domingo, janeiro 03, 2010

Pura Pornografia

Salários que não vão aumentar, Isto não é imoral?

Ora cá vão uns salariozitos de uns remediados:
-Mata da Costa: presidente CTT, 200.200 euro
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 euro,
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 euro
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 euro
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 euro
-José Manuel Rodrigues: Carris, 58.865 euro
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 euro
-Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249.448 euro
-Luís Pardal: Refer, 66.536 euro
-Amado da Silva: Anacom, autoridade reguladora da comunicação social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 euro
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 euro
-Pedro Serra: AdP, 126.686 euro
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 euro
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 euro
-Vítor Santos: ERSE, entidade reguladora da energia, 233.857 euro
-Fernando Nogueira: ISP, instituto dos seguros de Portugal, 247.938 euro (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola)
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 euro
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 euro
-Fernando Pinto: TAP, 420.000 euro
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 euro
Fonte: Jornal ''O SOL'' de 22/1/2010

E ainda faltam as estradas de portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras e observatórios...enfim é um fartar vilanagem! E pedem contenção!!!!

Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 euro para passar férias ou fazer compras de Natal''.

E pagar-lhes esta reforma...É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei...Até porque estes cargos não são para técnicos ,mas são de nomeação política.. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

quarta-feira, novembro 11, 2009

PS, PSD e CDS-PP 'blindaram' escutas a Cavaco, Sócrates e Gama

PS, PSD e CDS-PP 'blindaram' escutas a Cavaco, Sócrates e Gama por J.P.H./C.R.L. Hoje

Nem o Presidente, nem o primeiro-ministro, nem o presidente da AR podem ser apanhados em escutas interceptadas 'por tabela'. Uma inovação das novas leis penais.
O artigo do Código de Processo Penal (CPP) que fez invalidar as escutas das conversas entre Armando Vara e José Sócrates foi inventado pelo anterior Governo do PS e aprovado na Assembleia da República por todos os partidos de poder: o próprio PS, o PSD e o CDS-PP. O PCP e o Bloco de Esquerda abstiveram--se. Resultou, no essencial, do "pacto de justiça" firmado entre socialistas e sociais-democratas, assinado quando Marques Mendes liderava o PSD.

O novo CPP foi aprovado em 2007. O anterior (ver comparação na caixa em baixo) nada dizia quanto a autorizações de escutas pelo Supremo Tribunal de Justiça quando estivessem em causa o Presidente da República (PR), o presidente da Assembleia da República (PAR) e o primeiro-ministro (PM) .

O PSD e o CDS votaram a favor do artigo proposto pelo Governo do PS mas tinham propostas próprias. Mas com uma diferença significativa em relação à do Executivo. Numa palavra apenas - mas uma diferença de peso.

A diferença é entre autorização da "intercepção, gravação e transcrição" das "conversações ou comunicações" em que "intervenham" o PR, o PAR e o PM (formulação do Governo socialista) e as conversações ou comunicações "efectuadas" pelo PR, PAR ou PM (formulação do PSD e do CDS).

Exemplificando: do que se sabe, Sócrates foi apanhado nas escutas com Vara porque o telefone deste estava sob escuta, à ordem do juiz de instrução do processo "Face Oculta". Como o primeiro-ministro "interveio" numa conversação cuja escuta foi autorizada por outra instância que não o STJ, este teve de anular a sua validade. E será sempre assim, por mais suspeitas que as conversações sejam.

Se o articulado tivesse sido aprovado na versão apresentada pelo PSD e pelo CDS-PP, o STJ só teria de autorizar previamente escutas a conversas "efectuadas" pelo PM; às outras, apanhadas "por tabela" a escutas de outras pessoas, bastaria a validação do juiz de instrução na primeira instância.

O novo CPP nasceu dos trabalhos de uma Unidade de Missão Para a Reforma Penal (UMRP) constituída por ordem do então ministro da Justiça. Discutiu-se a criação de um "foro especial" para autorização de intercepções e gravações de conversações ou comunicações, o qual também incluiria julgamentos de políticos.
A ideia foi chumbada, por unanimidade.
A actual versão do Código de Processo Penal, no que toca a escutas às três primeiras figuras do Estado, foi uma criação posterior da maioria socialista.

terça-feira, novembro 10, 2009

Decisão do Supremo Tribunal de Justiça

Escutas entre Sócrates e Vara consideradas nulas (EM ACTUALIZAÇÃO) .


O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretou nulas todas as escutas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates, avançou a edição on-line do semanário 'Expresso'.


Recorde-se que nos últimos dias vieram a público as alegadas conversas entre José Sócrates e Armando Vara, no âmbito do processo 'Face Oculta' e também uma alegada conversa gravada pela Judiciária na qual os dois falariam, em Junho de 2009, sobre a compra da Prisa, a empresa que detém a TVI.


Esta é a noticia do momento. confesso que em nada me surpreende

Decisão do Supremo Tribunal de Justiça

Escutas entre Sócrates e Vara consideradas nulas (EM ACTUALIZAÇÃO) .
"O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretou nulas todas as escutas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates, avançou a edição on-line do semanário 'Expresso'.
Recorde-se que nos últimos dias vieram a público as alegadas conversas entre José Sócrates e Armando Vara, no âmbito do processo 'Face Oculta' e também uma alegada conversa gravada pela Judiciária na qual os dois falariam, em Junho de 2009, sobre a compra da Prisa, a empresa que detém a TVI."
Esta é a noticia do momento. Confesso que o seu conteudo em nada me surpreende.
A suspeição, cada vez é maior, sobre a participação directa ou indirecta, do PM em actos de corrupção, isto é um facto.
A Justiça dá as respostas mais adequadas?, não sei a quem/para quem?, não sei se é verdade ou mentira, não sei se os elementos que prestam serviço na Justiça e que intervêm nestes "casos" dizem a verdade da verdade.
Mas uma coisa é certa, todos eles são pessoas NOMEaDAS pelo governo, o que se juscita duvidas sobre a independência, a partir daqui qualquer duvida é justa e pertinente.

sábado, novembro 07, 2009

Bancada do PSD está dividida quanto à proposta de criação do crime de enriquecimento ilícito.

Esta é uma das noticias que saiu no Jornal Economico " http://economico.sapo.pt/noticias/psd-dividido-no-combate-a-corrupcao_73835.html ", pessoalmente, acho inacreditavel que estes senhores, que não aceitam que seja criminalizado o enrequecimento ilicito, só entendo tal posição, no sentido que não estão de acordo por um simples motivo, elhados de vidro, medo de serem apanhados em alguma coisa, e só tem medo quem tem responsabilidades e culpa.
Então meus amigos, esta gente é digna de fazer parte dos quadros do PPD/PSD ? estar na AR ? esta gente, na melhor das hipoteses será cumplices na pratica deste tipo de crimes. Eu, tenho vergonha. Lamentávelmente esta estirpe ainda tem os seus apoiantes, sabemos porquê...
Agora, cada vez mais, entendo as razões que levaram a Dra. Ferreira Leite a manter gentinha fora da nova AR.
"A criminalização do enriquecimento ilícito vai voltar a dividir o PSD.

Se a bancada laranja apresentar, na Assembleia da República, a mesma proposta que levou ao Parlamento na legislatura anterior, haverá nova declaração de voto entre os deputados social-democratas que contestam esta medida.

O Económico sabe que alguns deputados que, em Abril apresentaram uma declaração de voto conjunta por discordarem do diploma que obriga a fazer prova da origem de sinais exteriores de riqueza, vão manter a posição caso "a proposta seja idêntica".

Na altura, um grupo de 14 deputados, entre eles José Luís Arnaut, Jorge Costa, Feliciano Barreiras Duarte e Miguel Relvas, assinaram o documento por considerarem que a lei não teria sucesso "sem um acordo entre as principais forças partidárias".

Fora do Parlamento, Rui Rio foi uma das vozes que "mais alto" falou contra esta proposta, lamentando que o partido tivesse "apanhado o comboio da demagogia", usando "a luta contra a corrupção como arma de arremesso político" para "angariar votos".

A esta crítica juntou-se ainda Nuno Morais Sarmento, que contactado pelo Económico não quis fazer comentários "sem conhecer o diploma".

Já Arnaut defendeu que o PSD deve discutir o assunto dentro do grupo parlamentar, sem "ir atrás dos acontecimentos".

Desta vez, Aguiar Branco disse esperar que haja consenso em torno da proposta, mas sublinhou: "Consenso não é unanimidade".
"

domingo, outubro 25, 2009

CNE fala em "casos obscenos"

Comissão Nacional afirma que piorou o comportamento de alguns membros de juntas e autarquias.

As duas últimas eleições autárquicas motivaram quase o mesmo número de queixas à Comissão Nacional de Eleições, mas as de 11 de Outubro inovaram pelos "casos obscenos" e pela "sofisticação da publicidade indirecta", denunciou ontem o porta-voz da comissão.

A CNE recebeu este mês cerca de 300 queixas acerca das últimas eleições autárquicas, quase o mesmo número das eleições de 2005, mas em termos qualitativos a comissão considera que a situação "piorou bastante" este ano."O que piorou bastante foi o comportamento de alguns titulares de cargos nas juntas de freguesia e nas autarquias, que tornaram mais sofisticada a publicidade indirecta" à sua recandidatura, afirmou Nuno Godinho de Matos, adiantando que esta é uma forma não punível de violar a regra da isenção (a que estão sujeitos autarcas e presidentes de junta).

Das 300 queixas recebidas pela CNE, apenas quatro foram enviadas ao Ministério Público, apenas as que tinham base legal para ser comprovado o dever de isenção.

"Há casos obscenos", afirma, exemplificando que "um deles" foi o de uma autarquia que prometeu - já depois de anunciada a data das eleições - uma redução das tarifas na factura da água enviada para casa dos munícipes. Este foi um dos casos enviados ao MP.

Obras e viagens sob suspeita

Empresa de construção seria favorecida nos concursos, denunciam fontes da PSP. Viagem de Lisboa ao Cartaxo 'totalizou' 443 quilómetros.


Obras de construção realizadas na sede dos Serviços Sociais (SS) da PSP e noutras instalações de férias colocam sob suspeita o ex-secretário-geral daquele departamento. "Esses trabalhos eram submetidos a concurso, envolvendo três empresas. Como duas eram fictícias, ganhava sempre a mesma sociedade de construções, situada em Lisboa", referiram fontes policiais.

Essa empresa "também ganhou o concurso para fazer obras na colónia de férias dos SS, em Porto Santo, na Madeira, em 2005. Porque foi a empresa de Lisboa para a Madeira, quando seria muito mais barato contratar uma empresa lá na ilha?", questionam.

Adiantam ao DN que aquela empresa de Lisboa "também foi contratada em 2005 para ir aplicar pavimento sintético no campo polidesportivo do parque de campismo dos SS da PSP, em Tavira".

Denunciam que o mesmo oficial suspeito "esteve de férias entre 3 e 17 de Outubro de 2005, mas nesse período continuou a utilizar o carro de serviço com combustível pago pelos SS da PSP".
Na contabilidade dos SS tudo estava devidamente justificado em folhas de 'Serviço de Transporte'. Uma delas é mais suspeita que outras, porque discrimina um percurso entre Xabregas (Lisboa) e o Cartaxo, totalizando 443 quilómetros. Parece estranho, porque, geograficamente, a distância entre Lisboa e o Cartaxo é de cerca de 50 quilómetros. Noutro dia voltou a efectuar o mesmo trajecto, que, dessa vez, ficou em 152 quilómetros.

Oficial desvia milhares e consegue reforma sem pena

IGAI propôs demissão ou aposentação compulsiva para superintendente suspeito de desvio de milhares de euros da PSP. Polícia aplicou-lhe 18 dias de multa na pensão.
Elementos da PSP e sindicalistas acusam a corporação de ter "uma lei interna mais leve para oficiais e pesada para agentes e subchefes". A gota de água que os levou a denunciar ao DN estas "injustiças" dentro da corporação caiu em Setembro, quando a PSP aplicou "uma punição equivalente a zero" a um superintendente acusado de peculato, abuso de poder, favorecimentos pessoais e desvio de milhares de euros da instituição.

Consideram a situação "bastante grave", salientando que "as suspeitas foram dadas como provadas pela Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), que propôs a demissão ou aposentação compulsiva" daquele oficial.
Segundo explicaram os mesmos responsáveis da PSP - que solicitaram ao DN para não revelar as suas identidades -, "o caso relativo a denúncias de desvios de dinheiro na sede dos Serviços Sociais (SS) da PSP, em Lisboa, foi investigado entre 2005 e 2006 pelo inspector João Palma, da IGAI".
"A IGAI andou vários meses a recolher dados na sede dos SS, onde, na prática, quem gere e decide tudo é o secretário-geral daqueles serviços, cargo desempenhado nessa altura pelo superintendente Leopoldo Almeida do Amaral. Esteve nessas funções durante mais de 20 anos, desde os anos 80", esclareceram.
Em Maio de 2006, o próprio superintendente sob suspeita confirmou que em 2003 foi detido por elementos da Polícia Judiciária para interrogatório, tendo sido ouvido durante cerca de quatro horas.
Ainda em 2006, "após ter concluído a investigação e dados como provados os crimes de peculato, peculato de uso, abuso de poder e favorecimentos pessoais (ver caixas), o inspector João Palma propôs ao ministro da Administração Interna que o secretário-geral dos SS fosse punido com demissão ou aposentação compulsiva", disseram ao DN as mesmas fontes da PSP.
Salientaram que "a acusação da IGAI é composta por 320 páginas" e esclarecem que "o crime de peculato dá uma pena entre um a oito anos de prisão, enquanto o de peculato de uso dá entre um e cinco anos de prisão".
Porém, "o ministro não decidiu nada e acabou por remeter para a Direcção Nacional da PSP a reapreciação do processo", relataram, adiantando que, entretanto, o superintendente sob suspeita "pediu a aposentação e desde Junho de 2009 passou a essa situação".
"O Conselho de Deontologia e Disciplina da PSP reuniu e determinou a pena a aplicar, que depois foi comunicada ao Ministério da Administração Interna", explicaram as mesma fontes policiais. Sublinham que essa reunião "realizou-se de forma ilegal, porque não foram convocados os representantes dos sindicatos para estarem presentes, segundo determina a lei".
Só em Setembro deste ano foi revelada a pena, que surgiu após o despacho de 17 de Julho de 2009, segundo o qual "o ministro da Administração Interna puniu o superintendente Leopoldo Lopes de Almeida do Amaral, à altura dos factos secretário-geral dos Serviços Sociais da PSP, com a pena disciplinar de 160 dias de suspensão, com suspensão da respectiva execução pelo período de um ano, que é convertida em multa graduada em 18 dias de pensão, igualmente suspensa pelo período de um ano".
O documento justifica esta pena porque "no processo disciplinar NUP 2006IAI00059DIS se provou que cometeu irregularidades na gestão dos Serviços Sociais da PSP. Violou os deveres de isenção, zelo, obediência, lealdade e aprumo".
"Como a pena é suspensa por um ano, significa que, se nesse período o superintendente não cometer mais nenhuma irregularidade, nem sequer a multa de 18 dias de pensão lhe será aplicada. Portanto, comete uma série de crimes e ilegalidades, apropria-se de bens e valores, essas suspeitas são dadas como provadas e a sua punição é igual a zero", referem ao DN os mesmos elementos da PSP.

E perguntam: "Haverá duas leis 7/90 do Regulamento Disciplinar da PSP?
Uma para oficiais e outra para guardas e subchefes?
Perante isto, o mínimo que se pode exigir é a demissão do director do Conselho de Deontologia e Disciplina."

O DN questionou o Ministério da Administração Interna e a Direcção Nacional da PSP sobre estas situações, mas já passou mais de uma semana e nenhuma das duas entidades deu qualquer resposta.

quinta-feira, outubro 22, 2009

reflexão

Companheiros,

Há quase um mês que os Portugueses não são chamados a opinar sobre o rumo político de Portugal, mas tem todos podem dizer o mesmo, já que os militantes do PPD/PSD, estão em campanha pré-eleitoral (novamente).

Não vou falar da vida interna do PSD, até como sou um simples simpatizante, já que as cotas custam dinheiro, e de momento, não posso dar-me a esse luxo, fico, apenas, com a parte da emoção e por outro lado, ninguém pode contar com o meu voto, apoio, ai è outra conversa, mas é IMPERATIVO que haja ideias., coisa que até ao momento… nada de nada.

Bom, quero deixar aqui o meu voto e louvor à inteligência, astúcia, sabedoria, marketing político, aos crânios do PS.

Isto tudo, porquê? Mas o que se passou, mas… o que se passa com este gajo?

Senão vejamos, a população votante e os mortos e os outros, foram chamados a exercer o sem direito de voto em três ocasiões no espaço de poucos meses, salvo erro inédito, em Portugal.

As primeiras eleições foram as europeias, o PS sabia, que os votantes o iriam castigar pelos 4 anos e meio de governo, o PS sabia que era o momento do cartão Vermelho, resumindo, o PS sabia que as europeias eram eleições perdidas.

Assim, o PS com toda a inteligência, astúcia, sabedoria, marketing político, deitou para a rua um candidato, não ligado ao PS, um independente, isso a melhor coisa, dentro dos independentes, o escolhido não foi por mero acaso, tudo planeado.

Como é sabido o PS perdeu as Europeias, Portugal, acabava de dar o cartão vermelho ao PS, estes resultados iriam ser esmiuçados por comentadores e outros, os líderes de outros partidos pensavam que o primeiro golpe estava dado, longe disso, tudo a correr sobre rodas.

Após a derrota nas europeias, Sócrates, muda, radicalmente, de postura política, torna-se, novamente, um homem acessível aos comuns dos mortais, fala, retrata-se em algumas políticas por si personalizadas, torna-se a principal vítima da Manuela Mora Guedes e das pseud -campanhas feitas contra si e o seu governo, como todos sabemos o PR Cavaco Silva, deu a sua ajudinha.

Assim, Sócrates chega às legislativas com a vitória garantida, sendo um mal menor a não existência de maioria absoluta, mas eis que no PSD… as lutas pela liderança abre-se, toda a gente sabia, que se Manuela Ferreira Leite, perdesse o caldo iria entorna-se, e as atenções estariam, como estão, viradas para o PPD/PSD.

As autárquicas, foram do homem pelo homem, sendo que o PS, soube capitalizar os resultados legislativos.

No caso da Câmara de Lisboa, Santana Lopes, uma vez mais, foi traído e abandonado por aqueles que são o que são devido e graças ao apoio de PSL, meus amigos, NUNCA se cospe no prato onde comemos.

Meus caros, desde as legislativas, já passaram quase um mês, Governo não temos.

Oposição, não existe.

Então, quem é mesmo bom, nesta coisa da politica?

segunda-feira, outubro 05, 2009

Previsões de Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa prevê "vitória clara" do PSD

O antigo líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa perspectivou hoje, domingo, uma "vitória clara" dos social-democratas nas eleições autárquicas de domingo e manifestou uma "expectativa muito positiva" na vitória de Pedro Santana Lopes, em Lisboa.

"Sinto que vai ser um resultado para o PSD muitíssimo bom. Uma vitória clara", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, durante um périplo por vários concelhos alentejanos, onde manifestou apoio a candidaturas de coligações PSD/CDS-PP às autárquicas de domingo.
Em termos de coligações com o CDS-PP, o professor universitário e comentador político considerou que "também está a correr muito bem", indicando os casos de Lisboa, Porto e Sintra.
No caso concreto de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a "expectativa muito positiva" em torno da vitória de Pedro Santana Lopes
.
"Eu acho que ele está a subir e já da outra vez, ao subir, ultrapassou João Soares. Porque não há de ultrapassar António Costa (PS)?", questionou.

Acompanhado pelo dirigente do CDS-PP Nuno Magalhães, o ex-líder do PSD percorreu hoje os concelhos alentejanos de Mourão, Reguengos de Monsaraz, Redondo e Arraiolos, onde participou na campanha das coligações PSD/CDS-PP aos municípios locais.

Nas diferentes localidades, Marcelo Rebelo de Sousa foi reconhecido pelos populares, muitos deles, idosos, sentados em bancos nas principais praças.

"É aquele que faz os comentários na televisão. É do PSD", explicou um popular para outro sentado num café na cidade de Reguengos de Monsaraz, onde o antigo líder social-democrata fez questão de cumprimentar todas as pessoas que encontrava.
Posto este artigo, faço a reflexão que se segue.

Bom sendo, eu, Santanista, esta previsões do Prof. Marcelo, principalmente, sobre os resultados em Lisboa, cheira-me a que os "Barões" do PSD querem mudar a liderança do partido, até porque os resultados das legislativas foram claros, e, uma vez mais, querem manter o seu poder interno, e Santana Lopes, convem, não se opor a esses "Barões".
Ai, Pedro, está atento, eles andam ai... cuidado, só falta o Sampaio se juntar a eles.
Quero deixar claro, que, no momento actual a personagem que melhor poderá fazer, uma verdadeira, oposição a Socrates é Pedro Passos Coelho, isto se não se "arrendar" aos tais "Barões".
O PPD/PSD, têm de ir à suas raizes e revitalizar-se com pessoas que faça e viva a politica com paixão, que tenha como principal objectivo Desenvolver Portugal, com politicas em que as pessoas estejam no meio das politicas a adoptar, em que se traga o povo a participar do desenvolvimento e a beneficiar do seu esforço e dedidacação, ou seja, o PPD/PSD, tem de devolver a esperança ás familias, tem cuidar dos seus idosos, tem de dar condições a que a educação faça o seu trabalho, para que as nossas crianças tenha uma prespectiva de Futuro, tem de devolver o sentimento de Segurança e de Justiça ao cidadão.
A coisa é muito simples, Educação, Saúde, Segurança e Justiça, é a base de qualquer pais civilizado e culturalmente evoluido. Este è o PORTUGAL que desejo

sábado, outubro 03, 2009

Lisboa, menina e moça


Preparativos para a cerimónia estão a gerar polémica entre o protocolo da CML e a GNR, que estará a ser pressionada para prestar honras militares a António Costa

A organização da tradicional cerimónia comemorativa da implantação da República Portuguesa, no próximo dia 5, está a provocar acesa polémica entre os serviços do protocolo da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a GNR. A GNR está a ser pressionada para que um seu batalhão da Unidade de Segurança e Honras de Estado preste honras militares ao António Costa, que este ano preside à cerimónia nacional, na Praça do Município, em vez do Presidente da República. Cavaco Silva invocou o facto desta data ser próxima das eleições autárquicas para não participar.
O problema é que de acordo com o Regulamento de Continências e Honras militares, os presidentes de câmara não têm direito a esta homenagem. Numa fase inicial da organização da cerimónia a GNR explicou a situação, mas o protocolo da Câmara insistiu na "Lei das precedências do Protocolo do Estado Português" segundo a qual os presidentes das câmaras municipais, no respectivo concelho, gozam do estatuto protocolar dos ministros. E assim, no seu entender, terão direito.
Acontece que as cerimónias militares, como é o caso desta, regem-se pelo regulamento militar, e apenas as entidades que nele constam têm direitos a honras militares. No entendimento de militares da guarda ouvidos pelo DN, "o presidente da Câmara Municipal, não pode invocar a sua equiparação a ministro nas cerimónias do concelho para nessa qualidade receber honras militares, até porque a cerimónia do 5 de Outubro é uma cerimónia nacional". Ao que o DN apurou o ministério da Administração Interna apoiou o desejo da Câmara e interveio junto ao comando-geral da GNR que terá acabado por aceitar.

O entendimento do ponto de vista militar, é de que é completamente irregular e inédita esta situação, a não ser que a cerimónia fosse presidida pelo presidente da Assembleia da República. Ainda foi equacionada a hipótese de as cerimónia não integrar o Estandarte nacional, ou de o Presidente da Câmara não prestar continência ao estandarte. Mas, como sublinhou uma fonte da organização "era pior a emenda que o soneto".

O DN contactou o gabinete de imprensa de António Costa mas, como explicou a assessora, "dada a hora tardia foi possível esclarecer a questão junto aos serviços de protocolo". Mas, acrescentou, que "será o presidente da Câmara a presidir à cerimónia e que toda a logística foi tratada com o Presidente da República".

Por seu turno, o porta-voz oficial da GNR, afirma que a guarda "neste momento não tem ainda conhecimento oficial de quem vai presidir à cerimónia". Garante ainda que "a haver alguma alteração ao figurino tradicional, a GNR adaptará os seus procedimentos".
Vejo e não consigo acreditar...
António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e candidato às eleições autárquicas do próximo dia 11, está a pressionar a GNR para que esta corporação militar lhe preste honras de Estado no próximo 5 de Outubro, mesmo a elas não tendo direito por se tratar de um autarca e não de um titular de órgão de soberania.
Eu sei que é giro, mas alguém explica a António Costa que já não é Ministro da Administração Interna e 'ainda' não é Presidente da República?
Assim vão as preocupações do edil de Lisboa...

Boa, António Costa



Primeiro calou-se o Zé-que-fazia-falta. Depois calou-se a Helena-que-não-está-disponível-para-aritméticas. Entretanto o Rúben de Carvalho e o Luís Fazenda não estão calados: estão desaparecidos, coitados (alvíssaras a quem os encontrar).


Tudo a correr bem, portanto. Tudo? Tudo não: este chato não se cala.

Ouça lá, psht, ó chefe! mais vale não abrir a boca. Irra que já não se pode limpar umas eleições sossegado...

Azarucho: as eleições não se limpam, ganham-se. E a mandar calar os adversários, também se podem perder.


Os dados referenciados na série Arrumar a casa foram publicados ontem aqui. Obrigado por explicar o que realmente tem acontecido nas contas da Câmara Municipal de Lisboa, Gonçalo Reis.

A dívida total da Câmara Municipal de Lisboa aumentou em 151 milhões de euros entre 2007 e 2008, o que representa um crescimento de 9% num ano. Muito obrigado, António Costa.

De 2007 para 2008, as despesas correntes da Câmara Municipal de Lisboa cresceram 5,6%, enquanto as receitas correntes baixaram 0,6%. Obrigado, António Costa.
O Plano de Saneamento Financeiro da Câmara Municipal de Lisboa previa "uma diminuição média dos fornecimentos e serviços externos de 11% em 2008". O que se verificou foi um aumento de 8,8%. Obrigado, António Costa.
Enquanto a despesa corrente aumentava mais do que a média, o investimento da Câmara Municipal de Lisboa caiu para metade entre 2007 e 2008. Obrigado, António Costa.

A despesa corrente da Câmara Municipal de Lisboa aumentou 5,6% de 2007 para 2008, contra uma média de 2,5% entre 2001 e 2008. Obrigado, António Costa.

Criado por Rodrigo Moita de Deus e por Vasco Campilho, in http://31daarmada.blogs.sapo.pt/


compilado por Antonio Patricio

sexta-feira, setembro 18, 2009




PALAVRAS PARA QUÊ ?












O "e-mail" que denuncia as escutas (transcrição)

O "e-mail" que denuncia as escutas (transcrição)
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1365657
De: Luciano AlvarezEnviado: quarta-feira, 23 de Abril de 2008 14:18
Para: José Tolentino NóbregaAssunto: Lê
Caro Tolentino
Vou fazer esta conversa por e-mail e não por telefone porque a situação é tão grave que é melhor não correr riscos de ser escutado. Como verás mais à frentenem os homens do Presidente da República arriscam a falar dela por telefone. Pode ser paranóia da parte deles, mas a verdade é que é melhor não correr riscos.

Primeira advertência: lê este mail sentado.
Secunda advertência: a história não vai ser fácil de fazer, mas se a conseguir-mos pode ser a bomba atómica.
Vamos por partes
1- Na noite de terça-feira o Fernando Lima, do PR, telefonou-me a dizer queprecisava de falar comigo hoje de manhã num local discreto. Encontramo-nos hoje às 9 h da manhã num café discreto na avenida de Roma e foi logo direito ao assunto, estava ali a falar comigo a pedido do presidente da república, que o assunto era grave e que tinha escolhido escolhido falar comigo porque me achava um jornalista séria (isto seria a dar-me graxa) e porque o acha a presidência da república que o PÚBLICO é o único jornal português que não está vendido ao poder.

2- O assunto era o seguinte (estás sentado?): o presidente da república acha queo gabinete do primeiro-ministro o anda espiar e que a prova grande disso tinha sido dada na Madeira onde o primeiro-ministro tinha enviado um tipo que trabalha para o MAI só para espiar os passos do Presidente e dos homens do seu gabinete. (mesmo que seja mentira o que não passe de uma paranóia do PR estás a ver a gravidade do facto do o presidente pensar que o PM o anda a espiar). Está a ver como estarão as relações entre eles e a opinião que o PR tem do PM)

3- Depois entregou-me um dossier sobre um Rui Paulo da Silva Figueiredo que é adjunto jurídico do PM, trabalha para o MAI, já passou pelos gabinetes de diversos ministro e, segundo o Fernando Lima, terá tentado entrar para o SIS mas chumbou.

4- Este tal Rui Paulo acompanhou a visita do PR, não se sabe como e e segundo o Lima “procurou observar”, o mais por dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do satff presidencial”. Ao satff do PR terá percebido isso bastante cedo e redobrou os cuidados.
5- Estou a contactar-te porque esta história, que pode ser uma bomba ou não dar em nada, tem de começar pela Madeira com todo o cuidado e porque sei que posso contar com a tua discrição e habitual profissionalismo (isto não é graxa).

6- O Lima garantiu-me que Esta tal Rui Paulo foi colocado na mesa dos assessores do PR no jantar oferecido pelo Representante da República no Palácio da São Lourenço e foi também convidado para o jantar que o Jardim ofereceu no último dia na Quinta da Velga. Isto é verdade e facilmente confirmável.

7- O Lima sugere e eu acho bem duas perguntas para inicio do trabalho (até porque a eles também lhe interessa que isto começa na Madeira para não parecer que foi Belém que passou esta informação , mas sim alguém ligado ao Jardim)

8- Perguntas sugeridas pelo Lima: Perguntar à dr. Helena Borges, chefe do gabinete do representante da república se o conhece e se é verdade que, no jantar oferecido pelo representante no Palácio de São Lourenço ele ficou na mesa dos assessores do PR (a gente já sabe que é verdade mas vamos fingir que não sabemos) e Porque ficou ele neste mesa sem antes ser dado conhecimento ao staff do PR.
2 Pergunta: Perguntar a Paulo pereira, responsável pela informação do gabinete do Jardim, em que qualidade o tal Rui Paulo foi convidado para o jantar que Jardim ofereceu no último dia na Quinta de Veiga.

9- Agora digo eu: quem meteu este tipo na visita e em que comitiva é que ele entrou.

10- Como já te disse isto tudo pode ser paranóia dos do PR e do Lima, mas, mesmo sendo paranóia, não deixe de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar a informação ao PÚBLICO manifestando uma grande vontade de a história vir ao público (estás a ver a bronca). Acho também que se nós conseguirmos que houve um tipo do MAI e do gabinete do PM metido à sucapa na visita do PR já é um inicio da história.

11- O Lima sugeriu-me que tratasse com ele (Lima) desta história por e-mail porque estão com medo das escutas.

12- Esta história só é do conhecimento do PR, do Lima, minha, do Zé Manuel Fernandes (que me pediu para não a contar a ninguém por enquento, mas que eu tenho que ta contar para tu te pores em campo com o conhecimento total do que estamos a falar). Peço-te por isso toda a discrição.

13- O Lima passou-me um dossier completo sobre este Rui Paulo.

14- Eu estou de folga, vim só ao jornal tratar disto e vou para casa. Estou sem computador em casa (a minha mulher levou-mo para o trabalho). Quando acabares de ler o e-mail pudemos falar por telefone.
Um abraço e vai-te a eles

quarta-feira, setembro 16, 2009

CANDIDATURA DE PEDRO SANTANA LOPES REPUDIA SONDAGEM MARKTEST

A Candidatura “Lisboa Com Sentido”, liderada por Pedro Santana Lopes, vem por este meio repudiar com veemência a metodologia aplicada e as conclusões retiradas da sondagem da Marktest, a ser divulgada na TSF e no Diário e Semanário Económicos e à qual teve acesso.
Com perplexidade, constata-se que a referida sondagem retira conclusões com base numa amostra não representativa, e efectua uma correcção das intenções de voto dos resultados brutos que é inacreditavelmente deturpadora e especulativa.
Com efeito, a sondagem resulta de uma amostra de apenas 500 entrevistas, às quais deverão ainda ser subtraídos 32,4%, ou seja 162, correspondendo aos resultados Não Sabe/Não Responde. Se a estas 162 adicionarmos os “Votos Brancos/Outros” e as respostas de “Não Voto”, no total de 46, conclui-se que a sondagem analisa as intenções de voto a partir do número insignificante de 292 entrevistas.
Não bastando, a mesma sondagem extrapola dos resultados brutos para os «corrigidos» sem que se justifique a diferença abismal entre ambos os resultados. Como exemplo, atente-se na projectada intenção de voto em António Costa, com um aumento percentual de 16,2% entre brutos e «corrigidos», uma diferença manifestamente desproporcionada.
Regista-se ainda a anormal e elevadíssima margem de erro da amostra, 4,38 p.p., bem como o insólito da data escolhida para recolha das opiniões, entre 31 de Agosto e 2 de Setembro, em pleno regresso de férias e ao contrário do que recomendariam as mais elementares boas práticas.
Em conclusão, a candidatura “Lisboa Com Sentido” lamenta que a Marktest contribua com uma sondagem desta natureza para a descredibilização da sua actividade e do sector, e considera este mais um episódio no clima geral de asfixia democrática que se sente no País. Estamos certos de que a realidade se encarregará, como já o fez no passado, de desmentir a manipulação estatística junto dos cidadãos, que expressarão em 11 de Outubro o seu verdadeiro sentido de voto para Lisboa.
Nota do Blogue- Nas eleições de 2001 para a Câmara de Lisboa, disputadas com João Soares, a mesma Marktest, à mesma distância do dia das eleições que a de agora, dava 8% de vantagem a João Soares. À tarde publicaremos o fac-simile.

Postado por Pedro Santana Lopes

O preço da reforma Penal na Justiça

Revisão das leis penais não contribui para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.

Dois anos após a apressadíssima entrada em vigor da alteração que o Código de Processo Penal (CPP) sofreu em 2007, o balanço que da mesma deve ser feito é, globalmente, bastante negativo.


Em verdade, essa reforma resolveu poucos dos problemas que realmente existiam e criou muitos mais. Exigiu muito do Ministério Público (MP) e das polícias, mas, como então se adivinhava, estes não beneficiaram de qualquer efectivo reforço dos meios necessários à satisfação do pretendido.


Foi dirigida essencialmente ao MP e à fase processual que dirige – o inquérito, cuja burocratização agravou – pouco alterando as demais, nomeadamente a de julgamento, onde residiam muitas das causas da morosidade. Assim, não aumentou a celeridade do processo.

O ‘novo’ CPP não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, agravando o desequilíbrio a favor deste último (v. g. impedindo o MP de recorrer das decisões do juiz de não aplicação de medidas de coacção), e criou grandes e injustificadas dificuldades ao combate e investigação da criminalidade económico-financeira, grave e violenta (v. g. fim do segredo de justiça, que, contrariamente ao anunciado, em nada acelerou a investigação, apenas permitiu aos arguidos conhecerem o seu conteúdo).

Foi, enfim, uma reforma fantasiosa, completamente desajustada da nossa realidade sociológica e criminal, das reais necessidades do país e dos meios existentes. Faltou um correcto diagnóstico da realidade, uma verdadeira política criminal.
Por exemplo, um dos seus pressupostos foi a existência de uma elevada taxa de encarceramento e de presos preventivos, quando, em verdade, em 2007 os valores de Portugal já estavam perfeitamente dentro da média europeia.

A pretendida e largamente conseguida redução de presos não era necessária nem tinha qualquer fundamento de realização de Justiça.
Foi completamente artificial, servindo apenas para redução de custos com as prisões.
Lucraram uns, pagaram outros.
Quem?
Obviamente, todos os que sofreram na pele o aumento da criminalidade.

Como os magistrados previam que acontecesse e atempadamente alertaram, esta reforma não contribuiu para melhorar a Justiça Criminal, antes para a descredibilizar.
Será para esconder estas verdades que, desde Junho, o Governo oculta o Relatório Final do Observatório da Justiça sobre a reforma penal?

Rui Cardoso, Magistrado do Ministério Público

terça-feira, setembro 15, 2009

Segurança com Liberdade

Os acontecimentos no Bairro Quinta da Princesa, Seixal, que se traduziram em confrontos entre grupos de jovens e agentes policiais, marcaram a actualidade informativa da passada semana. E logo, numa aparente confluência de pontos de vista, a generalidade da imprensa alegou tratar-se de disputas criminosas entre «gangues» e destes com lógicas de afrontamento com a polícia.
É receita simples, esta de escribas a soldo de estratégias securitárias, para iludir razões maiores que estão por detrás do clima de confrontação social vivido em alguns dos «bairros problemáticos»...
E nem mesmo a visão lúcida e séria de um graduado da PSP, que negou a existência dos ditos «gangues», antes assumindo tratar-se de atitudes de jovens «revoltados e desesperados» à procura do «seu espaço», coarctou a verbe psicótica e securitária dos escribas ao serviço do «malho da ordem pública», que vêem sempre hordas de «pretos» e «estrangeiros» sequiosas de sangue inocente - abrindo caminho ao discurso xenófobo da Extrema-direita trauliteira.Desde logo, importa desmistificar um mito.
Grosso modo os jovens de pele negra que vivem nesses bairros, são europeus como qualquer um de nós, porque nascidos cá e detentores da cidadania portuguesa, filhos de uma imigração que o País ufano das suas obras públicas, pagas com os fundos europeus, importou da miséria africana e explorou, oferecendo trabalho sem direitos e construindo guetos periféricos.
Filhos dizia, de gente de trabalho, mão-de-obra barata da nossa construção e da limpeza de escritórios e residências.
Sim, porque quem não se limite a falar por falar, e se permita conhecer a realidade profunda dos guetos, constatará o movimento matinal de saída dos bairros, com mulheres de ar cansado e homens taciturnos, deixando os filhos menores encarcerados nessa prisão maior que é o abandono nas ruas, à sua sorte e permeáveis ao convite fácil de redes que recrutam na miséria os «soldados» para as suas actividades criminosas.
Do outro lado, hipócrita e cínica, pontifica uma certa «Esquerda» paternalista e desculpabilizante, supostamente «anti-racista», que procura sempre argumentos rasteiros do género «coitadinho que é preto», fomentada pelos burocratas que inventam normas e definem comportamentos.
Os mesmos que criam grandes planos de «integração social» para se sustentarem a eles e aos «pretinhos de serviço» que pululam na generalidade das associações, supostamente, africanas!
É contra uns e outros que devemos encontrar respostas, com a comunidade, para os problemas da segurança dos cidadãos, contrariando o caminho fácil da leva securitária, afirmando uma cultura de segurança com liberdade e uma democracia sem exclusões.


SP Nº10, 2 de Setembro 2009, Publicada por Semanário PRIVADO

A mordaça

A mordaça, por José Leite - privado.leite@gmail.com

No tempo da «Velha Senhora», o lápis azul dos coronéis do Bairro Alto estraçalhava as prosas mais inconvenientes. Depois, com a Revolução, os locais de trabalho da comunicação social considerados contra-revolucionários eram pura e simplesmente assaltados e fechados pela turba revolucionária, como aconteceu com o jornal «República» e a Rádio Renascença.
Agora, a censura é encapotada: não se vê, não há um organismo especialista em cortar prosas – há apenas uma ERC politizada que, de vez em quando, zurze em comunicados «disciplinadores» e em arengas mais ou menos legalistas a malta mais atrevida, como aconteceu recentemente com a TVI - mas sente-se e respira-se nas redacções, nos gabinetes dos directores de comunicação e administradores a contas com «shares» ou vendas cada vez mais negativos.
Pois é, a censura agora é económica, é uma auto-censura dos profissionais da comunicação que, nestes tempos de luta insana pela sobrevivência do seu posto de trabalho, preferem guardar as «cachas» que possam beliscar os senhores todo poderosos que mandam na economia deste país e que financiam, muitas vezes, a fundo perdido (com publicidade), as empresas de comunicação.
Só assim se percebem os motivos pelos quais a manchete do SP da semana passada – onde revelávamos que, alegadamente, o patrão da SONAE havia proposto a Sócrates 500 mil contos para chumbar o Freeport – não tivesse repercussão nos media habituados a tratar deste escândalo que muito tem chateado o nosso primeiro-ministro.
Até a insuspeita TVI calou, apesar de sabermos de fonte segura que os factos revelados pelo SP foram devidamente analisados e ponderados no canal de Queluz.
O mesmo não aconteceu na bloglosfera, onde a noticia foi amplamente divulgada e comentada (a blogosfera que surge como um dos únicos espaços de liberdade).
O certo é que a notícia fundamentava-se em documentos da PJ e em relatos de quem conhece de perto este escândalo. Tivesse a mesma sido publicada pelo «The Sun» ou o «News of World» e caía o Carmo e a Câmara dos Lordes em Inglaterra.
Mas, num país covarde e cada vez mais mal frequentado, onde a corrupção e o clientelismo campeiam, a ordem foi de ignorar o assunto. É por estas e por outras que a malta aqui do SP sente que está no bom caminho: o de fazermos um jornalismo livre, irreverente e independente.
Não acredito que a voz nos vá doer…


SP nº4, 22 de Julho 2009, Publicada por Semanário PRIVADO

«Quem se mete com o PS leva»...

«Quem se mete com o PS leva»...- ou o pernúncio da derrota
O folhetim da demissão de Manuel Pinho, com os contornos pitorescos que se conhecem, revela algumas circunstâncias que estão para além do acto em si. Isto, para além da boçalidade infantil do jesto que, per si, ilustra da “elevação” do fonesto protagonista...
Desde logo, é esclarecedor do desespero do governo perante o cerco social e político que concitou à sua volta. As figuras mais trauliteiras do PS, passada que foi a fase “Bambi” do primeiro-ministro [em contraposição à lógica do “animal feroz”] , têm-se adestrado em ataques mesquinhos a quem se lhes opõe, nomeadamente – e mais grave que o episódio dos “corninhos” de Pinho -, a forna ligeira e mal educada como Sócrates se dirigiu a Paulo Portas no “Estado da Nação”.
E convém referir que a procissão ainda vai no adro, porque quanto maior for o desespero pela previsível derrota nas próximas legislativas, mais o PS vai tirar do saco da baixeza argumentativa ferroadas contra as oposições.
Por outro lado, o coro de indignação institucional contra «a falta de respeito aos deputados» protagonizada por Manuel Pinho, assume as características de uma enorme hipocrisia. Ou já se esqueceram da arrogância e sobranceria com que Vitor Constâncio se dirigiu aos deputados na audição de inquérito ao BPN, sem que a presidente da comissão tenha feito qualquer reparo [bem pelo contrário, tratando-o sempre com patética subserviência]?
A lógica trauliteira tem sempre efeitos inversos aos pretendidos.
O «Quem se mete com o PS leva», alarveado por Jorge Coelho nos tempos de Guterres, traduziu-se na derrota socialista nas eleições que se seguiram.
Estas “fugas para a frente” são sempre mal vistas pelos portugueses que, por natureza, são avessos aos dichotes intempestivos dos políticos.
As características que o debate político revela são, por outro lado, indiciadoras de uma realidade mais profunda. É que as divergências entre os dois maiores partidos portugueses são, inquestionavelmente, de natureza circunstancial. Ou seja, em matéria de políticas e de visão estratégica para o país, não traduzem nenhum rumo distintivo, revelando [isso sim] um consenso alargado no que respeita ao modelo económico e à organização do Estado. E este consenso é a única garantia sistémica para a perpetuação de um regime que bateu no fundo.
À Direita e à Esquerda seria bom que se começasse a pensar [e organizar] o tempo novo que se irá impôr ao registo do óbito e à potrefacção do cadáver... Porque organizar tempo novo com os instrumentos do tempo velho, é receita que a História provou não resultar.
A alternativa nunca virá das velhíssimas Esquerdas e Direitas que, como se percebeu, estão atoladas no pântano da corrupção e do clientelismo.

sábado, setembro 12, 2009

"Grupo Bilderberg" - http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=4956

Depois de Sócrates e Santana terem ido ao clube antes de serem PM

Portugal parece que está a ser governado pelo clube de Bilderberg. Se Ferreira Leite ganhar as eleições de 27 de Setembro, é já o terceiro primeiro-ministro em apenas cinco anos que antes de se sentar em Belém se senta nas cadeiras do clube de Bilderberg.

Ferreira Leite foi a Bildeberg em Maio antes de poder vir a ser primeira-ministra Portugal parece que está a ser governado pelo clube de Bilderberg. Se Ferreira Leite ganhar as eleições de 27 de Setembro, é já o terceiro primeiro-ministro em apenas cinco anos que antes de se sentar em Belém se senta nas cadeiras do clube de Bilderberg.
Em Junho de 2006, José Sócrates e Santana Lopes marcaram presença no clube, que teve lugar em Itália.. Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo.
Em Maio deste ano, na Grécia, foi Ferreira Leite a estar presente. Portugal parece que está a ser governado pelo clube de Bilderberg. Se Ferreira Leite ganhar as eleições de 27 de Setembro, é já o terceiro primeiro-ministro em apenas cinco anos que antes de se sentar em Belém se senta nas cadeiras do clube de Bilderberg.
Em Junho de 2006, José Sócrates e Santana Lopes marcaram presença no clube, que teve lugar em Itália. Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo.
Neste ano, o clube parece ter jogado em simultâneo nos dois tabuleiros, socialista e social-democrata, e acertou na mouche. Em Maio deste ano, na Grécia, foi Ferreira Leite a estar presente em Bilderberg.
Não é muito vulgar, os líderes dos partidos serem convidados para o clube mas constituía a última oportunidade de ter Ferreira Leite na reunião, antes de poder ser primeira-ministra de Portugal já em Outubro próximo.
Na verdade, poderia ter sido mais adequado apostar na presença de uma jovem esperança social-democrata, por exemplo Pedro Passos Coelho, em vez de levar Ferreira Leite. Refira-se que muitos observadores nunca acreditaram na possibilidade de Ferreira Leite à liderança do partido, quer na sequência da eleição de Marques Mendes quer, sobretudo, da eleição de Luís Filipe Menezes, pensando-se que o autarca de Gaia seria o homem a defrontar Sócrates nas legislativas de Setembro.
Há, no entanto, quem defenda que Bilderberg nunca dorme e que estava tudo devidamente previsto. Ferreira Leite só não foi ao clube, já em 2008, porque tinha acabado de ser eleita líder do partido. Rui Rio acabou por ser o representante do PSD na reunião.
Refira-se que Francisco Pinto Balsemão, como membro permanente do clube de Bilderberg, tem funcionado como principal consultor na indicação portuguesa das figuras a estarem presentes. O clube há muito que ganhou fama de que nada acontece por acaso no seu seio.
Em Maio, quanto esteve na Grécia, houve uma sondagem que deu o pior resultado de sempre ao PSD, com vinte e três por cento. Durante a campanha para as eleições europeias, que decorreu logo na semana seguinte a Ferreira Leite ter vindo de Bilderberg, a líder do PSD era literalmente abatida pela comunicação social, bem como por muitos comentadores, entre os quais o professor Marcelo Rebelo de Sousa.
Ferreira Leite foi criticada por não ter escolhido Marques Mendes para cabeça -de-lista às europeias, em vez de Paulo Rangel (ainda esta semana, no seu comentário no jornal "Sol", Rebelo de Sousa dizia que era pena Ferreira Leite não poder fazer dupla com Marques Mendes).
A presidente do PSD também foi criticada por estar ausente da campanha, deixando o palco a Rangel. Tudo iria mudar com a vitória do PSD nas europeias, com o PS a ser penalizado e os social-democratas a ganharem uma dinâmica de vitória que hoje lhes permite discutir taco-a-taco o lugar de primeiro partido com o PS.
Nas sondagens, socialistas e social-democratas continuam tecnicamente empatados. No entanto, em termos de ciclo político, Ferreira Leite poderá ter vantagem sobre Sócrates. Há quase dez anos que os ciclos políticos encurtaram, fazendo com que os primeiros-ministros se sucedam nos lugares.
O clube de Bilderberg tem tido a preocupação de convidar quase sempre figuras de partidos que governam os países em alternância. Assim se explica que, nos últimos anos, em relação à delegação portuguesa, tenham estado presentes nomes como Aguiar Branco, Augusto Santos Silva, Nuno Morais Sarmento, António Costa e Rui Rio.
Aguiar Branco já ensaiou uma candidatura à liderança social-democrata e hoje tem aparecido como eminência parada de Ferreira Leite, talvez à procura de uma nova oportunidade. Nuno Morais Sarmento tem sido apontado como um dos candidatos a líder no futuro, talvez no processo de sucessão de Ferreira Leite. Rui Rio é outra figura que é há muito falada para a liderança social-democrata.
No campo socialista, António Costa, que esteve presente no ano passado, juntamente com Rio é, garantidamente, o homem com melhores condições políticas para um da chegar à liderança do PS.
Quanto a Augusto Santos Silva, estão por revelar as suas possibilidades de chegar à liderança socialista mas o facto é que depois de Sócrates a ala mais à esquerda do PS, onde Augusto Santos Silva se insere, pode querer tomar conta do partido.
Bilderberg nunca dorme em serviço.
Este ano, juntamente com Manuela Ferreira Leite esteve em Bilderberg o então ministro da Economia, Manuel Pinho. Para além do poder da organização, há fenómenos psiciológicos que, por vezes, não são de fácil explicação. Manuel Pinho nunca teve na vida política um gesto como aquele que dirigiu a Bernardino Soares há dois meses, no calor de um debate na Assembleia da República, os célebres "corninhos".
O facto é que tal aconteceu antes da reunião de Bilderberg e contra uma figura de um partido marxista-leninista, que há bem pouco tempo disse que tinha dúvidas que a Correia do Norte não fosse uma democracia.
Num momento em que o capitalismo conheceu uma das suas piores crise de sempre, há quem perspective graves convulsões sociais e o marxismo renasce como doutrina económica e política, é preciso ter cuidado com as coincidências.
Refira-se que a reunião deste ano de Bilderberg teve como grande tema de discussão, precisamente, a crise económica e do capitalismo. Quanto a Manuel Pinho, o facto é que depois de se demitir do cargo, o ex-ministro já teve várias provas de solidariedade política, ao mais alto nível, do primeiro-ministro e de muitas figuras da elite económica. Esta semana, Manuel Pinho deu nome a uma rua em Paços de Ferreira, Avenida Doutor Manuel Pinho.
É assim que o mistério à volta de Bilderberg se vai cimentando. Governo sombra mundial Lista actualizada dos portugueses em Bilderberg Há dois anos, o Semanário publicou em exclusivo a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, uma espécie de governo-sombra a nível mundial.
Hoje, é uma das páginas mais consultadas e comentadas da blogosfera.
O SEMANÁRIO actualiza a lista, em relação aos portugueses presentes nos últimos três anos.
Francisco Pinto Balsemão - É membro permanente do Clube de Bilderberg desde 1988, tendo participado em quase todas as reuniões anuais desde essa data. Pertence mesmo ao comité restrito, denominado "Steering". É ele quem tem convidado muitas personalidades portuguesas a estarem presentes no clube.
Mira Amaral -ex- ministro da Indústria de Cavaco Silva. Participou na reunião de Bilderberg em 1995, no final do governo de Cavaco Silva, numa altura em que o professor rumava à corrida a Belém e Fernando Nogueira e Durão Barroso disputavam a liderança do PSD.
Joaquim Ferreira do Amaral - ex- ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva. Participou na reunião de Bilderberg que ocorreu em Sintra, em 1999, uma das que teve mais participantes portugueses. A sua presença é significativa, tanto que dois anos depois seria candidato à Presidência da República, defrontando Jorge Sampaio. Só esteve presente em 99.
António Barreto - Este investigador esteve presente na reunião de 1992, em pleno cavaquismo, um ano depois de Cavaco obter a sua segunda maioria absoluta. Intelectual brilhante, o género de pessoa que os bilderbergs políticos gostam de ver no seu seio.
Durão Barroso - Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva. Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, já na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004, Durão era designado presidente da Comissão Europeia. Nesta qualidade, tem participado em quase todas as reuniões anuais. É, sem dúvida, o português com mais presenças em Bilderberg, com todas as condições para poder suceder a Pinto Balsemão no Conselho Permanente.
António Borges - Esteve presente na reunião do clube em 1997, o que mostra que o seu nome é badalado para altos voos há muito tempo. Maria Carrilho - Esta socialista, especialista em assuntos de defesa, esteve presente na reunião do clube em 1995, o ano da chegada ao poder de António Guterres.
António Guterres - Esteve presente na reunião de 2006, n na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.
Roberto Carneiro - ex- ministro da Educação de Cavaco Silva. Esteve presente na reunião de 1992, no auge do cavaquismo.
Vitor Constâncio - Esteve presente em Bilderberg em 1988, quando era secretário-geral do PS.
Vasco Pereira Coutinho - Esteve presente na reunião de 1998, numa altura em que Marcelo Rebelo de Sousa liderava o PSD.
João Cravinho - Esteve presente na reunião de 1999, no auge do guterrismo, sendo então ministro do Planeamento e da Administração do Território.
José Cutileiro - O embaixador português esteve presente na reunião de Bilderberg em 1994, tornando-se presidente da estrutura de defesa da União Europeia, a UEO nesse ano.
José Manuel Galvão Teles - Este advogado, próximo de Mário Soares, Esteve presente na reunião de Bilderberg em 1997, no auge do guterrismo.Teresa Patrício Gouveia - ex-ministra do Ambiente e ex-secretária de Estado da Cultura dos governos de Cavaco Silva e ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de Durão Barroso, esteve presente na reunião de Bilderberg em 2000.
Marçal Grilo - ex- ministro da Educação de António Guterres, esteve presente na reunião de Bilderberg de 1999, em Sintra.
Miguel Horta e Costa - Esteve presente na reunião do clube em 1998, no tempo da liderança laranja de Marcelo Rebelo de Sousaq, sendo vice-presidente da Portugal Telecom. Depois ascenderia à presidência da empresa.
Margarida Marante - É um dos poucos jornalistas que marcaram presença em Bilderberg, tendo estado na reunião de 1996.
Vasco de Mello - Um dos grandes empresários portugueses, esteve presente na reunião de Sintra, em 1999.
Carlos Monjardino - Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1991, no auge do cavaquismo e no ano da reeleição de Mário Soares, de quem é muito próximo.
Murteira Nabo - ex. ministro de António Guterres, esteve presente na reunião do clube em 1999, era, então, presidente da PT.
Faria de Oliveira - ex- ministro do Turismo de Cavaco Silva, actual presidente da Caixa Geral de Depósitos, esteve presente na reunião de Bilderberg em 1993.
Carlos Pimenta - ex- ministro do Ambiente de Cavaco, esteve na reunião de Bilderberg de 1991.
Francisco Lucas Pires - O malogrado líder do CDS, esteve presente na reunião do clube em 1988.
Ricardo Salgado - O presidente do BES esteve em Bilderberg em 1997, quando Marcelo era líder do PSD e voltou a estar presente na reunião de 1999, em Sintra.
Jorge Sampaio - ex- Presidente da República, participou na reunião de Bilderberg, em Sintra, na qualidade de primeiro magistrado da Nação portuguesa.
Nicolau Santos - O outro jornalista, juntamente com Margarida Marante, que participou em Bilderberg, tendo estado em Sintra em 1999.
Artur Santos Silva - Um dos grandes banqueiros portugueses, tendo estado presente na reunião de 1999.
Marcelo Rebelo de Sousa - Esteve presente na reunião de 1998, quando era líder do PSD e ainda julgava que era possível fazer renascer a AD com Paulo Portas e ganhar as eleições legislativas de 1999 a António Guterres.
Miguel Veiga - O advogado nortenho esteve em Bilderberg em 1994, no fim do cavaquismo.
António Vitorino - Ex-ministro de Guterres e ex-comissário europeu, esteve na reunião de Bilderberg de 1996, quando estava no governo.
Guilherme Oliveira Martins - Participou na reunião de 2001, quando era ministro da Presidência do governo Guterres.
Vasco Graça Moura - ex- deputado do PSD ao Parlamento Europeu pelo PSD, esteve presente na reunião de 2001 de Bilderberg.
Ferro Rodrigues - Esteve presente na reunião de 2003, quando era líder do PS, pouco depois de ter o caso Casa Pia ter deflagrado.
Santana Lopes - Esteve presente na reunião de 2004, que ocorreu de 3 a 6 de Junho em Stresa, Milão. Pouco mais de um mês depois era primeiro-ministro de Portugal. José Sócrates - Tal como Santana Lopes, esteve presente na reunião de Stresa de 2004. Menos de um ano depois seria primeiro-ministro.
Nuno Morais Sarmento - ex-ministro de Durão Barroso esteve presente na reunião de Bilderberg de 2q006, quando Marques Mendes era líder do PSD.
Augusto Santos Silva - Também esteve presente na reunião de 2006, já como ministro de Sócrates.
José Pedro Aguiar Branco - ex-ministro de Santana Lopes, ambém esteve presente na reunião de 2006.
Leonor Beleza - ex-ministra de Cavaco Silva, actual presidente da Fundação Champalimaud, esteve em Bilderberg em 2007.
Rui Rio - O presidente da Câmara do Porto esteve presente na reunião de 2008.
António Costa - O presidete da Câmara de Lisboa também esteve presente na reunião de 2008.
Manuela Ferreira Leite -- a presidente do PSD esteve presente na reunião deste ano.
Manuel Pinho - Esteve também presente na reunião deste ano, ainda na qualidade de ministro da Economia de Sócrates.
Sábado, 12 de Setembro de 2009 Director: Paulo Gaião

Crónica M Crespo

Crónica M Crespo

Na comunicação social o que parece é.
Mário Crespo, Jornal de Notícias, 07.09.2009
Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.
35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.
No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.
Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".
Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.
É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.
A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo.
O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.
O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.
Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.
Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão. O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico.
Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.
É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.
É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre.
Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve. seu texto. É estritamente proibido o uso, a distribuição, a cópia ou qualquer forma de disseminação não autorizada deste e-mail e de quaisquer ficheiros nele contidos.
O correio electrónico não garante a confidencialidade dos conteúdos das mensagens. Caso o destinatário deste e-mail tenha qualquer objecção à utilização deste meio deverá contactar de imediato o remetente.

Afinal quem é???...
Carolina Patrocínio ???





Mandatária para a Juventude pelo Partido Socialista de José Sócrates???



Carolina Patrocínio é uma jovem com uns olhos espertos que gostam de andar sempre muito juntos, uma cara patusca, um sorriso simpático e fácil. É rica, famosa e aparece em tudo o que é programa de televisão e revista cor de rosa. Ninguém sabe se aparece por ser famosa, ou se é famosa porque aparece.

Os portugueses devem gostar muito de a ver em fato de banho, atendendo a que é quase impossível arranjar na net uma fotografia da moça, vestida com outra indumentária. Muitos desses portugueses devem ter, para além disso, um especial prazer em vê-la a "ausentar-se", tal é a quantidade dessas fotografias em que aparece de costas.

Até há pouco tempo, não se lhe conhecia uma ideia sobre coisa nenhuma. Uma entrevista recente, e onde fala exaustivamente do que gosta e não gosta, embora mantendo o suspense quanto às suas ideias sobre a situação sócio/política nacional e internacional, as eleições que temos aí à porta e a sua importância para a juventude portuguesa, as saídas profissionais (ou a falta delas) para essa mesma juventude, etc, etc, etc... mesmo assim, deu-nos a conhecer outras características da jovem "apresentatriz".
Ficamos a saber que trabalha apenas para se divertir, pois "felizmente não precisa de trabalhar", que "detesta frutas que tenham que ser descascadas" e a frase que anda toda a gente a discutir, "só como cerejas se a minha empregada lhes tirar os caroços", aplicando-se o mesmo princípio às grainhas das uvas, que, segundo ela, "são uma grande trabalheira".

Foi escolhida para Mandatária para a Juventude pelo Partido Socialista de José Sócrates.

Para além de, como quase toda a gente, também não vislumbrar o que é que Sócrates acha que a juventude portuguesa com idade para votar deve ver na jovem e mediática Carolina Patrocínio, que lhe sirva como modelo ou exemplo a seguir, gostaria de chamar a atenção para uma pequena frase da Mandatária, logo a seguir à tal das cerejas e que parece ter escapado aos espectadores, que terão, muito compreensivelmente, ficado apardalados com a problemática dos caroços e grainhas. Diz a Mandatária da Juventude:

"Sou muito competitiva. Detesto perder! Prefiro fazer batota, a ter que perder!"

Ora aí está! Quase que aposto ter sido esta a "qualidade" (para Sócrates um verdadeiro programa eleitoral...) que cativou o Primeiro Ministro e fez de Carolina uma incontornável Mandatária.

quinta-feira, agosto 06, 2009


CAROS

Pouco podemos fazer individualmente, mesmo que queiramos nunca nos deixariam fazer alguma coisa.
Todos os partidos políticos já têm o circo montado e os os seus próprios animais amestrados.
Nenhum deles está disposto a dar oportunidade a novas pessoas, a novas ideias, não existe espaço para a verdade, não existe espaço para a competência, não existe espaço para a diferença.


Portugal, infelizmente, desde o 25 de Abril tem estado entregue sempre às mesmas "famílias", impera a desconfiança, a corrupção, a mentira, a aldrabice, os esquemas, os compadres, impera a decadência social, moral e ética na sociedade Portuguesa.

A corrupção nunca foi tão evidente e tão às claras como agora.
Todos os dias surgem notícias sobre corrupção em todos os sectores da nossa sociedade
Cada vez o acesso à saúde é mais restrito, cada dia a justiça é mais injusta, mais complexa, já ninguém acredita nessa coisa.

Actualmente, existe medo de falar, as represálias, as humilhações e as perseguições pessoais e profissionais existem, são tristes factos.

Onde e quando é que isto acaba?

Um pais que não tenha como prioridade a Saúde, a educação, a Justiça e a segurança, não é digno de ser considerado um pais.

Um governo que não cuida dos seus IDOSOS, que não cuida dos seus JOVENS, que não cuida do bem-estar do seu POVO, NÃO É DIGNO DE SER GOVERNO, NUNCA MAIS!


SOCRATES E O GOVERNO PS MATARAM
A ESPERANÇA DO POVO PORTUGUÊS,
PORTUGAL ESTÁ DE LUTO...

Em honra e respeito pela Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas.
Antonio Patricio