sexta-feira, julho 30, 2010

Young Entrepreneurs Networkers



Soube que a Universidade de Aveiro desenvolveu, em conjunto com a Câmara  Municipal ou a entidade gestora do seu Estádio (não sei detalhes e não encontrei informação em tempo útil), um concurso através do qual desafiou os estudantes a propor soluções de viabilização do referido Estádio. Não me deterei aqui sobre quem ganhou, concerteza com um excelente projecto, mas sobre a iniciativa. Tudo nela me soa bem!
Logo à partida, tem o mérito de colocar umas boas dezenas de jovens dedicados à criação de ideias, para um problema de solução difícil.

Promove-se o tão falado empreendorismo! Já agora, note-se que logo à entrada na escola, a criança começa a ser formatada para não ser nada empreendedora: o céu é sempre azul, as árvores são verdes, niguém conhece a imagem de deus ou do diabo, etc., etc. Depois, quando entram nas universidades tenta-se a todo o custo que sejam inovadoras, criativas, que corram riscos e lá voltam os jovens (que nunca mais serão tão criativos como aos 4 aos 5 ou aos 6 anos) a fazer mais um cursinho que os ajuda a promover o espírito empreendedor. (A este propósito Sir Ken Robinson é brilhante: vejam-se as suas conferências através de www.ted.com “Ideas Worth Spreading”.) Bom, os jovens começaram então a criar as suas soluções para o dito Estádio e assim surge o segundo grande mérito: o envolvimento da comunidade na solução dos seus próprios problemas, ao invés da tentativa de solução à porta fechada.

Sabemos também que muitos em conjunto pensam muito mais do que muitos individualmente, por isso, diz-se que o todo é maior que a soma das partes. Claro que dezenas de jovens a ter que pensar efectivamente sobre um problema (e não apenas criticá-lo na mesa do café), é muito mais produtivo e rentável do que meia dúzia de pareceres de individualidades de competência indiscutível. Para além de ser a “custo zero”.
Envolvida a comunidade, posta a universidade a pensar, o único risco que se corre é que de facto surja uma boa ideia. Parece que foi o que aconteceu! Parabéns Aveiro por esta iniciativa.“Nós por cá”, assistimos ao longe à novela UDL / Leirisport e aguardamos que uma solução seja encontrada, qual Rei D. Sebastião, em noite de nevoeiro. Não acredito que o D. Sebastião por aí ande mas menos ainda acredito numa solução milagrosa para o Estádio. E note-se que esta afirmação nada tem a ver com quem está ou não está na sua gestão: o problema do Estádio ultrapassa a capacidade de resolução das pessoas que nele estão envolvidadas. O problema do Estádio só pede soluções criativas, inovadoras, rentáveis, apelativas, mobilizadoras. Eu não as tenho mas acredito que muita gente tenha ideias interessantes que podem ser transformadas em projectos viáveis. Porque não copiar Aveiro?
Porquê é que temos que ser sempre nós a inventar aquilo que já foi inventado por outros? Porque não replicamos boas práticas? Porque estamos sempre à espera do nosso momento “Eureca” e não aproveitamos o dos outros?
Hoje em dia, parece-me que pouco há para inventar. Há sim projectos criados, testados, bem sucedidos, que devem ser replicados tanto quanto possível e respeitando as singularidades de cada cidade, de cada espaço, de cada comunidade.

A mim, não me chocava nada ver no jornal: “Vamos fazer o que os outros já fizeram” (ao contrário do P. Abrunhosa)! Desde que tenha sido bem feito! Porque não? O Conde de Sandwich inventou a sandes no Século XVIII (dizem...) e nós continuamos a comê-la!

Patrícia Ervilha


Visite Young Entrepreneurs Networkers em: http://www.yenportugal.com/?xg_source=msg_mes_network

sexta-feira, julho 16, 2010

Abram os olhos !!

"As pessoas precisam de entender que estão a ser burladas. O País não pode continuar a ser dirigido por trafulhas..."(Dr. Medina Carreira)


O nosso futuro

Apesar de não parecer, a História não acontece da mesma maneira mais do que uma vez.


Há sempre diferenças porque a economia mundial é um gigantesco Sistema Adaptativo Complexo.

Embora haja leis universais, sob as quais todos se regem, o modo de as integrar é diferente.

No entanto, tal como Maquiavel dizia, o mundo sempre foi povoado por seres humanos que sempre tiveram as mesmas paixões, ou por outras palavras, por muito que as coisas mudem fica geralmente tudo na mesma, o governador e o governado podem trocar de posições mas haverá sempre governadores e governados. Como alguém disse: conquistámos o inimigo, ocupámos o seu lugar, agora somos nós o inimigo.

Por muito que os intrumentos e as nações mudem, as paixões ditam o mesmo desfecho a toda a hora.

Daí a pergunta:

Haverá novamente uma Grande Depressão?

E a resposta:

Sim e Não.

Haverá países com imensa inflação e outros com imensa deflação.

Aqueles que se limitam a juntar alguns gráficos de 1929 e sobrepô-los a gráficos actuais terão muitas surpresas.

Nem havia na altura crises orçamentais gigantes nos países quase todos, nem há hoje em dia o padrão ouro a dominar as moedas globais.

Na altura, quando toda a Europa colapsou à excepção da França, todos esperavam ser os EUA os próximos a caír, mesmo não tendo os EUA um enorme deficit, mas a questão era a do dólar ser ou não convertivel.

O exodo para investimentos de qualidade na altura não foi para o dólar ou obrigações americanas, mas isso foi apenas uma consequência do dólar ser directamente convertível em ouro. Logo, a fuga foi para o ouro.

Assim que essa paridade desapareceu por decreto, tivemos uma enorme subida da bolsa nova iorquina, que só parou em 1937.

Porque as empresas ficaram melhores?

Não, porque depois de suspensa a paridade o dólar deixou de ser ouro, logo deixou de ter tanta beleza, tendo começado a depreciar relativamente ao metal amarelo, trazendo a inflação e a consequente subida dos preços das acções.

Assim a fuga para a qualidade foi para a bolsa porque apostar no dólar, um investimento em depreciação seria um suícidio.

Isso significa que as subidas da bolsa nada querem dizer relativamente à saúde da economia.

Em 1933, com um desemprego superior a 25% nos EUA a bolsa já subia ininterruptamente há mais de um ano.

Por isso podemos dormir descansados sabendo que as coisas podem ainda piorar mesmo que a bolsa esteja a subir.

O efeito da revolução industrial na agricultura foi simplesmente monumental.

Em meados do século XIX, 70% dos empregos eram agrários, nos anos 30 eram 40% e nos anos 80 eram apenas 3%. Quer a meteorologia quer a tecnologia conspiraram para privarem os trabalhadores de terem empregos.

As semelhanças entre a Grande Depressão e a depressão europeia de 1340 são impressionantes.

Também nestes tempos a dívida soberana obrigou a colapsos financeiros em Inglaterra e em Napoles.

Todas as casas de câmbio (os bancos de então) em Florença (onde os Medici floresceram depois deste evento) desapareceram.

Esta crise começou a mover-se do Sul para o centro financeiro da Europa.

Na crise seguinte, em pleno século XVI a Espanha e a França colapsaram de forma a quase derrubar também o sistema bancário alemão. Isto tornou os Holandeses os principais financeiros europeus.

Contudo, em 1340, a depressão foi ainda maior depois do ataque à colónia genovesa do Mar Negro, trazendo a praga da peste negra, depois trazida para a Europa pelos genoveses em fuga.

Mais de 50% da população desapareceu, abrindo assim as portas ao moderno capitalismo, uma vez que o trabalhador se tornou um bem muito escasso.

Tal como então, foi o repentino desaparecimento da população que incentivou o boom económico europeu no século XX, com a II Grande Guerra, onde foram dizimados mais de 60 milhões de pessoas em 5 anos.

Em ambas as crises, foi comum a redução drástica da população, com um efeito de uma enorme inflação subsequente.

Assim, pondo em perspectiva a economia mundial ao longo dos séculos, existem tendências e padrões que se repetem tanto que se impõem como autênticas leis, pois independentemente do período temporal tudo se conjuga do mesmo modo.

O denominador comum é sempre a paixão/emoção. Agimos sempre do mesmo modo relativamente a eventos semelhantes.

É interessante ver que os governos tentam reinventar a roda por diversas vezes na História, sem nunca se perguntarem se alguma dessas coisas já foi tentada no passado, e se sim, com que resultados.

O capital foge de crises económicas antecipadas e o capital está neste preciso momento a voar para o dólar. E porquê?

Por causa do Euro.

Se o Euro quebrar iremos ter tempos totalmente doidos pela frente, com o capital mundial a fugir apressadamente para o ouro e para o dólar.

Acaberemos então com uma única moeda mundial?

Provavelmente.

E provavelmente será uma moeda forte e estável como o ouro foi até Bretton Woods mas que servirá apenas de reserva. Não de uso corrente, pois os países precisam de flexibilidade no seu câmbio para combater crises de endividamento, veja-se a Grécia e a Califórnia, que não conseguem desvalorizar a moeda e que enfrentam a bancarrota do seu próprio orçamento.

Significa isto que o tempo do Estado grande irá certamente morrer.

É provável que o dólar possa subir desmesuradamente mas por muito pouco tempo.

Depois, apenas inflação… muita inflação.

O desemprego subirá brutalmente mas virá não de trabalhadores agricolas como nas depressões passadas mas sim… de FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

As empresas privadas já levaram com a estalada da crise em 2008 e 2009. Este ano já todas tomaram medidas extraordinárias. Já todas aprenderam a viver com menos, e as que não o fizeram ainda têm muito tempo para fechar.

Mas o Estado nada fez e ainda por cima é aquele que nada produz na economia.

Os Estados chegarão ao ponto de terem mais trabalhadores a servir o público do que público para ser servido, e inevitavelmente isso vai mudar.

Assim, à pergunta inicial se teremos uma depressão como nos anos 30, a resposta é Não.

Mas teremos instabilidade e volatilidade? Sim, uma enorme e impensável instabilidade e volatilidade dos números económicos.

Estamos numa encruzilhada muito séria.

O colapso é sempre a solução para o Estado gastador e metediço. Como Thatcher dizia, o Estatismo funciona apenas enquanto houver dinheiro dos outros para gastar. E o dia em que esse dinheiro acaba chegou.

Os governos estão a aumentar os impostos desmesuradamente, multando e penhorando tudo o que podem deitar a mão, mas simplesmente não podem declarar que tudo pertence ao Estado como tentou o imperador romano Maximinus.

Não resultou.

Matou a economia e reduziu a velocidade do dinheiro até terminar com o total colapso do império romano.

A resposta é não nos metermos com o dinheiro arduamente ganho das pessoas.

Devemos sim criar uma nova moeda, salvar a sociedade e ainda ter protecção social se terminar a ladroagem dos poderosos.

A alternativa até que os políticos percebam isso será a de tornar todo o cidadão num espião do Estado, pagando-lhe 10% de comissão por cada fuga aos impostos que denunciar, desde o grande burlão ao cliente que não pede factura num café.

Como infelizmente os Estados nunca fazem os passos correctos, mas sim cumprem os passos que não resultaram em épocas anteriores, há o risco real de um completo e total colapso da nossa economia.

Assim que a população perceber que poderá não haver nada para lhes pagar reformas e subsídios, o caos social sairá à rua.

São estes os padrões de comportamento dos afectados, e é assim que irão reagir, como no passado.

Por isso mesmo, e antes que seja tarde, é primordial perceber os padrões que vamos ter em jogo nos próximos tempos…

Esperemos que não se repitam… Mas as esperanças são poucas…

http://portal.apefipt.org/

terça-feira, julho 13, 2010

O Amor

Khalil Gibran, o Amor



ENTÃO Almitra disse:
-Fala-nos do Amor.
Ele levantou a cabeça e olhou o povo; um silêncio caiu sobre eles.


E disse com voz forte:
- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.

 E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

 Porque assim como o vosso amor vos coroa,
também deve crucificar-vos.
E sendo causa do crescimento,
deve cuidar também da poda.

 E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais tenros
que tremem ao sol,
também penetrará ate às raízes
sacudindo o seu apego a terra.

 Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do palhiço.

 Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

 Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer
os segredos do vosso coração,
e por este conhecimento


vos tornardes um bocado
do coração da Vida.


Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair da eira do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,  mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor
basta ao amor.


Quando amardes, não digais:

-Deus está no meu coração, mas antes:

- Eu estou no coração de Deus.


E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos julgar dignos,
marcará ele o vosso curso.


O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amardes, e tiverdes desejos,
deverão ser estes:


Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.


Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência
do amor, e sangrar
de bom grado e alegremente.


Acordar de manhã com um coração alado
e agradecer outro dia de amor.


Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.


Voltar a casa ao crepúsculo
com gratidão;
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado
e um canto de louvor na boca.


.in "O Profeta"

.de Khalil Gibran

terça-feira, julho 06, 2010

para reflexão, mantendo o espirito aberto ao desconhecido e atitude positiva e critica

O nascimento de uma nova humanidade?
O que será a mudança de consciência?

Dr. Dieter Duhm
Traduzido por Rita Duarte

Introdução:

Exerço o meu trabalho na Oficina do Futuro Tamera em Portugal, em temas tais como a Evolução, a História e o Futuro.

Através do meu papel como líder, tenho contactado com várias linhas de conhecimento de diversas épocas, culturas e profecias reunidas na nossa rede global.

Nas últimas três décadas, tem-se vindo a formar uma extensa matriz de dados e de informação sobre o desenvolvimento do Ser Humano e da Terra. Este quadro aprofunda-se ainda mais com o trabalho trance direccionado para visões do futuro e por informações mediúnicas que a minha companheira Sabine Lichtenfelds tem recebido.

O resultado foi um prognóstico extremamente claro.
PARTE 1: Síntese da Mensagem

O ano de 2012 do calendário Maia, não marca o fim do Mundo mas significa o auge no processo de transformação global. A Humanidade mudará o rumo da sua evolução.

Como resultado de eventos cósmicos, o campo magnético da Terra irá mudar e com este também mudarão os campos cerebrais do ser humano. Isto estará ligado a mudanças significativas na consciência. Novos padrões de percepção e pensamento levarão a novas formas de vida em conjunto, incluindo uma nova relação entre os géneros humano, baseada na verdade e na confiança.

O tema da sexualidade não estará mais ligado ao trauma colectivo do medo e da violência, mas antes ao da gratidão e da alegria. Os canais que há muito se encontram fechados devido à história traumática da guerra, abrir-se-ão para a compaixão e para o amor.

Um poder que pode ser chamado de “Impulso de Cristo” manifestar-se-á a nível mundial. Através de uma cadeia global de eventos, a humanidade irá redescobrir a sua estrutura de cura interior, pois esta consiste no seu programa genético.

Irão abrir-se muitas novas portas para o contacto com os seres da natureza. A nova conexão com a fonte divina levará a uma conexão e solidariedade com todas as outras criaturas.

Não se trata de um sonho privado, mas dum desenvolvimento colectivo.

O padrão cósmico a que chamamos de “Matriz Sagrada” está dentro de todos nós como enteléquia definitiva de uma nova civilização. A manifestação de uma nova civilização planetária não se realizará, é claro, de um dia para o outro, mas antes como resultado de uma sequência progressiva de mudanças que criarão nos próximos anos, através de poderes cósmicos e decisões humanas, um movimento global.

PARTE 2: Mensagem Detalhada
Caros amigos em todo o mundo!

Saudamos os povos da Terra. Saudamos os grupos em todos os continentes que preparam a nova Era. Saudamos a comunidade planetária que se desenvolve. Estamos perante uma enorme transformação cósmica. A grande paz com a qual temos sonhado em vão durante tanto tempo poderá agora concretizar-se, se a humanidade relembrar as suas origens e construir a sua cultura em novos fundamentos. Este processo já começou. Uma crescente parte da humanidade está a tomar consciência que os fundamentos da civilização da Terra já não são aceitáveis. A autodestruição da humanidade já decorre há muito tempo e será irreversível se não mudarmos o rumo da evolução humana e, para tal não requeremos uma data específica.

Um conceito mal direccionado de globalização está a levar à destruição das necessidades básicas da vida global desde a ionosfera até ao fundo dos oceanos. Muitos dos habitantes da Terra, incluindo o mundo animal, encontram-se neste momento num sofrimento indizível.

Aproximamo-nos do desastre e, as guerras civis, assim como as catástrofes naturais, provavelmente continuarão a aumentar. O sofrimento global só pode ser terminado com uma mudança fundamental na consciência colectiva, através dos poderes genéticos de cura que têm origem no centro do grande hólon a partir do qual a Terra, o ser humano e todas as criaturas estão conectadas entre si.

A data Maia de 2012 representa uma mudança planetária de consciência. Estamos perante uma oportunidade cósmica: uma grande porta está a abrir-se.

Não Apocalipse, mas sim Renovação:

É sabido que uma estranha atitude domina actualmente a humanidade. Cenários apocalípticos parecem ser mais atractivos do que visões bem fundamentadas de cura. Mas a mudança cósmica e terrestre que está a decorrer neste momento, não se refere certamente, a um apocalipse, mas sim a uma renovação e cura.

O fim do calendário Maia descreve o final dos velhos campos de consciência, que têm vindo a dominar a humanidade há muitos anos. Não é o fim do mundo, mas pode ser o início de uma nova evolução. Entramos numa nova era. Os padrões colectivos básicos de percepção mudam através de campos de poderes planetários e cósmicos e novos padrões de comportamento serão criados.

O calendário Maia termina dia 23 de Dezembro de 2012. Esta data está de acordo com algumas previsões astronómicas. Um ponto alto na actividade solar e a coincidência com outros eventos cósmicos irão trazer uma mudança no campo magnético da Terra. Isto levará a uma mudança nos campos do cérebro humano. Haverá uma modificação dos padrões de frequência neuronal e, com ela, mudar-se-á a forma como recebemos e respondemos às informações do mundo exterior. Isto poderá levar a uma mudança de encontro às frequências alfa. Os segmentos de tempo irão expandir-se e a vida tornar-se-á, de certa forma, mais “lenta”. O ritmo de exalação irá fortalecer-se, resultando num “desarmamento” dos nossos corpos e numa abertura aos centros sagrados da vida, localizados no abdómen. Camadas suprimidas da alma humana serão novamente activadas. Frequências da antiga Era das Deusas poderão tornar-se efectivas a um outro nível.

Conectado a isto está uma mudança de consciência que conduzirá a humanidade a um novo nível mental e espiritual. A nossa percepção mental e espiritual irá encontrar aspectos do mundo que até então tinham estado fora do nosso campo de percepção e novos padrões de interpretação da nossa vida quotidiana serão desenvolvidos.

Poderemos assim reconhecer que tudo está interligado e que acções locais pela paz podem ter efeitos globais.
Uma nova consciência e abertura do corpo físico

A literatura contemporânea refere que nos aproximamos de uma “mudança de frequência”, ou de um “salto de consciência para uma nova dimensão”. Por exemplo, haverá uma profunda mudança na nossa relação entre a vida e a morte, entre o aqui e o além. Mudando de frequência, uma forma de “vibração eterna” tornar-se-á o cenário da nossa consciência. A Humanidade tornar-se-á mais receptiva a mensagens dos domínios transcendentais do mundo.

Os órgãos de percepção irão abrir-se às influências do universo. A nova dimensão de consciência não consiste somente na área “espiritual”, mas particularmente nos temas básicos do nosso corpo, na nossa existência sensual e na incorporação energética da vida como um Todo.

Através da activação de poderes energéticos subtis, a nossa existência material e corporal irá mudar e tornar-se cheia de luz. Estas mudanças que já podemos prever, dizem respeito às áreas do Eros e da religião, do fortalecimento das energias femininas, do “desarmamento” dos homens, do desenvolvimento de novas relações de confiança entre os géneros humano, de uma nova amizade com os animais e uma nova conexão com a grande família da vida. Bloqueios do corpo e da alma que até agora fizeram o contacto e a compaixão impossíveis irão dissolver-se. Surgirá uma nova vibração natural de participação, compaixão e empatia com toda a criação.

Será uma frequência de unidade, que irá moldar o nascimento da nova consciência e assentará novas bases para a sociedade humana. O hólon, a unidade, já não será apenas um conceito filosófico, mas sim uma experiência elementar da alma. O hólon será, assim, o sagrado.

A experiência no deserto

Alguns representantes de grupos internacionais realizarão em 2011 uma experiência de planeamento, com a finalidade de fundar a primeira cidade no deserto, na qual os novos poderes de consciência poderão crescer organicamente. Os planos para este projecto têm vindo a ser desenvolvidos nos últimos 20 anos. Já existem novos métodos de providenciar água, comida e energia em áreas desérticas.

Na segunda e terceira décadas do século XXI, cidades no deserto com 3000 a 5000 pessoas poderão desenvolver-se e demonstrar que um completo recultivo e repovoação da Terra é possível sem mega-tecnologias e sem destruir a natureza. Será tudo possível através de novas formas de cooperação com as energias cósmicas, forças da natureza e com todas as criaturas. O princípio para tudo isto é comunicação básica solidária entre todos os participantes, limpa de todos os vestígios de medo e de violência. A razão pela qual estes novos modelos de formas de vida poderão espalhar-se surpreendentemente rápida, é devida à mudança de frequência propagada a partir do ano de 2012 pela Terra.

A mudança das estruturas internas

A humanidade tem vindo a crer, durante muito tempo, que pode ultrapassar as deficiências societais através de mudanças e reformas, através da democracia e de conferências, através de apelos morais e da razão. Mas obviamente, o oposto ocorreu. A guerra global não pode ser ultrapassada enquanto os humanos não tiverem ultrapassado as suas estruturas internas subjacentes e os seus padrões de pensamento. Em ambos os casos, vemos as mesmas estruturas de trauma humano colectivo, originadas desde há centenas de anos de guerras, destruição, deslocamento e amor destruído. Padrões de pensamento colectivo do medo e da violência são o fundamento da cultura humana actual.

Padrões neuronais foram criados no cérebro pela violência e pela dor, tendo-se acumulado e transformado em fortes crenças. Existem frases tais como “o mal tem que ser castigado”, “o inimigo só pode ser vencido pela violência”, “a guerra faz parte da vida”, “o ciúme é parte do amor”. Os subterrâneos colectivos da alma humana estão repletos de cenas infernais, de julgamento e vingança, de pecado e condenação eterna.

Hábitos de pensamento por norma inconscientes e automáticos estão por trás da nossa miséria quotidiana. A este respeito, a data de 2012 terá um especial significado. Através do campo magnético modificado da Terra e de acordo com os padrões igualmente modificados do cérebro, os velhos padrões de pensamento irão dissolver-se e darão espaço a novas conexões. A activação de novos padrões neuronais irá iniciar novas percepções, novas imagens, novas informações e novos impulsos orientadores no cérebro, assim como no núcleo das células (ADN).

Os padrões entelequiais de autocura, de alegria de viver, de pertença e de amor, que há muito estão escondidos por detrás dos padrões traumáticos, serão revelados.

Não esperamos que um único evento ocorra exactamente no dia 23 de Dezembro de 2012, mas consideramos antes que o processo de transformação que tem vindo a desenvolver-se irá ser propulsionado por esta data Maia. Um processo de cura que já tem vindo a tomar lugar nos bastidores do mundo, poderá ser revelado pela conjunção de diferentes ciclos astronómicos e conexões entre poderes divinos com poderes terrenos. A evolução tomará um claro passo em frente.

Do ano 2012 em diante, novas forças vitais dominarão o campo planetário. A longa preparação de diferentes grupos, cósmicos e terrenos, conduziu-os na direcção da cura. Não esperamos uma mudança imediata em todos os lugares do Planeta, visto que as novas frequências poderão entrar em colisão com as velhas, criando uma intensa turbulência.

Os cartéis de poder político e económico irão tentar impedir a renovação planetária. Pessoas que se adaptaram ao velho mundo irão rebelar-se contra os novos poderes. Por momentos, a colisão passará através de igrejas, escolas e famílias. Mas não será possível parar o processo, que é suportado por uma mudança no pensamento moral. Os poderes que sustentam o novo movimento mundial irão deixar de reagir aos ataques com julgamento e vingança. A inimizade não será mais respondida com inimizade, mas sim através da já fortalecida conexão com a nova frequência planetária. Os poderes de cura irão prevalecer, visto corresponderem a uma matriz cósmica superior e serem suportados pelo Universo. A humanidade dirige-se inevitavelmente para uma nova unidade. A frequência da emergente consciência planetária será mais forte do que diferenças religiosas ou nacionais e mais forte do que todos os interesses da esfera privada.

Ecologia profunda e cooperação com todos os seres

No campo da ecologia, haverá um desenvolvimento interessante: o início de uma cooperação com os espíritos da natureza, Devas e muitos outros seres com alma, cujo conhecimento da sua existência passa descuidadamente ao lado da maioria dos seres humanos. Iremos tornar-nos colectivamente aptos a ver estes seres, pois a percepção humana é agora energeticamente refinada e rarefeita. Inicia-se um novo tipo de cooperação. O ser humano não tem que fazer tudo sozinho.

Abundantes poderes de ajuda surgem e estão dispostos a cooperar se os humanos os percepcionarem e comunicarem com eles. Todo um exército de ajudantes está pronto para libertar o mundo da guerra. Os poderes cósmicos da luz que têm vindo a chegar ao nosso planeta nos últimos tempos são também sinais da sua presença e disponibilidade para ajudar.

Um aspecto essencial da nova dimensão é a reintegração da existência humana em ciclos de vida planetária. Este processo terá enormes consequências no desenvolvimento de futuras condições de vida, na água, nas energias e nos ecossistemas. Estas dimensões estão interligadas num subtil contexto de informação e de energia que até agora não podem ter sido vistas num mundo mecanizado.

Seres que até agora foram vistos como um estorvo, como formigas, larvas, ratos, moscas e muitos outros, são reconhecidos como seres que acarretam informação e estarão integrados em novos biótipos. São parceiros de cooperação natural do ser humano no seu caminho em direcção a um planeta sanado. E são, como os seres humanos, órgãos do todo da vida. Neste aspecto, a consciência humana irá receber um verdadeiro impulso ético. Não se mata ou tortura órgãos que pertencem ao mesmo corpo, como um só. A dor que o ser humano inflige nas outras co-criaturas volta para ele. Seguindo um estilo de vida não violento, deixa de ser uma questão moral, mas passa a ser uma questão nuclear de auto-preservação e autocura.

A água

O tratamento da água mudará também profundamente. A água é vida líquida. Os seres humanos irão aprender a purificar e a fortalecer as forças vitais da água e a usar os seus poderes de cura. A aquacultura nos novos centros não só servirá apenas como fornecimento de água e alimento, mas também de informações vitais de cura às paisagens circundantes, visto que a água é uma transmissor central de informação na Terra. O correr da água, sobre e sob o solo serve como distribuidor de campos de informação e pode ser naturalmente usada para a nova informação em toda a Terra. A nova economia é a da ecologia planetária. Parte deste fenómeno é a descoberta de como a água pode surgir através da acção combinada de poderes terrenos e cósmicos. Os tempos de seca, rarefacção da água e desertificação irão acabar para sempre quando o ser humano aprender a usar as possibilidades dadas pela cooperação com a natureza.
Catástrofes Naturais

Em conexão com a nova ecologia planetária surge uma nova relação com as catástrofes naturais. Na emergente consciência para a unidade de vida, prevalece uma nova descoberta: a profunda ligação entre o corpo terrestre e o corpo humano.

Através do bloqueio e da agitação de energias elementares da vida (orgónicas), estes corpos começam a tremer. No caso da Terra, terramotos, erupção de vulcões e inundações e, no caso do ser humano, doenças, psicoses e excessos de violência.

Através da reorganização de padrões de energia orgônica nas questões nucleares humanas, especialmente no que diz respeito à relação entre os géneros humano, uma nova ordem emerge na cooperação entre todos os seres e também em relação aos poderes da terra, água e clima.

Vivemos num sistema unificado de energia tanto na Terra como no Universo e, por isso, existe uma clara direcção para evitar catástrofes naturais: evitem as catástrofes humanas!

Libertem a alma e o corpo humano dos conflitos desesperados do passado. Desenvolvam uma nova civilização na qual o terrestre e o cósmico, as energias espirituais e sensuais possam se harmonizar.

O ano 2012 aponta para um poderoso início para este novo nível de evolução.
Um novo campo de poder feminino e um novo amor entre os géneros humano

Uma parte essencial da elevação de consciência que está por vir é o novo papel das mulheres na sociedade humana. Mudanças neuronais irão revelar padrões colectivos no pensamento e acção femininas, padrões presentes em civilizações arcaicas altamente desenvolvidas voltarão agora com um novo nível. Trata-se de uma re-conexão com a fonte feminina e com a autoridade feminina.

Para tornar a mulher governável e submissa ao patriarcado, a sua conexão com a fonte teve que ser amputada, os seus antigos santuários destruídos, a sua relação natural com todas as co-criaturas reprimida e a sua selvagem natureza sexual domesticada. A potência sexual do homem pode só desdobrar-se para com mulheres suprimidas. Estas estruturas ainda existem e resistirão a todas as tentativas de reforma enquanto o seu núcleo não for reconhecido. São parte do trauma colectivo.

Está na natureza da transformação presente que cada vez mais mulheres reconheçam estas conexões e deixem de reagir com ódio e vingança. Observamos que dentro de alguns anos um novo campo feminino irá estender-se sobre a Terra, no qual as mulheres irão redescobrir o seu papel entelequial na criação e com a sua força gentil irão quebrar as suas estruturas endurecidas para criar novos campos de poder para amar e para a solidariedade com todos os viventes.

Os homens irão experienciar o milagre da aceitação do feminino e largarão os seus papéis tradicionais de macho. Não irão mais para a guerra. Talvez este seja o aspecto mais profundo que todos podemos prever: toda a guerra irá terminar, terminando a histórica guerra entre os géneros humano. Iremos experienciar estes fenómenos logo na primeira metade do século XXI.
Conclusão

Todos estes processos em conjunto levam a uma mudança no paradigma básico dos nossos pensamentos e acções. Ciência, religião, arte e Eros, desenvolvimento urbano, tecnologia e ecologia irão tornar-se fundamentalmente diferentes no fim do século XXI, comparativamente com o seu início.

Todo o processo traz luz à existência corporal e ao mundo material, que se tornou demasiado denso. Agora está a tornar-se mais permeável, mais transparente e mais subtil. Isto é verdadeiro para toda a matéria, e também para o corpo humano. Uma sabedoria antiga revela-se: o mundo material não é comandado apenas por energias físicas mas também por energias do corpo e espírito e da alma, e pode por isso, ser mudado através do corpo e do espírito.

A humanidade tornar-se-á também capaz de mudar rapidamente e facilmente as estruturas materiais através do poder do pensamento. Inicia-se um novo movimento de pesquisa e de descobertas sem fim, comparável com o desenvolvimento contemporâneo dos computadores. Os corpos já não são pesados por causa do velho trauma. O amor tornou-se o poder universal. As suas frequências curam velhas feridas. O “não” colectivo aos impulsos da vida, originados pela longa guerra histórica serão substituídos pelo “sim” colectivo.

A amnésia colectiva será dissolvida por um processo colectivo de recordação. A humanidade irá voltar à sua fonte comum a partir de um elevado nível: à profunda ligação com tudo o que vive. A caminho do Um. Assim como Deus age na conexão com todos os seres.

A data de 2012 representa também a unificação dos poderes de consciência que até agora não puderam encontrar conexão. Como parte desta tendência para a unidade, poderes cósmicos irão ligar-se a poderes terrenos, poderes do corpo e do espírito com poderes corpóreos, forças Marianas com forças sexuais, os poderes de Cristo com os poderes políticos, os poderes científicos com os poderes mitológicos, os poderes técnicos com os poderes da arte. A partir destas novas conexões denominadas pela ciência como “estruturas dissipativas”, emergirão novas e até então desconhecidas composições e sínteses.

Uma nova sociedade planetária desenvolver-se-á através da sinergia destas correntes, consistindo em diversos elementos dos habitantes da Terra. Este movimento já começou. Consiste na conexão da mística oriental com a ciência ocidental, de Hopis com europeus, de Xamãs com modernos especialistas em alta tecnologia, de músicos de São Paulo, Lisboa, Jerusalém e Tamera.

Formam-se agora comunidades, em que das ditas conexões surgirão os modelos para a nova cultura planetária. A informação destes modelos espalhar-se-á por toda a Terra, conduzindo à fundação de novos centros comunitários. Vemos uma rede brilhante de tais centros comunitários pela Terra já em 2020, nos quais os novos fundamentos serão definitivamente estabelecidos para um novo mundo sem medo e sem guerra.

Trabalhemos juntos por uma nova visão da era pós-apocalíptica.

A nova Terra encontra-se actualmente em preparação.

Para mais informações, por favor contactar:

Institute for Global Peace (IGP)

Tamera, Monte do Cerro

P-7630-303 Colos

Portugal



Tel.: 283 635 484

Fax: 283 635 374

Email: info@dieter-duhm.de

www.dieter-duhm.de

terça-feira, junho 29, 2010

Um homem ou uma mulher podem Amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

- Sim. sem dúvida nenhuma.


Porque Amar não se resume à necessidade física que se tem de alguém.
Amar é muito mais vasto do que fidelidade, sexo, companhia, companheirismo...
Amar é fazer coisas estúpidas, mas a Paixão também nos faz agir estupidamente, e depois há aqueles em que ser estúpido é um estado normal...
Amar é... sei lá, aceitação?

Aceitar alguém na nossa vida, com todos os seus defeitos, com todas as suas virtudes, e ir ao céu ou ao inferno por essas pessoas?
"Amarás" um filho e "amarás" outro?
E se eu Amar alguém pelo estímulo intelectual que me dá, sem ter nada a ver com sexo, com prazer carnal?

Não poderei Amar, de forma diferente, um outro alguém?
Amar aos 15, é menos "Amor" por depois crescermos e Amarmos aos 20, aos 30?

Ou é apenas uma demonstração diferente dum sentimento igual, devido ao nosso crescimento?

Resumindo:

No coração da gente cabe muita gente.

Porque mesmo esfarrapado, ferido, dorido, magoado, partido, quebrado, cheio de cicatrizes, é o único orgão suficientemente elástico para caberem todos os Amores da nossa vida.

segunda-feira, junho 21, 2010



Portugal, e toda a irmandade de lingua portuguesa,, foi informadada do falecimento de José Saramago.

Mas o que fez a Igreja Católica a José Saramago, num artigo recentemente publicado sobre a sua morte?
– Alimenta a desarmonia e julga de forma indiferente a memória dos homens.

Na verdade, não foi apenas a igreja católica, mais grave ainda, foi o comportamento que alguns homens que dizem representar o povo portuguese e as suas vontades, eu, não acredito nestes homens, pois eles, e uma vez mais não representaram a vontade de um povo.

Cavaco Silva, entre outros comportou-se como um bébé que faz birrrinha e que não consegue reconhecer o mérito de outro ser, ainda que não concorde com ele. No entanto, um povo que não sabe honrar os homens que luta pela liberdade, que ousam em pensar por si próprios, que ousam viver a viva à sua maneira, que ousam partilhar ideias, sonhos e sentimenots diversos de ideias, frases, sonhos e sentimentos formatados, nunca são reconhecidos pelos seus, apenas o tempo e a história que dará o reconhecimento merecido e justificado.

Um ser humano que pense por si, que analise, que tenha atitude na vida, não consegue perceber quais são os sentimentos profundos da Igreja de uma classe politica, qual a sua disposição e grandezas, mas a certeza que estas misérias são tão velhas e inválidas, confirmando a ausência de respeito pela diferença.
 
Um dia, acredito, que será feita justiça a Homens como Saramago e outros desconhecidos, que ousaram pensar, sonhar, viver, acreditar, amar com todas as emoções de um coração enorme.
 
A saramago e a outros Grandes homens e mulheres, resta-me dizer-lhes: muito obrigada por serem ousados, por seguirem os vossos corações, os vossos sentimentos, sois vós que dão e alimentam a esperança que um dia a Humanidade será muito melhor que tem sido até hoje, sois vós, que motivam outros a serem ousados no amor, na solideriedade, na amizade, em suma no HOMEM.
 
A todos vós, aos que já partiram aos que lutam todos os dias e aos que ainda estão para chegar, o meu muito obrigado. Precisamos de seres humanos assim.    

quinta-feira, junho 03, 2010

Clube Bilderberg





Bilderberg: Teixeira dos Santos e Paulo Rangel convidados para clube secreto. O ministro das Finanças e o eurodeputado do PSD vão ao encontro das elites políticas e financeiras internacionais.

Mudanças nos impostos ditadas por Teixeira dos Santos não são pacíficas.

Paulo Rangel cumpre a regra do segredo a que são obrigados os convidados do encontro anual do Clube Bilderberg, que decorre a partir de hoje e até domingo em Sitges, um dos mais importantes destinos turísticos da Costa de Barcelona, em Espanha.

O eurodeputado do PSD é um dos eleitos portugueses presentes este ano, tal como o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ambos indicados pelo presidente da Impresa e fundador do PSD, Francisco Pinto Balsemão.

 


Contactado ontem pelo i, Rangel apenas confirma que estará presente no selecto clube, que reúne chefes de Estado e de governo, mas também outros dirigentes políticos e empresariais de todo o mundo, com especial incidência na Europa, Estados Unidos e Canadá. O convite de Pinto Balsemão a Paulo Rangel coincidiu com as directas para a liderança do PSD, em Março deste ano.

O eurodeputado lembra a regra de sigilo de todos os convidados.



José Medeiros Ferreira é um histórico dos encontros. Como diz ao i, esteve presente em duas ocasiões, "primeiro em 1997, como ministro dos Negócios Estrangeiros; depois, por gentileza, em 1980". Medeiros Ferreira afasta as "teorias da conspiração" que correm na internet sobre as reuniões do clube Bilderberg - e que incluem até um livro sobre o assunto, com um nome que diz quase tudo: "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo".

A regra do sigilo, explica o ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo Constitucional, serve "para as pessoas falarem à vontade, sem a pressão da comunicação social ou as intoxicações da propaganda".



Medeiros Ferreira revela ao i, "pela primeira vez", que depois de estar presente no encontro, os responsáveis do Clube Bilderberg lhe pediram "uma lista de pessoas que correspondessem ao alto perfil desejado" e que pudessem ser mais tarde convidados. "Dei os nomes do dr. Balsemão e do professor Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros." Como é público, Francisco Balsemão é desde 1988 membro permanente do clube, para o qual convida todos os anos outros dois portugueses, quase sempre provenientes dos dois maiores partidos, PSD e PS.

No ano passado foram convidados o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e a então líder do PSD, Manuela Ferreira Leite. António Barreto em 1992, Durão Barroso em 94, Joaquim Ferreira do Amaral em 99, António Guterres em 1995 ou Vítor Constâncio em 1988, são outros dos portugueses presentes a convite de Balsemão. Todos eles em ocasiões em que já ocupavam - ou estavam prestes a ocupar - altos cargos a nível nacional ou internacional.


Reservado o direito de admissão Mira Amaral já nem se lembra da data em que foi convidado "há 15 anos, ou mais, com a dra. Maria Carrilho do PS pelo dr. Balsemão" para um encontro do grupo Bilderberg. Mas era então ministro da Indústria de Cavaco Silva e participou em 1995, exactamente há 15 anos, quase no final do segundo governo, numa altura em que o primeiro-ministro mantinha ainda o célebre "tabu" sobre a sua primeira corrida a Belém, contra Jorge Sampaio.

Em declarações ao i, o economista compara os encontros anuais de Bilderberg com as cimeiras de Davos "mas à porta fechada". Por isso, acrescenta, "e só por isso é menos visível, mas não tem nada de conspirativo ou de secreto". Lembra-se que foi um "excelente encontro social num hotel e num palácio magnífico na Suíça".

Porém, não considera que faz parte do "grupo restrito das elites que se reúnem todos os anos. Se fizer parte de algum grupo, é do grupo de amigos do dr. Pinto Balsemão."


Apesar de contactado pelo i, o presidente da Impresa manteve-se indisponível até ao fecho desta edição.
 
Teorias da conspiração Não faltam teorias da conspiração sobre a influência deste grupo tão especial nos mais diversos acontecimentos nacionais e internacionais. Difundidas na internet sobretudo por grupos extremistas, à direita ou à esquerda, fala-se mesmo da "mão invisível" do Clube Bilderberg no 25 de Abril. O golpe de Estado que implantou a democracia em Portugal é referida também na cronologia da revolução realizada pelo Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra.


Na longa cronologia, escreve-se que no dia 19 de Abril de 1974 se realizou na localidade de Megève, em França, "a reunião anual do Clube de Bildelberg - clube em que tomam assento os mais influentes representantes da alta finança mundial". Ali, ainda segundo o relato, "estão presentes, entre outros, Joseph Luns, secretário-geral da NATO".


De acordo com o documento da Universidade de Coimbra, os convidados presentes em Megève, tomaram "conhecimento da iminência de alterações políticas em Portugal", decidindo "não contrariar a evolução dos acontecimentos", uma vez que acreditavam que "a mudança política poderia conduzir ao liberalismo económico". A presença do holandês Joseph Luns nessa reunião, sublinha-se, "poderá ter determinado o comportamento da NATO no desenrolar do golpe militar de Lisboa".


Mais recentemente, foram difundidas na internet queixas do autor do livro "Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo", dirigidas "a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda".
 
Segundo Daniel Estulin, o livro estaria a ser perseguido e censurado em Portugal: "Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas." Mais: "Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão."

terça-feira, maio 25, 2010

terça-feira, maio 18, 2010

É Preciso Aprender a Amar

Que se passa para nós no domínio musical?
Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma ária, de uma maneira geral, a percebê-lo, a distingui-lo, a limitá-lo e isolá-lo na sua vida própria; devemos em seguida fazer um esforço de boa vontade — para o suportar, mau-grado a sua novidade — para admitir o seu aspecto, a sua expressão fisionómica — e de caridade — para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que já estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se não viesse; a partir de então continua sem cessar a exercer sobre nós a sua pressão e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fiéis encantados que não pedem mais nada ao mundo, senão ele, ainda ele, sempre ele.

Não sucede assim só com a música: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos.

A nossa boa vontade, a nossa paciência, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos são novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para nós do seu véu e apresentam-se a nossos olhos como indizíveis belezas: é o agradecimento da nossa hospitalidade.

Quem se ama a si próprio aprende a fazê-lo seguindo um caminho idêntico: existe apenas esse. O amor também deve ser aprendido.

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

sexta-feira, maio 07, 2010

O Crime compensa... ou não ?

Deputado do furto eleito conselheiro

Ricardo Rodrigues, o deputado socialista que furtou dois gravadores a jornalistas durante uma entrevista, foi ontem recebido com aplausos na reunião do grupo parlamentar e viu oficializada a sua nomeação como conselheiro do primeiro-ministro para as questões de segurança interna.

Numa resolução do Parlamento ontem publicada em Diário da República, Ricardo Rodrigues e José Pedro Aguiar-Branco (PSD) foram eleitos membros do Conselho Superior de Segurança Interna. De acordo com a Lei da Segurança Interna, este órgão é composto, entre outros, por dois deputados "designados pela Assembleia da República por maioria de dois terços dos deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções".
A nomeação para o cargo de alta confiança do primeiro--ministro, que preside o Conselho, surge numa altura em que todas as atenções estão viradas para Ricardo Rodrigues, depois de o deputado se ter envolvido na polémica com gravadores furtados a dois jornalistas da revista ‘Sábado’. E se, assim mesmo, dúvidas houvesse sobre a confiança do PS em Ricardo Rodrigues, o líder parlamentar do partido clarificou: "Conto com ele, o partido conta com ele e o País conta com ele", disse Francisco Assis, negando a intenção de afastar o deputado das funções.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) remeteu ontem para a Comissão da Carteira e Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas a apreciação das queixas dos jornalistas.
SAIBA MAIS
SEGURANÇA INTERNA

O Conselho Superior de Segurança Interna é o órgão interministerial de auscultação e consulta do primeiro-ministro em matéria de segurança interna.
2008
Cavaco Silva promulgou a nova Lei de Segurança Interna em Agosto de 2008, que muita polémica gerou com a criação de um ‘superpolícia’.

O Relatório Anual de Segurança Interna de 2009 indica que se extraviaram três armas por dia, num total de 1095 extraviadas.
COMPOSIÇÃO
O Conselho Superior de Segurança Interna é composto, entre outros, pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, pelo comandante--geral da GNR, directores nacionais da PSP, da PJ e do SEF.
ASCENSO NOMEADO PARA ERSE
O ex-secretário de Estado e antigo deputado socialista Ascenso Simões foi ontem nomeado vogal do conselho de administração da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), durante a reunião de conselho de ministros.

Licenciado em Ciências Empresariais – Gestão e com uma pós-graduação em Gestão Pública, Ascenso Simões é membro da Comissão Nacional do PS, desempenhando ainda o cargo de presidente da Distrital de Vila Real do partido. Para além disso, o responsável está nos órgãos sociais de empresas ligadas ao sector energético: é presidente do conselho de administração da Tecaprod e administrador da Luzfisa. Na ERSE, Ascenso Simões irá ocupar o cargo de vogal, funções até então exercidas por Maria Margarida Aguiar e cujo mandato terminou em Julho de 2009.

in: jorrnal Correiro da manhã de 07-05-2010, edição Online

quinta-feira, maio 06, 2010

'Sérgio', o brasileiro com um sonho de paz, uma vida dedicada à Humanidade

Por causa do carisma que aliava à sua inabalável vontade política, dizia-se que ‘Sérgio’ era uma mistura entre o espião inglês James Bond e o norte-americano Bobby Kennedy. Mas, Sérgio Vieira de Mello era brasileiro: homem de sangue quente e sorriso fácil, revelou-se um dos mais notáveis diplomatas das Nações Unidas.
Quase sete anos depois da morte do diplomata, é esse o retrato que a cadeia norte-americana HBO quer evocar, quando emitir esta noite o documentário ‘Sérgio’ (trailer à esquerda), baseado na biografia ‘O homem que queria salvar o mundo’ da autoria de Samantha Power – e editada em Portugal pela Casa das Letras.

Com a capital iraquiana como cenário de fundo, o documentário revisita a missão de Sérgio Vieira de Mello em Bagdade, enquanto enviado especial do Secretário-Geral da ONU no Iraque - missão fatal para o brasileiro: foi em solo iraquiano que, a 19 de Agosto de 2003, Sérgio viria a ser assassinado pelos insurgentes, que o acusavam de servir os interesses da Administração Bush.

A uma semana do final da missão de Sérgio Vieira de Mello na capital iraquiana, um camião armadilhado explodiu junto ao edifício da ONU em Bagdade, muito próximo da janela do escritório do diplomata brasileiro. O ataque, reivindicado pela rede terrorista da Al-Qaeda, provocou dezenas de feridos e 21 mortos.

Uma das vítimas mortais seria mesmo o diplomata brasileiro: Sérgio Vieira de Melo foi ferido com gravidade, ficando aprisionado entre os escombros do edifício, depois de os seus 3 andares desabarem de uma só vez.

Um dado simbólico: depois de ter morto, Sérgio Vieira de Melo foi transportado para fora de Bagdade, num caixão coberto pela bandeira da ONU – um símbolo de uma vida inteira dedicada à organização. afinal, foi aos 21 anos, que o brasileiro começou a trabalhar para a organização, cumprindo ao todo 33 anos de serviço.

Chorado de Nova Iorque até Díli

Quando a notícia da sua morte foi difundida pela comunicação social, o mundo sofreu em silêncio: na sede da ONU, em Nova Iorque, todas as bandeiras foram retiradas - apenas a bandeira azul e branca da organização foi mantida a meia haste. O Secretário-Geral da ONU na altura, Kofi Annan, considerou a morte de Sérgio Vieira de Melo um ‘duro golpe’.

Definido pelos colegas das Nações Unidas como ‘uma estrela em ascensão’, era encarado como o mais provável sucessor de Kofi Annan – cargo para o qual viria a ser eleito o coreano Ban Ki-Moon em 2006.

A morte de Sérgio Vieira de Mello foi chorada também em Timor-Leste: afinal de contas, em 1999, foi o brasileiro quem conduziu os destinos do país durante o período de transição para a independência (à frente da Administração Transitória de Timor-Leste), abrindo caminho às primeiras eleições livres.

O maior sucesso da sua carreira diplomática? Talvez, diz ainda hoje a BBC. Também por isso, o Nobel da Paz José Ramos-Horta (hoje Presidente da República de Timor-Leste) classificou a morte de Sérgio Vieira de Mello como uma ‘tremenda perda’, que deixou o país de luto.


Uma carreira dedicada à Humanidade

De Dili, seguiu em 2002 para Genebra, onde tomou posse como Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos – um tema caro ao alto funcionário brasileiro, dado o longo currículo de trabalho humanitário nos mais desoladores cenários por todo o globo.

Ao serviço do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (hoje liderado por António Guterres), Sérgio Vieira de Mello participou também em missões em regiões com graves situações humanitárias, desde o Cambodja, aos Balcãs, passando ainda pelo Ruanda, Sudão e Moçambique (por onde passou durante o período de guerra civil que se seguiu à revolução de 25 de Abril de 1974).


Passados quase sete anos da sua morte, Sérgio Vieira de Melo é recordado pelo seu carácter pragmático, e também pela sua coragem. Afinal de contas, em cenários de risco, Sérgio mostrava-se sempre confiante: 'Deus é brasileiro', costumava dizer.



+ Saiba mais sobre Sérgio Vieira de Mello;

segunda-feira, maio 03, 2010

Dia da mãe (para a minha mãe- 30-03-1942 - 13-01-2010)

Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga


quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.


Mãe, na sua graça,
é eternidade.


Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?


Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:


Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'

quinta-feira, abril 29, 2010

Assédio Moral - um Grave Porblema, cada vez mais comum - DENUNCIE !

Assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.


São mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização.

Por ser algo privado, a vítima precisa efetuar esforços dobrados para conseguir provar na justiça o que sofreu, mas é possível conseguir provas técnicas obtidas de documentos (atas de reunião, fichas de acompanhamento de desempenho, etc), além de testemunhas idôneas para falar sobre o assédio moral cometido.

Tipos de Assédio

Assédio Descendente

É o tipo mais comum de assédio, se dá de forma vertical, de cima (chefia) para baixo (subordinados).

Assédio Ascendente

Tipo mais raro de assédio, se dá de forma vertical, mas de baixo (subordinados) para cima (chefia). É mais difícil de acontecer pois geralmente é praticado por um grupo contra a chefia, já que dificilmente um subordinado isoladamente conseguiria desestabilizar um superior.

Assédio Paritário

Ocorre de forma horizontal, quando um grupo isola e assedia um membro - parceiro.

Fases

Primeira fase

É algo normal que nas empresas surjam conflitos devido à diferença de interesses. Devido a isto surgem problemas que podem solucionar-se de forma positiva através do diálogo ou que, pelo contrário, constituam o início de um problema mais profundo, dando-se isto na seguinte fase.

Segunda fase

Na segunda fase de assédio ou fase de estigmatização, o agressor põe em prática toda estratégia de humilhação de sua vítima, utilizando uma série de comportamentos perversos cuja finalidade é ridicularizar e isolar socialmente a vítima.

Nesta fase, a vítima não é capaz de crer no que está passando, e é freqüente que negue a evidência ante o resto do grupo a que pertence.

Terceira fase

Esta é a fase de intervenção da empresa, onde o que em princípio gera um conflito transcende à direcção da empresa.

Solução positiva: Quando a direcção da empresa realiza uma investigação exaustiva do conflito e se decide trocar o trabalhador ou o agressor de posto e se articulam mecanismos necessários para que não voltem a produzir o conflito.

Solução negativa: Que a direcção veja o trabalhador como o problema a combater, reparando em suas características pessoais distorcidas e manipuladas, tornando-se cúmplice do conflito.

Quarta fase

A quarta fase é chamada a fase de marginalização ou exclusão da vida laboral, e pode desembocar no abandono do trabalho por parte da vítima. Em casos mais extremos os trabalhadores acusados podem chegar ao suicídio.

Partes implicadas

O agressor

Olhando externamente é difícil identificar o agressor pois a imagem que projecta de si mesmo é sempre bastante positiva.

Geralmente os agressores (ou "assediadores") não centram suas forças em pessoas serviçais e/ou naqueles que são considerados partes do "grupo" de amigos. O que desencadeia sua agressividade e sua conduta é um receio pelos êxitos e méritos dos demais. Um sentimento de irritação rancorosa, que se desencadeia através da felicidade e vantagens que o outro possa ter.

O agressor tem claras suas limitações, deficiências e incompetência profissional, sendo consciente do perigo constante a que está submetido em sua carreira. É o conhecimento de sua própria realidade o que os leva a destroçar carreiras de outras pessoas. Pode-se somar o medo de perder determinados privilégios, e esta ambição empurra a eliminar drasticamente qualquer obstáculo que se interponha em seu caminho.

Ao falar de agressor tem que fazer uma distinção entre aqueles que colaboram com o comportamento agressivo de forma passiva e os que praticam a agressão de forma directa. É comum colegas de trabalho se aliarem ao agressor ou se calar diante dos fatos. Em geral, aquele que pratica o assédio moral tem o desejo de humilhar o outro ou de ter prazer em sentir a sensação de poder sobre os demais integrantes do grupo. Chegam a conceder concessões a possíveis adeptos para que se juntem ao grupo, fortalecendo o assédio moral ao profissional isolado. Alguns se unem porque igualmente gostam de abuso de poder e de humilhar, outros se unem por covardia e medo de perderem o emprego e outros por ambição e por competição aproveitam a situação para humilhar mais ainda a vítima.

Em geral, os assediadores provocam acções humilhantes ao profissional ou o cumprimento de tarefas absurdas e impossíveis de realizar, para gerar a ridicularização pública no ambiente de trabalho e a humilhação do assediado.

Outra estratégia utilizada pelos assediadores é denegrir a imagem do profissional com humilhações e restrições genéricas, em sua totalidade parciais e mentirosas. E para conseguir adeptos e ganhar força com a perseguição moral que perpetram, utilizam-se de armas psicológicas para angariar aliados, mesmo aqueles considerados inocentes úteis.

Na maioria dos casos, buscam forçar o profissional atingido a desistir do emprego.

Aquele que faz o assédio moral pode ter desejo de abuso de poder para se sentir mais forte do que realmente é, ou de humilhar a vítima com exigências absurdas. Alguns inclusive são sádicos e provocam outras violências além da moral.

Características próprias de pessoas narcisistas:

• Ideia grandiosa de sua própria importância.

• Fantasias ilimitadas de êxito e poder.

• Necessidade excessiva de ser admirado.

• Atitudes e comportamentos arrogantes.

É importante ressaltar que alguns chefes se tornam agressores a trabalhadores por serem constantemente pressionados pelas empresas para se cumprir determinadas metas. Neste caso, o problema de assédio moral é um problema estrutural da empresa.

A vítima

Não existe um perfil psicológico determinado que predisponha a uma pessoa a ser vítima de assédio moral, qualquer um pode ser objecto deste acaso.

Aos olhos do agressor, a vítima é uma pessoa inconformista, que graças a sua preparação ou sua inteligência questiona sistematicamente os métodos e fórmulas de organização do trabalho que lhe vem imposto. Vale salientar que diminuir ou criticar é colocar o outro em situação de inferioridade. Fazer propaganda contra alguém é mais fácil se essa pessoa possui características que o preconceito de cor, sexo, ideologia ou classe social reforça como inferioridade.

Embora não haja um perfil psicológico, há casos de assédios contra trabalhadores com altos salários que são ameaçados de substituição por outros com menores salários e trabalhadores que são representantes de sindicatos e associações.

domingo, abril 25, 2010

Sondagem no Sapo

Assinalam-se hoje os 36 anos do 25 de Abril de 1974. Acha que o país precisa de uma nova revolução?




Sem dúvida: 11311
(68%)

Talvez: 2857
(17%)

Não: 2390(14%)

«Portugal precisa de um novo 25 de Abril»

O presidente da associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, defendeu, no sábado, num jantar comemorativo da revolução, em Almada, que Portugal «precisa de um novo 25 de Abril pela justiça social».
O capitão de Abril afirmou que «é necessário que em Portugal se acabe com o esquema terrível de compadrio, com a impunidade perante situações de corrupção e com o mau funcionamento da Justiça».
«Chegou a altura de lançarmos um grito de revolta e de alerta. Não era um país com este contexto que queríamos quando fizemos o 25 de Abril», vincou, em declarações à Lusa.
Para Vasco Lourenço, «comemorar a Revolução é invocar, acima de tudo, a grande esperança que os portugueses tiveram naquela altura por um país melhor, mais desenvolvido, mais igualitário, mais justo, mais livre, e reafirmar teimosamente a nossa vontade em lutar por esses ideais, por mais difícil que isso possa parecer».

«É inaceitável a crescente injustiça social, o fosso cada vez maior que se está a cavar entre os mais ricos e os mais pobres. Mas que raio de país é este, mas que raio de Justiça é esta?», disse perante uma sala com mais de 700 pessoas.



O militar esclareceu, contudo, que não se refere a uma «ruptura violenta», antes a um «apelo à pressão sobre os responsáveis políticos para que estas situações se alterem». «É necessário que os eleitos não se esqueçam dos eleitores», defendeu.

A luta, disse, tem que travar-se também nos programas curriculares da história que contamos às gerações que nasceram já depois da liberdade: «Estamos a contar mal a luta antifascista às gerações mais novas. É preciso continuar a lutar pelo esclarecimento, e para evitar o branqueamento do fascismo, para que a memória não se perca.»


Sondagem do sapo

Assinalam-se hoje os 36 anos do 25 de Abril de 1974. Acha que o país precisa de uma nova revolução?



Sem dúvida: 5925
(68%)

Talvez: 1530
(18%)

Não: 1239

(14%)

 
Para reflexão...

sexta-feira, abril 02, 2010

Patrões têm qualificações inferiores às dos trabalhadores

Os empresários portugueses apresentam uma média de habilitações literárias inferior à dos trabalhadores, noticia esta sexta-feira o jornal Público com base em números do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apenas 9% dos patrões possuem uma licenciatura, valor que compara com os 18% dos trabalhadores que têm este grau académico.

As habilitações dos empregados portugueses distribuíam-se da seguinte forma: 65% possuía baixas qualificações (ensino primário ou secundário inferior), 16% tinham o secundário superior e 18% possuíam licenciatura.

Entre os empresários, 81% apresentavam baixas qualificações, 10% possuíam o secundário superior e apenas 9% concluíram o ensino superior.

Por comparação, em Espanha os trabalhadores com licenciatura ascendiam a 37%, acima da média da União Europeia (29%).

Os empregados espanhóis com baixas qualificações eram 40%, acima dos 21% de média europeia.

No que toca aos empresários espanhóis, 28% possuíam formação superior, um ponto percentual acima da média da UE.



terça-feira, março 16, 2010

AI ESTE CANDIDATO...

In: http://economico.sapo.pt/noticias/passos-coelho-quer-uma-entrada-por-cada-5-saidas-na-funcao-publica_84298.html


Económico.TV

“Passos Coelho quer uma entrada por cada 5 saídas na Função Pública”

Eudora Ribeiro com fotos de Paulo Alexandre Coelho

16/03/10 17:50


Este tipo de discursos e de medidas, são várias coisas, senão vejamos: todos os políticos prometem e apresentam como solução de todos os males a função pública; uns dizem 1 vs 3, 1 vs 4, 1 vs 5 etc., podia enumerar outras, mas estou cansado demais, mas resumindo, é IGNORANCIA.

Alguém dizer/prometer esta solução milagrosa é uma demonstração clara de DESCONHECIMENTO TOTAL do sector Função publica - Recursos Humanos, quanto a mim, que levo 15 anos como funcionário (pago TODOS os impostos que o Estado entende, NÃO recebo prémio, etc), quanto a mim, os problemas GENERICOS são:

1 - FALTA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS;

2 - A QUANTIDADE DE BOYS (PS e PSD) QUE OCUPAM POSIÇÕES A GANHAR FORTUNAS SEM FAZEREM NADA PARA AS MERECER, E MUITAS VEZES FAZEM SÓ MERDA;

3 - CHEFIAS, NÃO POR MÉRITO, NEM POR COMPETENCIA, O QUE LEVA À IMCOMPETENCIA;

4 - FALTA DE RESPONSABILIZAÇÃO DESSAS CHEFIAS (HIERARQUIAS, TAPAM-SE UMAS ÀS OUTRAS);

5 - DESMOTIVAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS, PELO TRATAMENTO QUE TEM TIDO PELOS SUCESSIVOS GOVERNOS;

6 - FALTA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL (DEVIA DE SER CONTINUA E REALMENTE IMPORTANTE, não como acontece nalguns serviços que é só para encher chouriços, gastar dinheiro);

7 - AVALIAÇÃO, HONESTA, E RECONHECIMENTO DO ESFORÇO, DEDICAÇÃO DO FUNCIONÁRIO.



Por certo haverá mais motivos e medidas sérias a aplicar.



O Pedro P. Coelho, diz duas bem, logo de seguida estraga tudo, Veja, por mero exemplo o pedido de perdão feito ao Alberto João Jardim. Parece que está muito mal acompanhado mas ainda vai a tempo de arrepiar caminho, ele que não oiça o que o Fernando Costa disse, que vai ver a onde vai acabar.

QUALIDADE DE VIDA

Qualidade de vida



Isto sim



QUALIDADE DE VIDA DO RENDIMENTO MINIMO





Qualidade de vida é receber 800 € mensais (ou mais) para não fazer nada.

Qualidade de vida é levantar á hora que se quer porque os outros
trabalham para ele.

Qualidade de vida, é ter como única preocupação escolher a pastelaria onde vai tomar o pequeno-almoço e fumar as suas cigarradas, pagos com os impostos dos outros.

 
Qualidade de vida é ter uma casa paga pelos impostos dos outros, cuja manutenção é paga pelos impostos dos outros, é não ter preocupações com o condomínio, com o IMI, com SPREAD´S, com taxas de juro, com declaração de IRS.

 
Qualidade de vida é ter tempo para levar os filhos á escola, é ter tempo para ir buscar os filhos á escola, é poder (não significa querer) ter todo o tempo do mundo para acarinhar, apoiar, educar e estar na companhia dos seus filhos.

 
Qualidade de vida é não correr o risco de chegar a casa irritado, porque o dia de trabalho não correu muito bem e por isso não ter a paciência necessária para apoiar os filhos nos trabalhos da escola.

 
Qualidade de vida é não ter que pagar 250€ de mensalidade de infantário, porque mais uma vez é pago pelos impostos dos outros.

 
Qualidade de vida, é ainda receber gratuitamente e pago com os impostos dos que trabalham o computador Magalhães que de seguida vai vender na feira de Custóias e noutras, é receber gratuitamente todo o material didáctico necessário para o ano escolar dos seus filhos, e ainda achar que é pouco.

 
Qualidade de vida é ter as ditas instituições de solidariedade social, que se preocupam em angariar alimentos doados pelos que pagam impostos, para lhos levar a casa, porque, qualidade de vida é também nem se quer se dar ao trabalho de os ir buscar.

 
Qualidade de vida é não ter preocupação nenhuma excepto, saber o dia em que chega o carteiro com o cheque do rendimento mínimo.

 
Qualidade de vida é poder sentar no sofá sempre que lhe apetece e dizer “ TRABALHAI OTÁRIOS QUE EU PRECISO DE SER SUSTENTADO”.

 
Qualidade de vida é não ter despesas quase nenhumas, e por isso ter mais dinheiro disponível durante o mês, do que os tais OTÀRIOS que trabalham para ele.

Qualidade de vida é ainda ter tempo disponível para GAMAR uns auto-rádios, GAMAR uns carritos e ALIVIAR umas residências desses OTÀRIOS que estão ocupados a trabalhar OU ASSALTAR uma ourivesaria.

 Qualidade de vida é ter tudo isto, e ainda ter uma CAMBADA DE HIPÓCRITAS a defende-lo todos os dias nos tribunais, na televisão, nos jornais.

Isto sim, isto é qualidade de vida.

Ass: UM OTÁRIO