM VEJO NA OBRIGAÇÃO DE PROCEDER A ALGUMAS ALTERAÇÕES QUE ME PARECEM CRIAR MAIS CREDEBILIDADE PARA TODOS NÓS E PARA ESTE ESPAÇO EM PARTICULAR.

ASSIM, APENAS QUERO DESEJAR UM EXCELENTE 2009, QUE TENHAMOS SAÚDE, FORÇA, CORAGEM E MUITA DETERMINAÇÃO PARA LUTAR POR UM MUNDO MELHOR.

FELIZ ANO NOVO - VIVA 2009 !!

sábado, novembro 29, 2008

Conselho de Ministros - 27 de Novembro de 2008

Conselho de Ministros - 27 de Novembro de 2008 - MM 28/11/2008 -
Decreto-Lei que procede à reorganização judiciária das comarcas piloto do Alentejo Litoral, Baixo Vouga e Grande Lisboa Noroeste, dando concretização ao disposto nos n.ºs 2 e 3 do artigo 171.º da Lei n.º 52/2008 de 28 de Agosto (Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais – LOFTJ)

Este Decreto-Lei vem concretizar a nova Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais (LOFTJ), criando, assim, as condições para que, em 14 de Abril de 2009, sejam instalados e possam iniciar o seu funcionamento, as três comarcas piloto da reforma do mapa judiciário: Alentejo Litoral, Baixo Vouga e Grande Lisboa Noroeste.

Em todas as comarcas piloto foram cumpridas as linhas fundamentais da reforma do mapa judiciário: (i) uma resposta judicial num nível médio de especialização que esteja, simultaneamente, próxima das populações, em especial no que respeita à média e pequena criminalidade e à média e pequena litigância; e (ii) uma resposta judicial com um elevado índice de especialização centralizada nos grandes centros populacionais.[...]

quinta-feira, novembro 27, 2008

Justiça 2008-11-27 00:05

Justiça 2008-11-27 00:05

Maria José Morgado quer grupo de elite para combater crime económicoMaria José Morgado diz que é preciso maior especialização para quem ataca crime económico.
Susana Represas com LusaMaria José Morgado defende a criação de “um pequeno grupo de elite que se especialize e actualize permanentemente” no combate ao crime económico. A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), por onde passam alguns dos processos de crime económico mais complexos, diz ainda, respondendo ao Diário Económico, que “é essencial que o grupo tenha parcerias internacionais e acompanhe o que se faz nos outros países”.
Numa altura em que a criminalidade económico-financeira voltou ao topo da actualidade, com a detenção do ex-presidente do BPN, José Oliveira e Costa, são vários os magistrados que reclamam uma maior especialização por parte dos responsáveis pela investigação destes crimes em Portugal.
A directora da Procuradoria-geral Distrital de Lisboa reconhece que “os magistrados são preparados para lidar com todo o tipo de crime, mas estão mais preparados para trabalhar com o crime comum e, eventualmente, menos preparados para trabalhar com o crime de colarinho branco”. Em declarações ao Diário Económico, Francisca Van Dunem lembra que são casos de elevada “tecnicidade” os que lidam com as áreas “financeiras, fiscal e imobiliária”.
A responsável pela coordenação do Ministério Público no distrito judicial de Lisboa, sustenta que se “temos uma boa preparação e um bom apetrechamento no combate a outro nível de crime, é indiscutível que para estes crimes, as autoridades de investigação têm capacidades mais reduzidas”.
Mas para a procuradora a repressão desta criminalidade também assume contornos delicados: “Há aqui um factor importante, quando se lida com o crime da rua, lidamos com aquilo a que se chama de marginalidade, quando se lida com o crime de colarinho branco está-se a lidar com um segmento que é o segmento da normalidade”.
De facto, Oliveira e Costa é o primeiro banqueiro português apanhado pelas malhas da justiça, e está preso pela alegada prática dos mais graves crimes económicos: branqueamento de capitais, burla agravada, fraude fiscal.
Van Dunem não acha que exista uma presunção de inocência em relação a quem ocupa estes cargos, mas tendo em conta o poder social e económico de quem lidera o sector financeiro, “não se espera que cometam crimes”.
Daí que, cada vez que se torna público um caso que envolva um ‘colarinho branco’ “há um choque”. Cândida Almeida, que tem em mãos alguns dos casos mais mediáticos de crime-económico - Operação Furacão, caso Portucale e Freeport - também não se cansa de alertar para a necessidade de investir mais no combate a este crime. Até porque, tal como insistiu em declarações recentes ao Diário Económico, “corrupção e burla, são crimes muito difíceis de provar”.
Fim do segredo de justiça volta a ser criticadoMaria José Morgado, um dos rostos mais visíveis do combate à criminalidade económica, voltou a alertar para as dificuldades na investigação destes crimes.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) esteve esta semana num debate organizado pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (Sedes), sobre corrupção.
Morgado destacou a “sobreposição de dados”, a diminuição dos prazos do segredo de justiça e a legislação “dispersa”, como os “constrangimentos à investigação destes crimes complexos.
Dificuldades, disse, que “não servem a prevenção nem a investigação”. Desde logo porque a sobreposição de dados do Ministério Público, dos tribunais e da Polícia Judiciária, “são dados inertes que não servem para nada”, frisou.
Como alternativa a esta gestão dos dados, a procuradora-geral adjunta defendeu o “cruzamento” de informação “para detectar os comportamentos anómalos por trás dos quais se encontram crimes como fraudes”.
Quando aos novos prazos para o Ministério Público investigar em segredo, Maria José Morgado diz, apenas, que “este regime não durará muito tempo”. A legislação dispersa também é um obstáculo e a magistrada insiste que o quadro legal para estes crimes “não é dissuasor” e, quem o pratica, “não sente o risco de ser condenada”.
Os casos - A Operação Furacão investiga esquemas de branqueamento de capitais com recurso a sociedades ‘offshore’ e falsificação de documentos. O processo está no DCIAP e já tem mais de 200 arguidos.- O DCIAP também está a investigar o caso da compra de dois submarinos enquanto Paulo Portas foi ministro da Defesa.
Estão em causa suspeitas sobre o paradeiro de 30 milhões de euros que terão sido utilizados para pagar comissões.- As alegadas irregularidades no BCP, durante a administração de Jardim Gonçalves, também estão a ser investigadas pelo DIAP. Em causa, a utilização de ‘offshores’ para compra de acções próprias. - Os casos de alegada corrupção na câmara de
- A Operação Furacão investiga esquemas de branqueamento de capitais com recurso a sociedades ‘offshore’ e falsificação de documentos. O processo está no DCIAP e já tem mais de 200 arguidos.
- O DCIAP também está a investigar o caso da compra de dois submarinos enquanto Paulo Portas foi ministro da Defesa. Estão em causa suspeitas sobre o paradeiro de 30 milhões de euros que terão sido utilizados para pagar comissões.
- As alegadas irregularidades no BCP, durante a administração de Jardim Gonçalves, também estão a ser investigadas pelo DIAP. Em causa, a utilização de ‘offshores’ para compra de acções próprias.
- Os casos de alegada corrupção na câmara de Lisboa estão nas mãos do DIAP, mas os processos mais mediáticos ainda não chegaram a tribunal.

Faltam meios para controlar inquéritos


Maria José Morgado encomendou um estudo à Agência para a Modernização Administrativa, do Governo, sobre o DIAP de Lisboa. Falta de espaço, sistema informático precário e desmotivação dos funcionários são algumas das falhas apontadas.

“Quando a queixa é apresentada pelo denunciante, não é possível prever um prazo para o fim do inquérito.” A conclusão é dada pelo relatório “Diagnóstico e Reformulação do DIAP de Lisboa”, a que o DN teve acesso.
“O controlo de prazos é dificultado uma vez que não existe nenhum mecanismo de controlo de prazos eficiente”, denuncia o documento.
O estudo foi encomendado por Maria José Morgado, e é da responsabilidade da Agência para a Modernização Administrativa, órgão afecto à Presidência do Conselho de Ministros.
Este pode ser o primeiro passo para a reforma da organização do Ministério Público que está a ser preparada pelo Procurador-geral da República. Contactado pelo DN, o gabinete de Pinto Monteiro assume que essa reforma está em curso mas que, por agora, não quer prestar mais comentários.
Como se esperava, o panorama não é animador. O relatório assume desde logo que a falta de comunicação directa entre o Instituto de Medicina Legal e as entidades hospitalares provoca a dilatação do período de investigação dos processos. Isto porque acaba por ser o DIAP de Lisboa que “perde” tempo a servir de intermediário entre as duas entidades.
Segurança física dos magistrados posta em causa, falta de controlo na entrada de pessoas nos edifícios, falta de condições para as inquirições - que muitas vezes leva a que as vítimas de abusos sexuais, incluindo crianças, sejam obrigadas a testemunhar num espaço onde circulam outros funcionários e visitantes - são algumas das falhas apontadas.
Mas o grupo de trabalho apresenta uma solução: aumento dos recursos humanos. É que à falta de pessoal junta-se um elevado nível de faltas ao trabalho dos funcionários.
A desmotivação dos funcionários é uma realidade e daí o elevado absentismo”, pode ler-se no documento. Resultado dos métodos de trabalho complexos e manuais, regista-se também um aumento do “erro humano e perdas de documentos”.
Outra das falhas apontadas, mais do que uma vez, é o eterno problema dos meios informáticos. Sendo o DIAP a entidade que articula a comunicação entre os vários órgãos de polícia criminal, seria expectável um mecanismo de comunicação imediata.
Porém, “verifica-se que os sistemas informáticos e os manuais não estão articulados de forma eficiente e eficaz”.
E o sistema informático, o que existe, não é sequer explorado na sua potencialidade máxima, uma vez que a informação não é inserida, por completo, na fase inicial.Para isso, o relatório assume a necessidade de uma desmaterialização dos inquéritos.
Inquirições sem privacidade
As inquirições são realizadas nas próprias secções, não havendo condições ou privacidade para esta actividade”. A existência de dois edifícios provoca constrangimentos na organização do DIAP de Lisboa.
Muitas das vezes, os queixosos de crimes contra a integridade física, como ocaso de violência doméstica ou mesmo de abusos sexual de menores, são ouvidos numa sala onde circulam outros funcionários do DIAP. O que causa constrangimentos nos depoimentos.

As mudanças propostas pelo relatório
Criação de índice por processo de inquérito criminal, organizado por facto, de forma cronológica.
• Inserção de informação no sistema informático, a montante, com informação completa da queixa.
• Aumento dos recursos humanos para atendimento presencial.
• Criação de grupo de intervenção para o arquivo.
• Criação de salas de audiência com condições adequadas especialmente para menores, no âmbito de abusos sexuais.
• Integração do Sistema Informático do DIAP com queixa electrónica.
• Criação de open spaces nas secções com maior número de funcionários.
Futura estrutura passa de 15 para 7 secções de processos
Especialização é a palavra de ordem nesta proposta de reestruturação do DIAP de Lisboa. Por isso, e segundo a proposta apresentada pelo relatório, as actuais 15 secções passam para uma estrutura onde é criada uma secção “generalista”, denominada de secção de processos genéricos que vai abarcar as actuais 7ª,10ª,11ª e 12ª.
A juntar a essa secção generalista, surgem seis especializadas.Dessas seis, a 1ª secção não muda de competência.
Da 2.ª à 4ª passam a estar incluídos os vários tipos de crimes desde os crimes económicos e financeiros aos homicídios e negligência médica.
Na 5ª secção - que corresponde às actuais 4ª e 10 ª - passam a estar incluídas as investigações dos crimes cometidos contra e praticados por agentes de autoridade e os crimes estritamente militares e cometidos dentro das unidades militares.
A 6ª secção, que corresponde à actual 13ª, terá a competência dos inquéritos simplificados e alguns homicídios específicos.
Esta proposta inclui ainda a criação de uma Central de Notificações, uma equipa de Competitive Intelligence e um Contact Center.
A Central de Notificações é atribuído o expediente relativo a óbitos, crimes cometidos por agentes desconhecidos, expediente relativo às restantes secções e a emissão de certidões.
A equipa de Competitive Intelligence vai ser composta por um grupo de magistrados técnicos de Justiça. Na dependência directa da direcção do DIAP de Lisboa, terá como responsabilidade fazer uma análise da evolução criminal e criar novos métodos de investigação criminal.
Orientar os métodos de investigação do DIAP de Lisboa e manter a actualização permanente a novos métodos de trabalho assim como antecipar eventuais fenómenos de índole criminal são algumas das competências desta nova equipa.
Já o Contact Center terá como competência o atendimento telefónico do DIAP de Lisboa e esclarecimento de dúvidas sobre processos de inquérito.
Objectivo?
Reduzir o tempo no esclarecimento de dúvidas em cada uma das secções.

Maria José Morgado diz que «actual sistema não combate a corrupção económica»

A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal considera que os prazos mais curtos do segredo de Justiça são um dos entraves à investigação. Maria José Morgado entende que deste modo o sistema não consegue combater a corrupção económica.

A magistrada esteve, na terça-feira, presente numa conferência sobre corrupção no âmbito dos crimes económicos, onde garantiu que são necessárias várias mudanças no actual sistema para conseguir combater a criminalidade económica.

Maria José Morgado considera que neste tipo de criminalidade é fundamental ter um sistema eficaz de «cruzamento de dados e informação para detectar comportamentos anómalos», sob pena de serem conhecidos demasiado tarde ou mesmo nunca.

A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal acrescentou ainda que o actual sistema põe em causa o Estado de direito, caso o sistema repressivo não seja aceite para combater a corrupção e garante que este sistema tem os dias contados.

«Com este regime do código do Processo Penal não é possível investigar com êxito a criminalidade altamente organizada, nomeadamente no crime económico», justifica a magistrada.

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DIAP de Lisboa tem várias falhas


A Agência para a Modernização Administrativa considera que o DIAP de Lisboa tem diversos problemas.
Segundo o Diário de Notícias, entre as falhas apontadas neste relatório pedido por Maria José Morgado estão a segurança dos magistrados e a falta de condições para as inquirições.

A Agência para a Modernização Administrativa apontou diversas falhas no funcionamento do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, noticiou o Diário de Notícias.

Num relatório pedido pela magistrada Maria José Morgado, esta agência assinalou problemas ao nível da segurança dos magistrados, uma vez que não controlo na entrada de pessoas nos edifícios do DIAP.

A falta de condições para as inquirições é outro dos problemas apontados, já que, em muitos casos, as vítimas de abusos sexuais, incluindo crianças, são obrigadas a testemunhar num espaço em circulam outros funcionários e visitantes do departamento.

Este documento fala ainda na existência de um sistema informático deficiente que serve este departamento, uma situação que é grave, uma vez que compete ao DIAP articular a comunicação entre os diversos órgãos de polícia criminal.

O absentismo, adicionado à desmotivação que reina em alguns funcionários do departamento, aumenta o erro humano no DIAP e à perda de documentos, adianta este relatório, citado pelo Diário de Notícias.

O relatório, que defende que a estrutura passe de 15 para sete secções de processos, alerta ainda para as falhas de comunicação entre o Instituto de Medicina Legal e as entidades hospitalares.

Esta situação ajuda a aumentar o tempo de investigação de processos, uma vez que é o DIAP que tem de servir de intermediário entre as duas estruturas.

O documento sugere ainda que uma forma de combater os problemas existentes no DIAP passa pela aposta no aumento dos recursos humanos.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Oficiais de justiça alertam para risco de prescrição



O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) exigiu esta quarta-feira mais formação e melhores condições de trabalho para os funcionários dos tribunais e alertou para o risco de prescrição de vários processos crime «por falta de quadros», noticia a Lusa.

«As condições de trabalho são efectivamente importantes e é aqui que nós entendemos que devemos focalizar a nossa acção; compreendemos o estado que o país atravessa, por isso as nossas exigências passam por mais formação e melhores condições de trabalho», disse o presidente do SOJ, Carlos Almeida, em conferência de imprensa.

De acordo com Carlos Almeida, a formação «deve ser valorizada» de modo a que «pudesse ser considerado como requisito de ingresso uma licenciatura».

O presidente do SOJ frisou que oficiais de justiça e magistrados são, neste momento, vítimas de «uma lógica de funil».

Falta de 1200 funcionários
Nas contas de Carlos Almeida faltam actualmente 1.200 funcionários judiciais e o Ministério da Justiça é alvo de crítica por «apostar nas movimentações feitas ao abrigo de uma discricionariedade que é legítima, mas destituída de critérios objectivos».
O presidente do SOJ estabeleceu um paralelismo entre o número de funcionários e o número de polícias que, segundo o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, ingressarão no próximo ano nas forças de segurança.
«Hoje em dia é referenciada a falta de polícias quando, quase à pressa, há uma promessa de que entrarão mais polícias e temos que perceber o seguinte: entrando mais polícias vão, efectivamente, obter mais resultados e obviamente serão mais processos, mas quando esses processos entrarem nos tribunais não estarão lá os oficiais de justiça e os magistrados para lhes darem resposta», alertou.
«Estamos numa lógica do imediato e daqui a cinco, seis anos, vamos obviamente ter situações às quais os tribunais não poderão dar uma resposta», acrescentou.
Carlos Almeida afirmou que «a médio prazo se perspectiva o aumento do número de processos prescritos».

PORTUGAL DIÁRIO 24.09.2008